Eneaotil

Entradas do Junho 2008

Amarelando

30 Junho, 2008 · 8 Comentários

Sonhei que o Sifu tinha pirado o cabeção e na minha troca de faixa, ao invés de me mandar fazer exercícios de Kung Fu, ele me pediu que estacionasse direitinho um trator.

Claro que eu tive dificuldades e ele, como um bom mestre, me ajudou:

- Mais para a direita! Isso, agora vira tudo para a esquerda.

Depois de manobrar o trator, o desafio seguinte foi preparar um arroz soltinho. Acho que mifu e não passei para a faixa amarela. Se bem que, pensando no exame de hoje a noite e em tudo o que eu sei de Kung Fu, estou quase desejando que tenha um trator me esperando bem no meio do tatame para ser estacionado.

Categorias: Kung fu
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A arte de limpar a bunda

26 Junho, 2008 · 14 Comentários

Ontem vi uma reportagem no Jornal Nacional sobre uma empresa espanhola que está faturando o equivalente a R$ 45 mil reais por mês com a venda de papéis higiênicos literários. Isso mesmo, você leu certo: poesias, livros clássicos e sagrados, tudo impresso no rolo que será usado para limpar nada mais, nada menos, do que o fiofó.

Eu, que já achava o cúmulo sair com as nádegas cheirando a pêssego do banheiro, fiquei pensando quem aceitaria sujá-las de tinta de impressora matricial só para se limpar com o Apocalipse. Aí o JN
entrevistou uma espanhola e ela afirmou que desde que ela descobriu o papel, só se limpa com García Lorca. Paga R$ 9 por rolo para deixar o rego mais instruído. E a empresa garantiu que muitas exportações são feitas para o público brasileiro, o que fez com que eles imprimissem grandes clássicos de Drummond no papel, porque a nossa bunda não saca muito de castelhano.

Gente, eu sei que livro no Brasil é caro, mas por R$ 9 você encontra até o Chatô empoeirado em um sebo e, entre Drummond e Fernando Morais, eu prefiro o segundo na minha bunda (opa!). Aliás, o que que a gente faz se alguém entrar antes no banheiro e se higienizar com os três primeiros capítulos?

Bem falou a mamãe, depois da reportagem: “Ai, meu deus. Pra que isso se o nosso olho detrás é cego?”

Fica a pergunta.

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Luquinhas xavequeiro

25 Junho, 2008 · 14 Comentários

Sendo criado por duas mulheres, o Luquinhas não tinha como não ser um lord inglês. De vez em quando, meu pai até tenta ensiná-lo a arrotar na frente das visitas, mas ele aprendeu que para conseguir o que ele quer com a mamãe e com a vovó um elogio é muito mais eficiente. E ele arranca suspiro das senhorinhas do prédio quando abre a porta do elevador e diz:

- As damas primeiro…

Durante o almoço ou o jantar, ele sempre elogia a comida:

- Vó, está nota 1000!

- Mãe, isto está divino!

Dá gosto cozinhar para o Luquinhas e minha mãe acaba sempre perguntando o que ele quer comer, só para preparar aquilo que ele tem vontade e ouvir um elogiozinho.

No sábado, no aniversário do meu primo, minha tia lhe mostrava um álbum antigo, de quando ela e mamãe ainda eram mocinhas e ele mandou um:

- Nossa, mas vocês estão muito melhores agora…

Nem preciso dizer que Luquinhas ganhou muito mais brigadeiro na hora dos “Parabéns”, né?

Mas nesta segunda-feira ele se superou. Jantávamos eu, mamãe, papai e ele, um caldo verde delicioso:

- Vó, se você desse essa sopa para o prefeito, ele te daria a chave da cidade…

Vai conseguir o que quiser na vida esse garoto.

Categorias: Família
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And the winner is…

25 Junho, 2008 · 7 Comentários

- Eu faço Kung Fu, Bruno.

- Ah é? Sabia que eu sou faixa preta em Karatê?

