Eneaotil

Entradas do Abril 2008

Um craque dentro das quatro linhas

30 Abril, 2008 · 14 Comentários

Graças a Deus o Ronaldinho resolveu sair com uns travestis porque, juro, não agüentava mais ouvir falar na Isabella. E nem é uma questão de falta de humanidade, é falta de saco mesmo. Tentei desviar a atenção para o caso do padre voador, mas a história era tão estúpida que até a guarda costeira desistiu de procurar o dito cujo. Enfim, um padre que não sabe usar um GPS e que decide voar preso em milhares de bexigas de festa para defender a Polícia Rodoviária merece virar filme e só. Com o Chevy Chase no papel principal.

Aí o Fenômeno resolveu se redimir com o povo brasileiro pela Copa de 98. E nos deu de bandeja essa história maravilhosa, cheia de mistérios, sexo, drogas e rock’n'roll pagodinho. E como todo mundo já sabe o que aconteceu, vamos fazer sensacionalismo com o que interessa.

O cara me leva isso no motel e diz que não sabia que era homem:

Minha Nossa Senhora do Bofe, até o Lucas chamaria isso de papai, não de mamãe.

***

Pensando em dar uma mãozinha peluda e grossa para o nosso amigo Ronaldo, procurei três “mulheres” loiras no orkut e não demorei nem 5 minutos para encontrar perfis melhores do que os tonhões-chuteiras com quem ele foi visto no último fim-de-semana.

Hannah Fernandez

Prós: ela é solteira, tem 23 anos, fala português, espanhol e francês. Ela usa roupa de estilistas famosos, gosta de chocolate, mora no Rio de Janeiro. Ela come comida japonesa, está na universidade, cursando turismo.

Contras: ela é homem.

Bia

Prós: Ela adora cozinhar e admira quem pratica esportes. Ela é de Santa Catarina, um estado bonito desse nosso Brasil. Ela gosta de todo tipo de beleza (o que no caso do Ronaldinho é extremamente necessário). Ela valoriza os amigos.

Contras: ela é homem.

Duda

Prós: Ela é mais bonita que a Milene, ela tem cem vezes mais peito que a Cicarelli.

Contras: ela é homem.

***

Eu tinha muito mais para falar desse caso: sobre o Richarlyson que está aí na passiva ativa; sobre o motel de quinta que ele levou os travecos; sobre a falta de ambição do traveco de nº 1 que, diante de um dos caras de quatro mais ricos do mundo, pediu só R$ 50 mil; do meu estagiário que resolveu contar que ele também foi enganado por um travesti uma vez (se o Ronaldinho pode, todo mundo pode, né?). Mas eu decidi resumir tudo em um agradecimento. Valeu, craque. Te perdôo pela Copa de 98. E os Nardoni também.

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Comemorações do Google

30 Abril, 2008 · 13 Comentários

Feliz dia do consolo colorido? É isso?

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Encontro Nacional de Travestis

30 Abril, 2008 · 1 Comentário

Aproveitando que agora o fenômeno deu carta branca para procurarmos tudo sobre travestis no Google sem ninguém achar estranho, encontrei uma notícia antiga sobre o Encontro Nacional de Travestis, no G1. E pela cara dos (das? os? as?) participantes devia estar um puta saco o evento. Espero que nesse ano a organização convide o Ronaldinho para bater umas bolas com a moçada (homarada? molecada?).

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Dúvida no WordPress

30 Abril, 2008 · 2 Comentários

Alguém saberia me responder se as estatísticas do WordPress contabilizam somente o número de visitantes únicos? Por exemplo: 1002 views. São páginas, ou são 1002 ips diferentes? Obrigada.

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Virada Cultural 2009: eu vou!

28 Abril, 2008 · 35 Comentários

“Puta balada louca!”
Renatinho, mestrando na USP

Faz parte do projeto “Tocando a Vida pra Frente” aceitar diferentes tipos de propostas para sair vindas das mais variadas pessoas. Exatamente por isso que eu me enfiei na Praça da República com o Júlio e o Junior, uma da manhã, para ver o Paul Dianno, na Virada Cultural.

