Eneaotil

Entradas do Janeiro 2008

“Se você não assistir ao Bom dia, Brasil, eu vou matar seu filho, sua mãe e seu cachorro”, já diria Willian Bonner

31 Janeiro, 2008 · 6 Comentários

Ontem a noite eu assistia ao Jornal Nacional e a última notícia era sobre uma reportagem especial que seria exibida no dia seguinte, no Bom Dia, Brasil, e preparada pelo Marcos Uchôa.

A chamada dizia que centenas de sambistas de todas as gerações tinham se encontrado no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, e o tal encontro era inédito na história do samba. E aí me vira o Willian Bonner, com aquele sorriso maroto no canto da boca, e manda:

- O Bom Dia, Brasil, você já sabe, começa às 7h15 da manhã. Boa noite!

Eu ri por uns 20 minutos e pensei: “quem é o desgraçado que liga a TV às 7h15 pra ver uma matéria especial preparada pelo Marcos Uchôa, com um monte de sambista tocando cavaco no Pão de Açúcar pra um bando de gringo?”, mas a minha dúvida passou e eu vi o jogo do Corinthians e fui dormir.

Então hoje, às 7h15 da manhã, eu estava lá vendo a Dona Ivone Lara morrer de medo do Bondinho. Aí eu tive certeza que o JN trabalha só com mensagens subliminares.

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Canalha.com.br

29 Janeiro, 2008 · 7 Comentários

Aconteceu com uma amiga, que não terá o nome aqui revelado por motivos óbvios. O caso é que ela estava ficando com o irmão de um ex e a relação estava indo longe demais. Então hoje, às 7h da manhã, ela decidiu colocar um ponto final em tudo.  Tocou a campainha e quem abriu a porta foi o irmão ex. O irmão atual lhe recebeu com um sorriso, nem pôde disfarçar a felicidade. E ela nem respirou, já foi falando:

- Olha, acho que não dá mais para a gente. O problema não é você, sou eu.

E falou, falou e falou. E ele quieto.

- Você não vai falar nada? – ela perguntou.

- Hoje é meu aniversário…

FIM.

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Beijos e filho

29 Janeiro, 2008 · 6 Comentários

Me lembro que o meu primeiro beijo foi no ginásio. Claro que eu mentia para todas as minhas amigas e dizia que tinha sido bem antes.

- Muuuuuuuuuuuuuuuuito antes! Tipo assim, amiga… Eu tinha uns 6 anos de idade, saca?!

Nem sei se era mentira, podia até ser que nas brincadeirinhas de médico da infância eu tivesse dado um beijinho ou outro, mas aquele do ginásio é que é considerado o primeiro beijo. Sob pressão, tenso, no limite da idade permitida para ser a sigla que nenhuma menina queria ser no ginásio: BV. Boca-virgem!

O caso é que naquele sábado o Daniel, um gordinho da sala a quem só restava ser simpático e oferecer festinhas no quintal de casa, ia fazer um mega bailinho para comemorar seu aniversário. E a gente sabia o que significava o bailinho do Daniel: era agarrar a oportunidade de deixar de ser BV com unhas e dentes, ou terminar a festa (lá pelas 10 da noite) segurando um cabo de vassoura (e na época ninguém sabia o que fazer com um cabo de vassoura, ao contrário de você, leitor).

Eu me aprontei toda e subi no FIAT 147 do papai, que me deixou na festinha. Recusei o cachorro quente e a porção de salgadinho cheetos para não ficar com os dentes cheio de craca amarela e me entupi de refrigerante. Estava todo mundo lá! Dançamos músicas da Legião Urbana, falamos besteira e lá pelas tantas o estroboscópio começou a girar ao som de Wishing On A Star, aquela canção que ficou famosa por ser o tema da Yasmin (in memorian) e do Guilherme de Pádua.

Foi quando avistei o Renan. Ele não era da minha sala, ele usava o cabelo penteado para o lado e roupas da Fido Dido, além de todas as garotas acharem ele um arraso porque o Renan já era tão crescido que tinha até espinhas na cara. Ele era per-fei-to para o primeiro beijo.