- Não.

- Acessa a minha página que lá tem um monte de fotos.

Foi assim que eu descobri que o Bruno Mazzotti, amigo e o leitor ganhador da promoção, é muito mais poderoso que o Daniel San e pode matar alguém apenas com seu dedão esquerdo, mesmo sendo destro. Em seu site tem uma seção “Títulos”, onde estão listados os 3 mil campeonatos que ele já venceu, incluindo dois títulos mundiais. Eu, que nunca ganhei nem medalha de participação (daquelas que você já ganha na hora da inscrição), fui completamente humilhada.

Além de ser da Seleção Brasileira de Karatê, o Bruno é publicitário, diretor de arte aos 24 anos (e eu não vou fazer piadinhas em relação a isso, nem chamá-lo de bichona porque não sou louca) e vai ser papai de uma criança que, muito provavelmente, nasça cem vezes melhor em artes marciais do que eu.

Paulistano e corinthiano, ele conheceu o blog na época do Indecências, quando eu ainda era assessora dos Gaviões da Fiel e publicava uns textos relacionados ao Corinthians por aí. Mesmo assim, só virou leitor assíduo neste ano. “O que eu mais gosto é a maneira como escreve. Seu bom humor, criatividade, as pitadas irônicas e, claro, os textos do Coringão”, ele diz.

A Contigo! O Eneaotil procurou saber mais sobre esse assassino sanguinário karateka renomado e traçou um perfil de sua personalidade macabra forte:

Um livro: “Corinthians, Preto no Branco”, claro.

Um jogo inesquecível: Muitos, mas um que ficou marcado pra mim foi Corinthians x Real Madrid, dia 7 de janeiro de 2000, pelo 1º Mundial Interclubes da FIFA. Pela emoção, sofrimento e por ter conseguido reunir 5 pessoas especiais da minha família em um estádio de futebol. Fomos pé-quente.

Uma comida: Pizza!

Uma frase: “E livrai-me de todo mal. Amém.” (Nota do blog: É “livrai-nos”, egoísta)

Um sonho: Ah, muitos. Vivo sonhando, tenho uma imaginação bem fértil. Mas acho que posso dizer um em especial. Mais que um sonho, é uma meta pessoal minha: quero ser avô um dia. Acho que porque não consegui “aproveitar” os meus dois avôs. Um se foi quando eu era bem pequenininho. E outro não tive nem a oportunidade de conhecê-lo. Espero que consiga chegar lá e dar conta do recado.

Quem você levaria para uma ilha deserta? Meu chefe, sem sombra de dúvidas. E quando tivesse a certeza que ele estaria ilhado, deixaria ele lá e voltava.

Uma viagem: Putz… muitas. Uma coisa que não me arrependo nunca é de viajar. Se tenho um dinheiro sobrando, na dúvida, viajo. Você nunca sai perdendo. Como é pra citar uma, a que eu fiz pra Iugoslávia em 2002.

Uma paixão: Sport Club Corinthians Paulista. Meu primeiro amor.

Uma conquista: Um amigo. Conquistar um novo amigo sempre é uma ótima conquista.

Uma qualidade: Guerreiro.

Um defeito: Ansioso. Muito ansioso. Já colocou no ar? Quero ver!

Um desejo: Saúde e paz. Deixa ser 2, vai?

Onde foi sua primeira transa? Na praia. Foi irado. Não respondo sobre a minha vida íntima.

Bruno por Bruno: Um cara tranquilo. Gente boa. Quem não o conhece, acha que ele tem cara de folgado, metido. Mas com 5 minutos de conversa, se convence do contrário.

Minha sogra é… A mãe da minha namorada!

***

Categorias: Dia-a-dia

Atenção para os ganhadores da promoção:

24 Junho, 2008 · 9 Comentários

217 pessoas fizeram menos pontos.

420 pessoas fizeram mais pontos.

E me parece que ninguém fez o que precisava.