Paul Quem? Dianno. Ex-vocalista do Iron Maiden, que apostou na sua carreira solo e decidiu deixar a banda para o Bruce Dickinson, pouco antes de ela se tornar um dos maiores grupos de Heavy Metal de todos os tempos.

- Ah tá.

E eu não sei o que é mais Putaqueopariu nessa história: se foi a decisão infeliz desse velho rockeiro, se foi ter ido na Praça da República à uma da manhã, ou se foi ter ido na Praça da República à uma da manhã para ver esse velho infeliz que não sabe tomar decisões na vida.

Enfim, eu fui. Não sem antes separar o meu kit sobrevivência: uma touquinha do Timão e um treis-oitão e o meu celular que vale R$ 10. Só que esqueci a touquinha em casa, então tive de contar com meus parcos conhecimentos de três semanas de Kung Fu.

Passamos na Paulista, enchemos a cara de Guinness (porque eu sou fina), encontramos umas pessoas e descemos de metrô para o centro. Três malditas baldeações depois, descemos na Praça. O Paul Dianno já se esgoelava no microfone, mas eu e Júlio precisávamos entrar em algum lugar para fazer xixi.

Paramos em uma pizzaria em frente e o garçom sorriu um sorriso malévolo quando pedimos para usar o toilette:

- Claro! Siga em frente, à direita.

Em frente, à direita, tinha uma fila de semifinal de Libertadores (que foi até onde eu já cheguei), unissex, porque havia um único banheiro para homens e mulheres. E quem já viveu mais de 8 anos sabe o que isso significa: chão e paredes pintados de pelo menos três cores diferentes – vermelho, amarelo e marrom.

Dentro do banheiro, tinha três portas para tentarmos achar o Dynavision escolhermos onde fazer xixi. Atrás da Porta de número um, tinha um sanitário sem privada com a pia vomitada. Atrás da Porta de número dois, tinha uma monga privada cuja descarga não funcionava. E atrás da Porta de número três, tinha umas pessoas presas, porque a fechadura emperrava e não abria mais.

Não sei qual seria a decisão de vocês, mas eu decidi que nunca vou pedir uma pizza nesse lugar.

***

Quem já passou pela Praça da República durante o dia sabe que lá não é um lugar onde se senta para namorar e apreciar a natureza por pelo menos três motivos:

  • os batedores de carteira;
  • o cheiro de cocô e xixi daquele lugar;
  • o cheiro insuportável de cocô e xixi daquele lugar.

Isso quando a Praça só é habitada pelos moradores de rua, então pensem em um lugar assim, de madrugada, com a presença de uns 300 mil metaleiros, que já não são tão cheirosos por natureza. Respirei fundo, derrubei uma lágrima pelo meu sapatinho de cristal all star branco e velho, fiz o sinal da cruz e pisei na República.

Alguns mendigos olhavam tudo do lado de fora, sem entender muito bem o que tinha acontecido com sua casa. Vi uns casais trepando na grama que eu não ousaria sentar nem se tivesse passado o dia em pé e de salto. Vi uma menina com uma tiara de chifrinhos que acendia. Vi o Slash e o Axel Rose, cada um em cima de uma árvore diferente. Vi o Paul Dianno. Enfim, vi tantas coisas em uma só noite que foi difícil dormir quando cheguei em casa e talvez seja difícil dormir pelos próximos meses.

***

- Você é melhor que o Dickinson! – gritou o Júlio.

- Você é pior que o Blaze! – eu fui cruel.

Porque ninguém é pior que o Blaze cantando, nem eu.

***

O show foi até bastante divertido. O som estava uma bosta, mas talvez não fosse o som, fosse o Paul Dianno mesmo. Ele cantou as músicas do Killers, que é um bom álbum, mas não faz parte da trilha sonora da minha vida. E o público só foi ao delírio quando ele tocou Ramones (!!!).

Contando tudo isso, parece que Paul Dianno na República à uma da manhã nem de graça, né? Mas, juro, se tiver de novo, eu volto. Só pelo Ramones.

***

No domingão, depois do almoço, passei na casa do Renatinho, meu amigo sambista, da Ala de Compositores do Camisa, do finado Clube do Dendê, enfim, o Renatinho. Fui dar uma volta com ele pelos palcos montados no Centro.

