
Estava eu no aeroporto de Congonhas, na fila do check-in da GOL, dividindo o mesmo espaço com mais um milhão de pessoas. Lá pelas tantas naquele zig-zag, escuto a conversa de uma moçoila atrás de mim, no celular. Ela esperneava, dizia para a secretária (eu deduzi que do outro lado da linha era a secretária) que não podia voltar para suas terras dali a três dias, que era muito tempo e que não tinha entendido porque fulaninha não tinha comprado passagens para alguns dias antes.
- Isso vai foder a minha vida! – ela rugia.
Então eu olhei para trás e vi que era a tal de Zilu Camargo, mulher de Zezé, mãe de Vanessa, aquela que vejo nas revistas da manicura vez ou outra. Depois, vi que o drama da mulher era realmente preocupante.
- Assim não vou conseguir mandar o cartão de Natal que tenho que mandar!
A essa altura do campeonato eu já tinha virado de costas para a fila e de frente para ela a fim de não perder um minuto daquela conversa emocionante.
- Então escreve aí: “Obrigada por tudo. Desejo a você e a sua família um feliz natal e um póstumo ano-novo.”
Cacete! Quem será a Hebe que vai receber essa barbaridade?
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No meu momento Zilu Camargo, desejo a cada pessoa que entra aqui para perder um pouquinho de tempo, um ano novo maravilhoso. E para os meus amigos, aqueles de convivência quase diária, mesmo em pensamento, um 2008 para lá de especial. É quase certo que será melhor do que o ano que passou (porque piorar não dá), mas só depende de nós mesmos. Esse blog entra em recesso provavelmente até o dia 7, quando volto para a ociosidade do trabalho. Até lá.




