Então eu tomei coragem e o chamei para dançar. E daí para me ver naquela parede da casa do Daniel cheia de heras com o Renan fazendo biquinho na minha frente, foi um pulo, nem me lembro o que aconteceu. Só sei que a teoria do beijo eu já tinha aprendido há séculos na televisão, portanto seria fácil. “Abrir a boca, colocar a língua para fora e girar a cabeça em círculos, que nem o estroboscópio”, pensei.

O curioso foi que na hora em que eu estava ali, beijando o Renan, eu pensei na Bruna, na Talita, na Tatiana, na fulana e na beltrana. Eu precisava contar aquilo para todas porque, na bem da verdade, aquele beijo tinha sido para elas.

O Renan recuperou o fôlego, eu também e entramos de novo na festa, sem dizer uma palavra. Nem um “foi bom pra você?” ou “te vejo na escola”. Aliás, foi assim pelo resto do ginásio. Porque a minha história com o Renan já tinha sido escrita, com começo, meio e fim, embora tenha durado um minuto.

***********

Recentemente, eu estava no ônibus quando o Renan sentou bem ao meu lado. Ainda tinha espinhas e o cabelo penteado todo para a esquerda. Eu aproveitei que ele falava no celular para puxar um livro da bolsa. Não que ele fosse me reconhecer, mas, por via das dúvidas, não custava afundar a minha cara naquelas páginas. Até porque ninguém usa mais cabelo de lado desde 1990epoucos.

***********

Na época do beijo, nem pensei em contar para minha mãe. Acho que foi um misto de timidez com o fato de me sentir uma fora da lei, o que tornava tudo mais gostoso. Mas sei que a poupei de envelhecer uns 12 anos (pelo menos de cuca).

Luquinhas chegou para mim no ano passado e disse:

- Eu já beijei de língua!

Na hora eu tomava alguma coisa e escorreu tudo pelo nariz.

- Co-como assim, Lu?

- Eu voltava do recreio e cheguei antes na sala de aula. A Kathilyn (será que é assim que escreve isso?) também. Estávamos sozinhos. Eu olhei para ela, ela olhou para mim e demos um beijo de língua. Mas olha, mãe, isso é um segredo só nosso, hein?!

Nem sei se quando estiver no ginásio, o Luquinhas vai considerar esse o seu primeiro beijo, mas acho que não. Só sei que ele precisa aprender que alguns segredos não são divididos com a mãe. Principalmente se ela tem um blog.

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Nostradamus

28 Janeiro, 2008 · 5 Comentários

Então, se uma gerba (?) da Mongólia dura em média 3 anos (e se eu ainda sei fazer contas), serão 216 filhotinhos até 2011. Agora, nos meus cálculos, se o filhote quiser reproduzir, e o filhote do filhote, a raça humana terá sido devorada e extinta por ratos mongóis em menos de 3 meses.

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Fertilidade do tipo Fátima Bernardes

28 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Então, dando uma pesquisada na internet, eu descobri que os tais ratos se chamam “Gerbos da Mongólia”. E tem um pedaço bem curioso no texto que li:

Reprodução
Os gerbos, tal como os outros pequenos roedores, crescem depressa e ficam sexualmente maduros em menos de 2 meses. Se juntar um macho e uma fêmea de idade superior a esta, tem de estar preparado para, a qualquer momento, ter uma família de gerbos aumentada. O tempo médio de gestação desta espécie ronda os 21 a 24 dias.
Normalmente nascem cerca de 5 ou 6 pequenos gerbos em cada ninhada. Na primeira, nascem por vezes apenas dois ou três animais, e também é verdade que, com o passar do tempo, podem nascer mais que seis por ninhada. Os gerbos tendem a formar pares para toda a vida.”

Ah, sim. O Daniel comprou um macho e uma fêmea.

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Dúvidas universais

28 Janeiro, 2008 · 4 Comentários

O que faz uma pessoa ir até a Cobasi comprar um vaso e voltar com uma gaiola e dois ratos? Eu não faço a mínima idéia, mas perguntem ao Daniel.  Ele deve saber.

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Putaria ao vivo na Web Cam!

28 Janeiro, 2008 · 9 Comentários

A velha fórmula de escrever alguma palavra chave (no caso, putaria) para render mais leitores ao blog funciona por aqui também. Não que eu tenha escrito o “Meninas peladas de família” pensando nisso, mas dá uma olhadinha na procura do blog. Só tem tarado nesse mundo.

imagem.jpg

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Almoço desgosto

25 Janeiro, 2008 · 7 Comentários

Subi até o Hortifruti aqui do lado de casa para comprar arroz arborio, com a idéia de fazer um risoto de camarão e outro de funghi. Segundo o Zé, vizinho que também trabalha comigo, o Hortifruti é o lugar mais caro do mundo.