Às 16h, o Lobão ia tocar também na República e eu queria ver o Ministro de Minas e Energia nematelminto botando pra quebrar. E ele não decepcionou: tocou todos os seus seis clássicos, xingou a minha mãe e agradeceu pela “paudurecência” dos presentes na República.

- Mãe, o que é paudurecência? – perguntou um menininho do meu lado para sua progenitora.

- Pergunta para o papai – ela respondeu.

Ainda bem que o Lucas não foi.

A certa altura do campeonato, Lobão largou a guitarra e fez uma versão acústica de todos os seus quatro maiores sucessos mela-cuecas:

A chuva dá saudades
De um lugar que eu nunca fui
E o vento vai soprando
Um choro tão distante”

- Putaqueopariu!

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama! Me Chama!
Me Chama!…”

- Ai, cacete!

Você está me convidando
Menina quer brincar de amar
Você esta me convidando
Menina quer brincar…”

- Vou ali cortar os pulsos, Rê. Me dá uma licença.

E depois,
A luz se apagou
E eu não consigo mais ficar sozinho aqui
Sem você é tão ruim, não tem sentido, prazer
Não há nada
Por favor,
Não me interpreta mal
Eu não queria nem devia te magoar
O vento vem, o tempo vai
Passa por mim meio assim, meio assim devagar

Vou dormir sentindo
O que a solidão pode fazer
A um ser ferido, por saber que o erro era meu (só meu)
Já passou,
Agora já passou
Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar
Ver você, ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonita de manhã
Vem pra mim e não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça
Por tudo que for…
Ouh ouh ooouuuhhhh”

- Socorro, Dianno!

***

Depois o Lobão teve piedade dos fodidos que terminaram seus relacionamentos há três semanas e tocou Vida Bandida: Sangue e porrada na madrugada!

***

Claro que a organização da Virada Cultural pensa em tudo, até nos fodidos que terminaram seus relacionamentos há três semanas. Em seguida ao Lobão, subiu no palco o Ultraje a Rigor.

Já não sei se quero, acho que não quero, me cansei de namorar”

- Yeah!

Filho da puuuuuuuuuuuuuuuuuuuuta, é tudo filho da puta!”

- Yeahhh!

Eu não sou seu, eu não sou de ninguém, você não é minha, eu não tenho ninguém”

- Yeaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhh!

Bum Bum Bundão!”

- Yeahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Nem precisou tocar Eu Me Amo. Saí da Virada Cultural absolutamente de alma lavada (só de alma, gente, porque o resto vai ter que ficar de molho por dez dias na cândida). Feliz demais com a minha paudurecência!

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Tatuagem

26 Abril, 2008 · 14 Comentários

O Eric deu a idéia e vou tatuar a borboleta do Lucas, que ele fez quando tinha 3 anos. Basta agora achar um grande artista, à altura do meu filhote.

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Romantismo na mesa ao lado

26 Abril, 2008 · 3 Comentários

Enquanto isso, em plena sexta-feira:

- Amor, estou preocupada. Dá uma olhada nas minhas mãos. Elas não estão super amareladas?

- Nossa, estão sim. ‘Cê andou peidando?

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Trilhas sonoras da minha vida – Parte I

25 Abril, 2008 · 4 Comentários

Passei boa parte da manhã gravando uma fitinha virtual para vocês. Espero que gostem!

OBS: Não tem música brasileira porque o site é gringo e todas as que eu queria “gravar” estavam incompletas.

Mixwit

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Let’s twitter again

25 Abril, 2008 · 7 Comentários

Será que eu fui a última blogueira (irc!) na face da Terra a ter um Twitter? Pois bem, eu fiz o meu e não entendi pícaras. Até que meu irmão resolveu me iluminar: “o twitter está para o blog, como o SMS está para o e-mail”. Ah tá.

Categorias: Tecnologia
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Sifu mais uma vez

24 Abril, 2008 · 3 Comentários

Hoje tocou o meu telefone e era o Sifu:

- Leonor? Sifu…

Esse é o tipo de coisa que rende piada para o resto da vida.

**

Ah, sim. Ele queria saber porque eu sumi das aulas, já que faltei na terça e hoje eu não tinha ido de manhã:

- É porque eu saio para beber na noite anterior e não consigo chegar.