O prêmio está acumulado. Aguardem novas informações.

Achamos o vencedor! A imagem tá péssima, mas juro que ali está escrito 100.000. De tarde, revelo o nome da pessoa.

Categorias: Dia-a-dia

Zero-Onze-Quatorze-Zero-Meia

23 Junho, 2008 · 43 Comentários

Muito em breve, talvez ainda nesta segunda-feira, o Eneaotil alcançará os 100.000 hits. A marca não parece muito expressiva, mas para uma blogueira fracassada está para lá de bom. Assim, pensando em comemorar, resolvi fazer uma brincadeirinha. Aqui no canto direito do Eneaotil há uma “Estatística de Acesso”, exatamente como mostra a figura:

Achou? Pois então. Se você for o leitor do hit 100.000 (cem mil), considere-se um sujeito de sorte. É só me enviar um PRINT SCREEN do seu page view premiado com seu nome completo, endereço completo e você receberá em sua casa um livro surpresa inteiramente grátis.

MAS NÃO É SÓ ISSO! Se você ligar agora O livro ainda chegará em qualquer parte do mundo com uma dedicatória escrita de meu próprio punho por mim mesma!

Como sou eu que pago o sedex, torço para que a minha mãe seja a leitora Hit Parade 100 mil. Principalmente porque ela não sabe fazer page view PRINT SCREEN.

Valendo!

Categorias: Dia-a-dia

Da série Mifu

19 Junho, 2008 · 6 Comentários

Fiquei sabendo por esses dias que a faixa preta de Kung Fu não é o fim da linha. Depois dela ainda existem 10 graus a serem conquistados. Para cada grau, são 3 ou 4 anos de treino e dedicação. Ou seja, se nos meus cálculos eu conseguiria chegar na faixa preta em 128 anos, para eu chegar no 10º grau só em 6 ou 7 vidas. Como eu não nasci gato, nem japonês, mifu.

Categorias: Kung fu
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Crise existencial

17 Junho, 2008 · 14 Comentários

Eu falava com o cachorro que nem débil mental agora de noite:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAi, que bizuzinho mais bonitinho da mamãe, nheco nheco cuti cuti.

O Lucas viu e ficou com ciúmes:

- Poxa… Você só fala assim com o Tobby.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi, Luquinhas. Mas você também é o bizuzinho mais bonitinho da mamãe, nheco nheco cuti cuti.

- Credo, mãe. Você me trata igual a um cachorro!

Categorias: Família
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Minutinho Marisa

17 Junho, 2008 · 4 Comentários

Enquanto eu não saro dessa gripe filhadaputa que eu peguei em Campos do Jordão, atualizei os links ali ao lado. Pode ser que eu tenha esquecido de algum blog amigo, mas entrará na próxima atualização. Meu cérebro escorreu pelo nariz essa noite e eu limpei tudo no meu travesseiro.

Categorias: Dia-a-dia

Música para descontrair o ambiente

16 Junho, 2008 · 3 Comentários

Categorias: Música

16 Junho, 2008 · 2 Comentários

Cheguei doente de Campos do Jordão. Maldito ar puro.

Categorias: Lugares

Sexta-feira 13

13 Junho, 2008 · 19 Comentários

Categorias: Amar é...
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Algumas considerações

13 Junho, 2008 · 21 Comentários

O futebol nos deixa mais reacionários. Eu mesma me vi, diante da televisão, pedindo para os enfermeiros desligarem os aparelhos do Suassuna quando ele apareceu dizendo que o Sport ia ganhar de 3 a 0. Logo eu, que sou fã do Suassuna. E saí do jogo com tanto ódio no coração que se encontrasse o Chico César na rua o esquartejaria só por parecer o Carlinhos Bala.

Claro que há o limite do bom senso, entre outros fatores que salvariam a vida do Chico César em um caso desses. Até porque, apesar do futebol despertar os meus instintos mais primitivos, eu costumo levar a sério o que é para ser levado a sério.