Rodei pelos corredores e nada do tal arroz. Parboilizado, integral, tipo 1, tipo 2, tipo 10, de tudo quanto é tipo, menos o que eu queria.

- Tem arborio? – perguntei para o estoquista.

- Sim, senhora. Só da marca La Pastina.

A La Pastina é aquela marca que serve para enfeitar o supermercado, tipo a Barilla. Você sabe que é uma delícia porque já ouviu falar, mas nunca nem tocou porque tem vergonha na cara o seu salário não permite.

- Está R$ 12,99, senhora!

- Q? R$ 12,99 pra comer arroz? Nem se tivesse um salmão cru em cima, meu filho.

E saí batendo o pé daquele lugar, com o discurso do “não piso mais aqui porque já já vocês estarão cobrando até para respirar”.

O meu plano B foi continuar subindo a ribanceira da Avenida Pompéia até o Pão de Açúcar, o lugar de gente feliz. Por sinal, eu estava com meu chinelo que peida, mas esse detalhe não tem nada a ver com o que eu estou tentando contar. E o que eu estou tentando contar é que eu cheguei na porra do Pão de Açucar, vinte minutos depois, e a merda do arroz arborio estava R$ 20! VIN-TE RE-AIS!

- Putaquel, meu. Só tem esse arroz do tipo assalto? – perguntei para o “gerente do setor”.

- Ah, sim. A gente trabalhava com uma marca mais barata, a La Pastina, conhece? Mas acho que paramos de receber.

Xinguei até a 10ª geração do Seu Abílio, desejei que ele tivesse trombose no saco e voltei na bosta do Hortifruti. Peguei um saquinho com 20g de funghi seco a R$ 10 e o tal arroz de R$ 12,99. Ainda olhei para o estoquista e fiz cara de mulher-fina-que-come-La-Pastina. Porque a gente é trouxa, se fode e fala palavrão pra caraleo. Mas sempre com glamour.

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Que gracinha!

23 Janeiro, 2008 · 2 Comentários

Olha, deve ser difícil fazer uma animação em 3D, principalmente se a pessoa não for muito boa nisso. Com vocês, Hebinha, brilho e glamour, inspiração para todos os são paulinos:

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Ainda sobre cachorros

23 Janeiro, 2008 · 4 Comentários

Íamos, eu, Érica e Aline, até o restaurante, agora na hora do almoço. Ao nosso encontro, vinha um cachorro dálmata, livre da coleira, com seu dono logo atrás.

- Ai, que cachorro fofo! – disse a Aline.
- Olha, Lelê. É corinthiano! – brincou a Érica.
- MEEEEEEEEEEEEL! Cumprimente as três moças – ordenou o dono, um senhor careca, de óculos escuros e uma cara meio emburrada, querendo dar uma xavecada.

Olhamos para a cachorra e, ao invés de dar a patinha, ela se agachou e urinou.

- Bem, acho que vamos indo – ponderei.
- Não! Calma! Agora ela vai cumprimentar vocês! – exclamou o dono – MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEL, S’il vous pláit! Bounjour! Bonjour!

E nada da cachorra brincar com a gente. O homem começou a se desesperar no meio da Rua dos Pinheiros e a gritar com a cachorra que estava mais interessada em cheirar o mijo de outros quadrúpedes.

- MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEL! Atención! Atención! Bounjour, bonjour!

Meia hora depois, ainda estávamos ali, nós três completamente humilhadas e desprezadas e o senhor gritando com a cadela. Até que a própria resolveu deixar de envergonhar o seu dono diante de toda a classe média de Pinheiros (afinal, como um cachorro de tal bairro nobre pode não entender francês?) e obedeceu ao comando de sentar.

- Asseyez-vous! Bon chien!
- Bem, agora sim acho que podemos ir, não? – tentei de novo.
- Não! – respondeu o homem – passe a mão no dorso dela para você sentir o pêlo.

Por via das dúvidas de onde ficava o dorso daquele animal, deslizei a mão do cucuruto até le cou e não vi nenhuma diferença ao pêlo ensebado do Tobby.