Péssima resposta para um mestre de Kung Fu, né?

Categorias: Kung fu
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Deus dá balões para quem não sabe voar

23 Abril, 2008 · 14 Comentários

- Oba, chegou alguém com GPS!

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Dos efeitos contrários de um terremoto

23 Abril, 2008 · 1 Comentário

Uma amiga enchia a cara no bar ontem, desde às 18h. Lá pelas 21h, sem nem saber mais o nome, onde estava e se ainda estava de calcinha, sua cabeça parou de rodar.

- Putcha mierrrrrrrrda, terrrrrrrrremmmmmmmotcxhú!

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Um país sem catástrofes naturais

23 Abril, 2008 · 8 Comentários

A terra tremeu quando o Juvenal Antena tomava uns pipocos na TV. Lá pelas nove da noite, enquanto eu, esparramada no sofá, assistia a novela das oito que tinha acabado de começar (ãhm?). O Luquinhas dormia. Mamãe, deitada no outro sofá, pediu para o papai parar de balançar o móvel. Ele, sentado na cadeira, pensou que ela era uma louca porque, afinal, ele não estava balançando nada. Eu o defendi, dizendo que o meu sofá também balançava e sugeri um terremoto. Meu pai riu e pensou que eu também fosse louca. Falou que era o vento. Apontei para o lustre, pesado e antigo, que se mexia e conclui que era sim um terremoto, porque nem um tufão seria capaz de movê-lo do lugar. O Juvenal foi salvo por uma bíblia. Depois papai desceu para comprar cigarros e nunca mais voltou. Lá embaixo, na portaria do prédio, dezenas de vizinhos histéricos pediam justiça cobravam providências do zelador. O pobre do Seu Adão, quase sendo linchado, dizia que já tinha chamado o Corpo de Bombeiros, mas eles se recusaram a ir até o edifício porque a cidade inteira estava solicitando o socorro pelo mesmo motivo. Papai voltou para a casa e anunciou que havia mesmo acontecido um terremoto. E eu devia ter apostado pelo menos R$ 50, mas saí de mãos abanando. No final da novela, o pastor acusou o Juvenal de ter se aproveitado da fé alheia, afinal ele foi salvo mesmo por um colete à prova de balas. E essa foi a história do maior e mais sem-graça tremor de terra em São Paulo nos últimos 100 anos.

Categorias: Dia-a-dia
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Sobre o amor e sua última semana de vida

22 Abril, 2008 · 42 Comentários

Quando assisti a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças pela primeira vez no cinema, com o Júlio, achei o filme incrível. Me debulhei em lágrimas e saí da sala escura toda inchada, pensando nas pessoas que optam por apagar de suas cabeças todos os momentos, os bons e os ruins, que tiveram junto de outras. As brigas homéricas, discussões sem sentido, picuinhas, o ciúme, as mágoas. E fins-de-semana na praia, macarronadas em família no domingo, cinema com o filho, seriados médicos na televisão com sorvete de chocolate, festinha de 90 anos da tia, cinema sem o filho, cochilo na rede, café do Starbucks, videogame com os amigos, sushis, vinho barato ou caro, jogos de futebol na TV, viagens para lugares conhecidos e desconhecidos, conversas no sofá, conversas ao pé do ouvido, juras de amor eternas, as mensagens de celular trocadas todas as noites, projetos, planos, sonhos, uma família.

Até sexta-feira passada eu não sabia como tudo isso poderia me machucar com tanta intensidade, a ponto de me fazer querer não ter passado por nada disso. Nem a parte boa. A ponto de concordar com a idéia maluca do Kauffman, de que deve existir uma clínica de lobotomia capaz de apagar da nossa cabeça as lembranças que a gente escolher. E de ter uma idéia além: um tratamento que pudesse fazer nós apagarmos de nossas cabeças um futuro que ainda nem existiu, os sonhos que não chegaram a se concretizar, os planos que não saíram do papel (e que só se tornaram um dinheiro sem sentido no fundo do armário).

Fico pensando se perder um filho sonhado, esperado, pensado, querido, um filho futuro, ou dois, quem sabe?, não é pior do que fazer um aborto. Ou perder um marido futuro, querido, esperado, pensado, sonhado, não seja pior do que ficar viúva. Ver diante de você absolutamente tudo desmoronar em frases, em gestos brutos, em raiva e terminar em uma explosão de lágrimas.