Se a gente gastasse a mesma energia que gasta para responder às brincadeiras com algo realmente importante, a história do futebol seria completamente diferente. Os clubes seriam melhor administrados, os torcedores seriam melhor tratados, as partidas seriam melhor jogadas e todo mundo seria feliz para sempre.

O que fode com o mundo é o politicamente correto. É a gente, por exemplo, [piada] não poder chamar um são-paulino de bambi sem causar uma passeata na Paulista pelos direitos dos homossexuais [/piada]. É não poder chamar um juiz de filho-da-puta durante uma partida sem ser acionado pelos sindicatos das prostitutas. Bem fizeram os palmeirenses que incorporaram o apelido de gosto duvidoso, porque eu aprendi que quando a gente ri de si mesmo não dá chance para o outro rir.

No futebol, juiz é ladrão, são paulino é bambi, corinthiano é gambá e palmeirense é porco. E isso não quer dizer que eu exalo um cheiro repugnante por aí, nem mesmo depois do Kung Fu. Não é homofobia, não é preconceito, não é descrença, não é falta de banho. É PIADA. Não significa que eu saio por aí socando gay na Praça da República com meus amigos skinheads, nem que eu não me sento ao lado de palmeirense no ônibus porque vou ter ansia de vômito. Nem que, por ser corinthiana, sou analfabeta ou bato carteira no centro da cidade.

Dito isto, espero que algumas pessoas consigam ler novamente o e-mail do Gustavo e interpretar de outra forma. Menos séria, menos ofensiva, menos politicamente correta. Afinal, se você prestar atenção, este não é um blog que prima em ser politicamente correto.

E só para lembrar: figuras de linguagem, tal qual a ironia, é conteúdo ensinado no ensino fundamental. E olha que estudei em escola pública.

Categorias: Futebol
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Subject: Fazer o que?

12 Junho, 2008 · 38 Comentários

Recebi esse e-mail do leitor Gustavo Jauru. Gostei muito, então vou publicar aqui. Obrigada, Gustavo. Grande beijo aí para os Estados Unidos e força para você também.

****

Gostaria de desejar bom dia para você, Leonor, mas infelizmente, devido ao ocorrido com o nosso time e a atuação do homem de preto…não posso.

Leonor, também fiquei triste, mas acho que ficamos mais fortes depois da queda. O que é uma derrota depois da decepção de 2007? Não consigo me lembrar de um dia em que senti tamanho vazio e tristeza, nem mesmo nas 2 eliminações nas Libertadores pra eles (não menciono o nome daquele time de camisa de “cor ecológica” ou do “time do laticínio”…aiaiai..porque isso me faz lembrar o Paulista de 93??) ou na perda de um parente (INSANO ISSO, NÃO???). Não sei você, mas acho que só sentirei o mesmo gosto amargo se perdermos uma Final de Libertadores em nossa casa (Pacaembu)!

Você já percebeu o que esse Time faz com as pessoas? Independente (palavra inapropriada para o momento, eu acho) da idade e da condição social, todos somos, de alguma forma, afetados (palavra derivada do Latim, utilizada para se referir a um pequeno grupo de indivíduos da Vila Sônia mais conhecidos nos inferninhos por Bambis e famosos por seu melindre) por essa entidade chamada SCCP. Um exemplo é meu primo (na casa dos 40 anos, hipertenso por causa do Timão, casado, com um monte de contas pra pagar, pai de uma filha de 12 anos, diabética desde os 4 anos). Ontem liguei pra ele para compartilhar o meu luto e tive que ouví-lo chorar como se fosse um molequinho de 7 anos. E pra aumentar o seu desgosto, foi obrigado a assistir ao jogo “ao nível do mar” (cidade dormitório e local de recreação dos paulistanos nos momentos de folga), na casa da sogra!! E não posso deixar de mencionar o meu exemplo. Estou morando nos EUA, mas ao contrario dos outros “Brasucas” que carregam a bandeira e a camisa do Brasil, eu visto o Manto Sagrado Alvinegro e saio “despeitado”, mostrando para quem estiver na minha frente “o” motivo de orgulho do paulistano. Outro dia, para variar, vesti o Manto e saí pra rua e, numa cidadezinha de 40 mil habitantes no meio do estado de Indiana, encontrei um argentino com a camisa azul da seleção deles com o nome do TEVEZ nas costas! O cidadão ficou me encarando, mas como Corinthiano nao é baba-ovo, nao dei moral pro cara! Acho que ele tava com vontade de propor uma TROCA de camisas! Como Corinthiano também não curte esse tipo de prática (também oriunda da Vila Sônia), não ia rolar se fosse proposta.