- Agora passa a mão na orelha e veja se ela não é feita de seda, cetim ou veludo…
- AH, VÁ SE FODER! É muito sedosa mesmo!

FIM

***********************

Bastidores desse post: Eu não falo pícaras de francês e as palavras mais complicadas eu joguei no Google, ou perguntei para amigos, como o Pavão.

Leonor Macedo diz:
como é sentar em francês?
:: Underdog :: diz:
é gostoso
:: Underdog :: diz:
me disseram

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23 Janeiro, 2008 · 5 Comentários

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Anyone can cook

22 Janeiro, 2008 · 1 Comentário

Para comemorar as indicações que o Ratatouille recebeu ao Oscar de 2008, inclusive de trilha sonora original, escutem Le Festin, do Michael Giacchino.

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Meninas peladas de família

22 Janeiro, 2008 · 11 Comentários

orkut.jpgAlguém pode me explicar o que é essa nova moda no orkut? Uma mulher com o peito de fora me desejando felicidades e escrevendo mensagens de auto-ajuda típicas do começo do programa da Ana Maria Braga. É com vocês também ou só eu acordei atraindo um monte de atriz-modelo-manequim-estudantedejornalismo-apresentadoradeprogramainfantil?

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Do Fofão para o Slayer

21 Janeiro, 2008 · 8 Comentários

Tocava um sambinha na sala da casa do meu irmão, quando o Lucas resolveu interferir:

- Tio, troca de música. Coloca aí um rockzinho, vai!
- Eita! Que tipo de rock você quer? Aqui nessas prateleiras tem de todos os tipos.
- Não sei, tio. Não entendo nada de tipo. Eu gosto é de rock!

Então meu irmão trocou o cd e o Lucas respirou fundo, aliviado:

- Ahhhhhhhhhhhhhh, isso sim é música de verdade.

E a gente não deixa de sentir um certo orgulho, né?! Porque na idade dele eu usava bota branca e dançava o ilariê, ô Ô ô.

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Glória Kalil djá

21 Janeiro, 2008 · 4 Comentários

Sábado, na Liberdade, encontrei um japinha, pouco maior que o Lucas, que usava uma placa de metal na cabeça. Não daquelas de combatentes de guerra, mas uma placa usada do lado externo, presa a uma faixinha tipo a do Rambo e com um símbolo esquisito bem no meio. “Um fã do Prince” , eu pensei, mesmo achando estranho um menino tão pequeno e em pleno século XXI ser fã do Prince.

Aí logo depois vi outra criança de olhos puxados, já um pouco maior, com a mesma faixa. Me lembrei de uma moda no começo dos anos 90 em que uma penca de meninos exibia na cabeça um boné com uma placa de metal onde estava escrito FBI em letras garrafais. Grazadeus eu não sou menino e meu irmão, nessa época e ainda hoje, era um nerd que nunca andava na moda.

Sem entender nada, quase fui atropelada por um bando de rapazes e moçoilas japoneses, com idades variando entre 7 e 62 anos, todos com a maldita placa na cabeça. Então eu expliquei para minha prima do interior que os japoneses eram seres evoluídos e que tinham desenvolvido um método de funcionar movidos pela energia solar. Ela ficou maravilhada e já ia bater uma foto quando o Daygo, meu personal japonês para assuntos aleatórios, explicou que aqueles eram fãs de um tal anime chamado Naruto.

Enfim, uma turma* que pode entender muito de tecnologia, mas quando o assunto é moda, falta-lhes um parafuso na cabeça. Interno, para deixar claro, antes que isso também vire mania.

* Exceto você, Daygo.

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A Corello e a flatulência

18 Janeiro, 2008 · 5 Comentários

Fui por esses dias no shopping e descobri que a Corello está liquidando seus calçados. Tudo pela metade do preço. Então os meus olhinhos brilharam e eu corri para experimentar toda a prateleira 36. Saí com um chinelo pheeno, de verniz-azul-brilhante, e outro na versão vermelho-abajur-cor-de-carne para dar de presente à mamãe em seu aniversário.

Eu já tinha ficado apaixonada por esse chinelo em outubro, quando ele custava absurdos R$ 100toetantosreais, mas não comprei porque tenho vergonha na cara tinha ganhado outras duas lindas sandálias de lá.

