Fizemos um amigo secreto com parte do pessoal mais chegado que ainda trabalha ou já trabalhou na ONG. Como parte do pessoal mais chegado é sempre integrante do proletariado, o valor do presente deveria ser de até R$ 20, com destaque para o “até”.
Marcamos a entrega das bugigangas miseráveis para sexta-feira e eu dei a idéia de que fizéssemos o evento em um karaokê porque, ao invés daquele blábláblá na hora de anunciar o amigo secreto, nós deveríamos cantar uma música que tivesse a ver com a personalidade do tal amigo.
A idéia do lugar foi desaprovada já que, além de pertencentes a linha da pobreza, algumas de nós nos tornamos mães solteiras ainda na adolescência e precisaríamos levar os filhos. Decidimos então, cantar uma música para o nosso amigo em uma pizzaria lotada de Pinheiros.
Na sexta-feira, eu ainda penava com o dilema de o-que-comprar-com-caraleos-20-reais-? e recebi um e-mail do meu amigo secreto dando algumas opções de presentes: uma faca de aço inox para cortar carne, um livro de dieta ou outro chamado As Garotas de Tóquio. Como eu me recuso e dar qualquer publicação de dietas na época do natal e fiquei com muita preguiça de ir até a loja de utilitários domésticos na Teodoro Sampaio, optei pelo terceiro presente.
Cheguei na FNAC e perguntei para uma atendente:
- Tem o livro As Garotas de Tóquio?
- Tem, sim senhora. Fica nos quadrinhos!
“Que legal! É quadrinho!”, pensei, no que a moça colocou na minha mão um livro imenso, chamativo, com uma japinha de peito de fora na capa. Mudei de cor na mesma hora e comecei a folhear o livro: anal, oral e vaginal em todas as mais diversificadas posições, até aquelas que a gente nem imaginou que um contorcionista do Cirque-Du-Soleil fosse capaz de fazer.
Eu coloquei o livro no meio de uma pilha de outros para conseguir chegar até o caixa, com a vergonha de alguém que compra um pacote de camisinha pela primeira vez. Não por moralismo ou por vergonha de carregar gravuras com algo que todo mundo faz (exceto pelas posições), mas porque toda hora eu pensava no meu colega de trabalho. Aquele sujeito distinto, pai estimado, amigo fiel, viciado em computadores.
Na hora combinada, nos esprememos na pizzaria chulé e eu fiquei encarregada por começar o amigo secreto. Aí eu cantei “Pai”, do Fábio Jr., porque desconhecia qualquer letra de alguma música de putaria japonesa. FIM.
Nota: Para quem chutou que meu amigo oculto era o Daygo, errou.




4 respostas Até agora ↓
Elaine // 17 Dezembro, 2007 às 11:56 am
Não acredito que perdi essa cena. Comédia vc e seu amigo secreto. rss
daygo // 17 Dezembro, 2007 às 12:16 pm
hhahahahhahahahha
mto bommmm!!!!!
meu..tb fiquei abismado com isso! E o pior de tudo, foi ele que pediu! hehehe
bjao
Teka // 17 Dezembro, 2007 às 3:18 pm
Father….
kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Alf // 17 Dezembro, 2007 às 3:54 pm
Anal, oral e vaginal em todas as mais diversificadas posições por menos de 20 real? Como há dois anos não participo do amigo secreto de nenhuma firma, pois vivo de biscates, acho que vou comprar um desses pra mim. Que música eu devo cantar pra mim mesmo?