Eu nunca tinha apostado tanto em uma só pessoa, tanto em tantos sonhos e dado tanto de mim em uma relação. Mas quando o amor vira um jogo, é bem possível perder nos dois.

Mesmo que agora eu me pegue desejando esquecer o meu passado e não tenha a menor perspectiva no futuro, já que ele estava todo traçado, pensado e sonhado para nada dar certo, sei que a vida caminha sempre em frente. A minha não vai ser diferente. Que a vida, então, comece hoje. Sem chão, sem saber onde estou pisando, sem dias anteriores ou posteriores. Uma porção de páginas em branco para eu escrever o que eu quiser.

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Declarações bizarras no fim-de-semana (começando pela sexta-feira)

21 Abril, 2008 · 10 Comentários

“Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida. (…) É pique! É pique! É pique! É pique! (…)”

Do Bin Laden, de um rapaz aproveitando a fantasia da São Silvestre vestido de anjo, do menino dançando a dança do siri e de mais umas centenas de populares que se amontoaram na porta da delegacia na sexta-feira para acompanhar os depoimentos do casal Nardoni. A declaração foi feita para a menina Isabella, que teria feito aniversário naquele dia…

Nota do Blog: … se não tivesse sido arremessada do sexto andar e assassinada.

“É uma bola, né? E é da natureza das bolas. E as bolas são feitas para isso”

De Rogério Ceni para um repórter da Globo, durante o intervalo da partida entre Palmeiras e São Paulo. A declaração foi para tentar justificar o frango no primeiro gol.

Nota do Blog: Ah tá. Entendi.

“A gente sempres andávamos todos juntos, os cinco”

De Alexandre Nardoni para outro repórter da Globo, em entrevista ao Fantástico. A declaração do advogado formado assumiu um caráter inédito porque não há registros históricos de alguém mesmo analfabeto que tenha colocado até a palavra sempre no plural.

“Eu andava ca Isabella e cas criança pra cima e pra baixo. Eles era tudo pra mim”

Da madrasta Anna Carolina Jatobá, ao mesmo repórter da Globo.

Nota do Blog: Se eles mataram a Isabella, eu não sei, mas que eles assassinaram o português com requintes de crueldade, eu tenho certeza.

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Mambo Number 666

18 Abril, 2008 · 6 Comentários

Tenho uma amiga jornalista, cujo nome será preservado, que não entende nada de rock e foi mandada para cobrir o show do Iron Maiden. Aí, no dia seguinte, a comunidade metaleira pôde ler em seu jornal: “o público foi ao delírio quando a banda tocou o clássico The Mambo Of The Beast. Isso aconteceu mesmo, juro!

*Sei que isso é um Mariachi, mas eu entendo de photoshop tanto quanto minha amiga entende de rock!

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18 Abril, 2008 · 7 Comentários

O blog tem uma média de visitas alta (estou olhando do ponto-de-vista de uma blogueira fracassada e não de um sucesso tremendo na blogosfera), entre 600 e 700 em dias úteis e 300 a 400 em finais-de-semana, mas ontem arrebentou a boca do balão. E considerando que eu faço Kung Fu duas vezes por semana e que, muito provavelmente, a cada aula eu tenha um novo post bizarro, o futuro do Eneaotil é promissor. Basta agora o WordPress não ser bloqueado, mas se isso acontecer o http://eneaotil.blogspot.com já está reservado.

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Protegido: Lelê Lee*

17 Abril, 2008 · Digite sua senha para ver os comentários

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Jornalismo verdade

17 Abril, 2008 · 4 Comentários

Estou *amando* essa história do Cabrini e já tive até uma boa idéia. Vou traficar entorpecentes e, quando for descoberta, direi que faço parte do quadro “Sentindo na Pele”, do Gugu. Aí depois de rica, vão vender todos os meus pertences em um bazar no Jockey Club.

**

Eu sabia que jornalista era tudo cara-de-pau, mas vamos combinar que isso ainda vai acabar se tornando matéria universitária.