Enfim, alegria de pobre só vai até ali e não passará disso jamais. E apesar de o meu chinelo ser lindo, fino, não machucar o pé e durar a vida toda, ele é feito de plástico e tem o formato anatômico, formando um vácuo entre a base e o próprio pé e causando barulhos desagradáveis. Faz exatamente dois dias que eu estou tendo que explicar para TODO MUNDO (no supermercado, no trabalho, lá em casa, na padaria, no boteco, na loja) que é o meu calçado que peida.

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Benzadeus

16 Janeiro, 2008 · 10 Comentários

Nunca pensei que fosse sentir saudades da moda da pochete!

hip-office.jpg

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Eu e Lucas em tirinha

16 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

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Feitas pelo Bruno Trezena, amigo carioca e aprendiz de jornalista

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16 Janeiro, 2008 · 7 Comentários

Os dois últimos posts que estavam aqui não foram apagados, mas se transformaram em conteúdo privado. Porque o amigo Alf tem razão: está cheio de espírito de porco por aí e como espírito a gente não enxerga pode ser pego de supetão.

Update: Pronto, aí eu descobri que dá para botar senha na língua afiada aqui no WordPress. E ao invés de parar de escrever e meu auto-censurar, eu controlo a audiência. O único desafio agora é ensinar português para o WordPress que escreve coisas do tipo “Entre com sua senha para ser comentários”.

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Protegido: Breaking News

15 Janeiro, 2008 · Digite sua senha para ver os comentários

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Protegido: Colegas de trabalho de infância

15 Janeiro, 2008 · Digite sua senha para ver os comentários

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Jogo de macho

14 Janeiro, 2008 · 7 Comentários

De uns anos para cá, nem parecia que era jogo de futebol, mas de basquete. E não era por causa de gol de fora da área que valia três pontos, porque mal teve gol, pra falar a verdade. O que me confundia era a numeração das camisas. Por vezes eu me peguei pedindo para o ala-pivô avançar e meter uma caixa.

Sai o Camisa 10, entra o Camisa 47. “Puta merda, é muito loser um sujeito que joga com a Camisa 47″, eu pensava. E deu no que deu: a síndrome de loser era tão grande que o Corinthians foi rebaixado. Porque ninguém me tira da cabeça que um cara entra em campo desmotivado vestindo a Camisa 47, afinal todo pai de filho varão sonha em ver seu mini-craque um dia vestindo a Camisa 10! O 10 de Pelé, de Maradona, de Neto. O DEZ! E os longuissíssimos qua-ren-ta e se-te de quem mesmo?

Mas, enfim, o pesadelo acabou e o Corinthians redefiniu os números das camisas. E entra em campo em 2008, com o time (por favor, reparem na numeração e não nos craques):

1- Felipe
2- Eduardo
3- Chicão
4- William
5- Alessandro
6- Éverton
7- Éverton Santos
8- Perdigão
9- Finazzi
10- Acosta
11- Marcel
12- Weverton
13- Amaral
14- Cristian Suárez
15- Marcelo Oliveira
16- Valença
17- Herrera
18- Lima
19- Lulinha
20- Carlos Alberto
21- Bruno Octávio
22- Júlio César
23- Dinélson
25- Fábio Ferreira
26- Rafinha
27- André Santos
28- Nilton
29- Héverton
30- Carlão
31- Dentinho

Vinte e dois, Vinte e três, vinte e cinco! E me disseram que Camisa 24 é coisa para quem joga de salto alto lá na Zona Sul e é patrocinado por vendedor de kibe.

Eu sei, faz parte do folclore do futebol e eu nem deveria gastar meu olhar crítico. Só que; em um meio onde somando as massas encefálicas (de torcedores, jogadores, administradores e imprensa esportiva) não seria possível nem alimentar uma família de 3 macacos babuínos; essa homofobia é muito perigosa.

‘Bora lá, rapaziada, rumo à Idade da Pedra Lascada, com uma clava na mão e a outra arrastando no chão!

************************************

Aí os jogadores do Corinthians foram fazer exame de sangue nesse fim-de-semana:

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É fantástico!