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Perspicaz

17 Abril, 2008 · 3 Comentários

Descendo a rua da ladeira com o Lucas, na volta da escola, avistamos um prédio enorme em construção (e é o que mais tem na Vila Pompéia). Nele, estava escrito , bem grande. Aí o Lucas, encantado, gritou:

- OLHA, MÃE!!!! ESSE PRÉDIO É DA MESMA MARCA QUE A NOSSA PRIVADA!!!!!!!!!!!!!

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Grandes dúvidas universais

17 Abril, 2008 · 1 Comentário

Como alguém pode acordar antes do sol nascer, quando a temperatura ainda está -12º, e ainda assim estar atrasado?

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Minutinho Marisa – II

16 Abril, 2008 · 22 Comentários

Ainda que seja na mais infinita tristeza, é legal ver as estatísticas de acesso do blog tomando “forma de gente”. Os blogs que eu tive sempre me renderam amigos que acabei trazendo para o meu dia-a-dia, como a , a Lígia, o Marcelo e outras tantas pessoas que conheci por conta do Subversiva, do Indecências e agora pelo Eneaotil. Assim, cada comentário novo de um leitor “desconhecido” (porque às vezes ele te conhece mais que um amigo só de ler o seu blog) que decide sair do anonimato é uma possibilidade de uma cervejinha em um boteco, de risadas escandalosas e de horas de conversas jogadas fora.

Obrigada, então, à Gisele, C, Rach, B., Adriana, Caren, Baru, ao Leo e ao Caco, pelas palavras bacanas no post aí debaixo. E aos amigos de (quase) todo dia: Zander, Júlio, Nat, Aline e Teka. Também aos queridos que não conseguem comentar no wordpress por causa dessa ferramenta maluca. E, principalmente, aos amigos (incluindo a minha família linda, que são os melhores amigos do mundo todo) que já tem meu telefone, sabem meu endereço, me levam chocolate, almoçam comigo, me contam piadas de cinco em cinco minutos, afagam meus cabelos, me incluem em todos os programas, elevam meu teor alcóolico e me dão variados tipos e tamanhos de colo. Amo todos.

**

Update: E também à BZ, querida, que tem uma família linda. E feliz!

Categorias: Dia-a-dia

Minutinho Marisa

14 Abril, 2008 · 17 Comentários

Esse blog nunca foi um espaço melancólico, por isso prefiro me calar a escrever uma porção de coisas tristes. Em breve, voltaremos com a programação normal.

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- Nojento! Tchããããns!

10 Abril, 2008 · 21 Comentários

Das minhas habilidades de sádica boa mãe, a mais sanguinolenta de todas é a de arrancar os dentes do meu próprio filho. E antes de você chamar o Conselho Tutelar, faça-me o favor de ler o resto desse post.

Apesar de muitas vezes o Luquinhas merecer que isso aconteça quando os dentes ainda estão rijos, eu só os arranco em caso de amolecimento. Mando o meu filho abrir a boquinha, balanço o dentinho para lá e para cá e, quando o Lucas já está sentindo coceguinhas, Crash! Soc! Tum! Poim! Poft!, eu giro o dente e o arranco. E faz exatamente esse barulhinho.

Mas, acreditem, qualquer coisa é melhor do que ir no Luizinho.

***
Ontem, aproveitando que o Luquinhas estava vendo dinossauros cor-de-rosa de tanto antibiótico e analgésicos por conta de uma dor de garganta, eu o chamei na cama da vovó:

- Filhinho, deita aqui… Deixa a mamãe ver o dentinho!

E CRASH! SOC! TUIM! POIM! POFT! TOING!

Porque arrancar dente da frente dá muito mais trabalho.

Depois de se dar conta de que ainda estava vivo, Tiririquinha Lucas parou de conversar com São Pedro e foi se olhar no espelho.

- Afffffffffffdofffffffffffreifffffffff! – exclamou.

Tudo porque o Lucas sempre se sentiu inferior por não saber assoviar e agora ele assovia até dormindo.

***

O caso é que toda criança e todo velho um dia passa por isso e cabe a nós, adultos de bom coração, fingir que ela continua bonitinha, já que ninguém nessa vida consegue permanecer uma gracinha sem o seu principal artilheiro ou a sua dupla de ataque.

Eu, por exemplo, achava meu filho o menino mais bonito do mundo e agora ele parece pronto para fazer o comercial do Licor de Cacau Xavier. Mas dentre os meninos banguelinhas mais esquisitos da Terra, ele continua o mais bonito.

***

Minha mãe parece ser um caso à parte e quando eu perdi o Tevez, aos 7 anos de idade, ela continuou me achando uma belezinha. Ou decidiu me sacanear.

Naquela época, na década de 80, era muito comum algum fotógrafo pilantra bater na porta das casas e oferecer um book fotográfico para as mães de meninas banguelas ao preço do FIAT 147 dos pais. E a mamãe, que ainda me amava e sonhava conhecer Paris com a filha modelo, pediu para o papai vender o carro.

Veja bem: eu estava banguela do dente da frente, o fotógrafo era um pilantra, eu tinha 7 anos, era década de 80 e o preço do book era uma fortuna. Dá para piorar?

Sempre dá:

Pedófilos, go home! Eu usava ombreiras!

Cabelo Mara Maravilha, botões dourados, casaquinho com ombreiras, conjuntinho e bustiê. Dá para piorar?

Sempre dá, gente… Sempre dá:

A arte de queimar o próprio filme

E é por isso que a mamãe não conhece Paris.

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Otimismo e fé

9 Abril, 2008 · 6 Comentários

Luquinhas doente, conversando com a minha mãe:

- Ai, vó… acho que vou sair dessa!

- Como assim, Luquinhas?

- Não vai ser dessa vez que eu vou morrer…

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As alegrias da leitura e da escrita

7 Abril, 2008 · 5 Comentários

Ontem, no Butantan:

- Lucas, lê o nome dessa cobra!
- Pa…pa…pin…to! HAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA

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Boycott made in China

7 Abril, 2008 · 3 Comentários

Então eu estava vendo televisão. Mais precisamente o Jornal Nacional. E mais precisamente ainda uma reportagem sobre os protestos na França contra a tocha olímpica e os jogos de Pequim Beijing. Todo mundo pedia a liberdade do Tibet e o fim da opressão chinesa na província. Foi aí que eu pensei em boicotar também os jogos olímpicos. E decidi que esse ano eu não vou para a China assistir as Olimpíadas. Nenhuma disputa de nenhuma modalidade. Juro.

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Profissão perigo

4 Abril, 2008 · 16 Comentários

Veja bem: meu filho decidiu que será um fracasso intelectual. Mas, ao contrário de todos nós da família, leitores assíduos até de bula de remédio, Luquinhas pode ganhar algum dinheiro. Outro dia fui buscá-lo no colégio, carregando páginas do blog impressas nas mãos:

- O que é isso que você está segurando, mãe?

- São histórias que eu escrevo.

- Ah, eu também quero escrever uma história.

- Quando crescer, você pode ser escritor, Luquinhas.

- Não! Eu vou vender entradas de cinema.

- Virgemaria!

- Aliás, vou fazer melhor! Eu vou vender pipoca e refrigerante no cinema!

- Você quer dizer que vai ser o dono de uma rede de bombonieres em todos os cinemas da galáxia?

- Não, só vou ser o vendedor mesmo. Lá no shopping da Lapa*.

* O shopping mais falido, mais mofado e zicado de toda a Zona Oeste paulistana.

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Combustível do Palmeiras no Campeonato Paulista

2 Abril, 2008 · 10 Comentários

Caca de nariz

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Dúvidas universais

2 Abril, 2008 · 8 Comentários

Luquinhas chegou para mim outro dia e perguntou da onde viemos.

- É assim, filho: uma abelhinha traz o pólen até a mamãe e…

- Não, mãe. Quero saber de onde vem a humanidade.

- Ah, o ser humano? Você vai ouvir por aí que a mulher veio de uma costela do homem, mas é tudo mentira. A gente veio dos macacos!

- Dos macacos????

- Sim! Com o passar do tempo, milhões e milhões de anos, os macacos evoluíram e se tornaram seres humanos.

Aí ele pensou um pouco e perguntou:

- Mas, mãe, com o passar do tempo, os macacos de hoje podem se tornar humanos?

- A espécie sim.

- E os humanos? Com o passar do tempo se tornarão o que?

Alguém me ajuda a responder essa?

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