14 Janeiro, 2008 · 5 Comentários

Estava eu, hoje pela manhã, na minha leitura matinal de banheiro, quando me deparei com o seguinte depoimento de Glória Maria, aquela senhora que se recusa a pronunciar a letra i e que assustava as nossas noites de domingo até o ano passado:

Fama de difícil

“Tenho 35 anos de carreira e 10 de Fantástico. É muito difícil você ficar 35 anos em uma empresa tendo qualquer tipo de conflito com alguém. E, se você fica 10 anos em um programa, com o mesmo diretor, também não pode ter nenhum tipo de conflito com ninguém, afinal, 10 anos é muito tempo. Não tinha conflito com as pessoas porque senão, eu não teria agüentado 10 anos. O problema maior era comigo mesma. Sou uma pessoa muito transparente e falo todas as coisas que acho que devem ser ditas. Sou muito sincera. Sempre fiz tudo com muita verdade, simplicidade. Nunca quis ser o que não sou, nunca quis ser mais do que sou e nunca representei um papel. As pessoas aprenderam a me conhecer verdadeiramente, por isso elas me respeitam. E acho que é por isso que criei uma legião de fãs, de pessoas que gostam de mim. ”

Gente, eu juro que já ouvi muito absurdo nessa vida. Já conheci fã da Hebe e fã da Xuxa. Só que NUNCA, em dez anos menos de vida do que essa senhora de carreira, eu ouvi alguém dizer que era fã da Glória Maria. Será uma nova modalidade de enterro de anão?

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Um passeio feliz, por Leonor e Daniel

11 Janeiro, 2008 · 6 Comentários

Aí foi assim ontem: uma amiga peruana do Daniel ligou e disse que estava em São Paulo. Ele se arrumou em cinco minutos e me puxou pelos cabelos para encontrá-la, em meia hora, na Avenida Paulista. Então ela e mais dois amigos, também peruanos, se apertaram no banco de trás do Clio e decidimos que os levaríamos para conhecer o centro da cidade. Sentaríamos no Mercado Municipal um pouco, mostraríamos os principais edifícios e pronto.

Devia ser umas 18h, a Consolação estava parada e repetiam incansavelmente que “San Pablo és una ciudad muy tranquila”, porque eles tinham passado 6 meses na Índia.

Um Copan, um Teatro Municipal, uma Faculdade de Direito e uma Praça da Sé depois avistamos a lateral do Mercado Municipal. Ainda era de dia e eu disse para o Daniel seguir em frente porque logo ali era a porta principal e o estacionamento, mas como eu não falei em espanhol ele virou à esquerda e quase batemos em um carrinho de pitangas. Depois do fechamento das barracas de dentro do Mercado, descobrimos que há uma feira do lado de fora. E você já viu passar carro dentro de feira? Foi a primeira vez que eu vi.

- Ahora, usted vuelva a su derecha – eu falei para o Daniel, mas não dava para entrar a nenhuma direita. Tudo levava para a frente, só que em frente tinha três viadutos.

- E agora? – perguntou o Daniel desesperado.

- Entra aqui! Não, aqui! Ou melhor, aqui! – eu respondi, com minha lua em Libra.

A essa altura, os peruanos estavam completamente em silêncio dentro do carro e um pouco amedrontados com a baixada do Glicério, um lugar altamente não-recomendável para passear com os amigos. Então resolvemos dar uma volta pelo Cambuci e quando apareceu uma placa escrita “São Caetano”, paramos em um posto para buscar informação.

- Onde fica o Mercado Municipal?

O sujeito se colocou na posição de lótus e meia hora depois disse que precisaríamos pegar à direita, à esquerda, direita, reto, esquerda, direita, passar o viaduto, ficar sempre à esquerda e perguntar novamente quando chegássemos por ali.

Na primeira direita, o Daniel pegou a esquerda e nos perdemos por mais uma hora. Eu dei graças a deus que os peruanos não carregavam uma daquelas flautas e não perdi meu bom humor.

Então, cerca de duas horas e meia depois, conseguimos enxergar novamente a lateral do Mercado Municipal e eu praticamente ameacei o Daniel de morte para que ele seguisse em frente. Quando chegamos na porta principal, vimos que o Mercado estava fechado (e devia estar há duas horas, mais ou menos).

- Quer parar para mostrar a eles a estrutura por fora? – perguntou o Daniel.

- Querido, nós já levamos os seus amigos em lugares que até hoje eu só conhecia no meu pior pesadelo! – e com esse argumento voltamos para a civilização.

Paramos no Sujinho, da Consolação, conhecido por sua bisteca e suas famosas carnes. Sentamos, respiramos fundo, abrimos o cardápio e eles disseram:

- Nós somos vegetarianos!

Eu pensei: “Meia hora de bunda em Machu Picchu e isso passa”, mas pedi uma maminha e uma cerveja.

- Não tomamos nada alcóolico!

FIM.

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O que fazer quando até o MSN revolve colaborar com a sua TPM?

11 Janeiro, 2008 · 12 Comentários

msn.jpg

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Histórias dos filhos dos outros

11 Janeiro, 2008 · 3 Comentários

 

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Tenho um amigo, o Fabrício, que é pai do Fabrício Junior, prestes a completar três anos. No natal do ano passado, o Fabrício pai se vestiu de Papai Noel para alimentar o mundo de fantasia do garoto. Mas o Fabricinho não só o reconheceu, como agora tem absoluta certeza de que o Fabricião é o verdadeiro Papai Noel e passou a chamar todos os bons velhinhos que encontra na rua, no shopping (e até nos filmes da televisão) de pai.

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Latino da Liberdade

10 Janeiro, 2008 · 2 Comentários

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Eis que Daygo Laygo decidiu deixar crescer pêlos na face. E a gente, como é melhor amigo, apóia incondicionalmente.

Baby me reva (queblado non tloco)
(adaptação de Rodrigo Martin e apoio moral de Júlio César)

Moça, non sei mais o que pensal
a lazão que fez nos sepalar
selá o destino quem quis achim?

o baby me reva, me reva que eu te quelo, me reva
me reva que o futulo nos espela
você é tudo que eu semple quis
TCHETCHENTA TCHINCO!
o baby me reva
me reva que eu te quelo, me reva
você é tudo que eu semple quis
queblado non tloca!
você é tudo que eu semple quis (e queblado eu non tloco)

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Dicas de férias – II

8 Janeiro, 2008 · 2 Comentários

Tim Burton

Uma outra boa dica para quem entende tanto de poesia quanto eu é o livro O Triste Fim do Pequeno Menino Ostra e Outras Histórias, escrito e ilustrado pelo Tim Burton, o mesmo mestre de filmes como Peixe Grande, Edward Mãos de Tesoura e Batman. O livro é infantil, mas fica o toque de não ler para o seu filho, principalmente se ele estiver na fase do Terror Noturno.

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Dicas de férias

8 Janeiro, 2008 · 1 Comentário

Dois bons filmes que estão em circuito, pelo menos aqui em São Paulo, e que valem a pena a conferida são o Viagem a Darjeeling e A culpa é do Fidel. O primeiro vai na mesma toada de outro filme que eu adorei, o Pequena Miss Sunshine, quando uma família resolve fazer uma viagem e acaba descobrindo quem nem é tão problemática assim. Loucos são os outros.

No filme de Wes Anderson, três irmãos, interpretados pelos ótimos Owen Wilson, Adrien Brody (dá-lhe Silveira!) e Jason Schwartzman, resolvem fazer uma viagem espiritual até a Índia. Cada um por um motivo diferente e com manias diferentes. Mas o ponto forte do filme é a música. Das indianas a The Kinks e Rollings Stones, todas fariam parte da trilha sonora da minha vida, se eu tivesse uma. Procure no uTorrent por Soundtrack The Darjeeling Limited.

Já o segundo filme é francês e foi dirigido por Julie Gravas. Conta como era para a menina Anna ser filha de comunistas na França, em 1971. Antes de famílias aristrocráticas, os pais renunciam, entre outras coisas, ao conforto, para defender causas como o Chile, de Allende, o feminismo e o aborto. Os diálogos são ótimos e, sem querer entrar em nenhuma discussão de trabalho infantil, a atriz-mirim Nina Kervel-Bey e o pequeno Benjamin Feuillet, que interpreta seu irmãozinho, estão sensacionais.

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Ainda sobre olhos

8 Janeiro, 2008 · 2 Comentários

O Daniel perguntou para o Lucas de quem ele tinha herdado aqueles olhos tão bonitos e grandes:

- Do meu pai!

- E da mamãe? O que você herdou?

- Ah! A bundinha…

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