Brincadeiras à parte, Leonor, estava ouvindo umas músicas que acho que podem ser bons textos para o seu blog, especialmente numa hora difícil como essa. É uma música do Gilberto Gil (1984) chamada “Corintiá” e a outra é “Meus Vinte anos”, de Paulinho Nogueira.

Leonor, faça uma compilação de todos seus blogs, passe um filtro pra não te comprometer, e publique um livrinho de bolso. Para baratear, faça em papel jornal ou “paperback”, como se vende aqui nos EUA. Eu compraria fácil.

Boa recuperação e muito “saco” aí no Brasil pra aguentar a porcada, a bambizada e o povo do asilo amanhã!

Ah, tá “desculpada” se não tiver inspiração para o ENEAOTIL por uns 2 meses…

ABS

Categorias: Futebol
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Faça sua denúncia já

11 Junho, 2008 · 8 Comentários

Sem querer fazer muito alarde, pode ocorrer uma desgraça hoje à noite lá na Ilha do Retiro se não houver uma intervenção rápida do Ministério Público de Pernambuco. E não estou falando do resultado do jogo porque eu tenho plena convicção de que a gente trará o caneco para São Paulo. Me refiro a atitude da diretoria do Sport Club do Recife de não destinar 10% da cota de ingressos para a torcida do Corinthians, como previsto em lei pelo Estatuto do Torcedor. Mais de 3 mil corinthianos já compraram suas passagens, se hospedaram em hotéis e estão (ou estarão) no Recife para assistir ao vivo a partida da final da Copa do Brasil. Mas a diretoria canalha do Sport vendeu apenas 950 ingressos para os corinthianos, além de declarar que no estádio deles eles colocam quem eles quiserem.

É assim que as coisas funcionam no futebol e no Brasil, mas não é assim que deveriam funcionar. E qualquer um de nós, corinthiano ou não, não pode se calar diante dessa atitude infeliz (jurássica, pré-histórica, reacionária, arcaica, coronelista e filha-da-puta) da diretoria desse clube. Por isso peço que façam uma denúncia online no Ministério Público de Pernambuco pelo endereço http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/denuncia_on_line. Para tentar evitar uma desgraça porque milhares de corinthianos estarão do lado de fora da Ilha do Retiro. À mercê também de gente como o torcedor do Sport que baleou um corinthiano nessa madrugada.

Categorias: Futebol

No meio do caminho tinha uma Maratona Internacional de São Paulo

9 Junho, 2008 · 15 Comentários

No domingão retrasado (sim, me desculpem a falta de tempo para a atualização) uma prima de quinto grau desencalhou. E nós, que nunca perdemos uma boquinha free como bons familiares que somos, não poderíamos faltar.

Seria tudo lindo, tudo fantástico, tudo maravilhoso se o casamento não tivesse sido marcado em um buffet na Rua Alvarenga, às 11h da manhã. E você, leitor, não se sinta um ignorante caso não saiba onde fica tal via porque aconteceu comigo também. Tudo o que precisa saber é que no domingo retrasado, às 11h da manhã, a Rua Alvarenga estava interditada por conta da Maratona Internacional de São Paulo. Aliás, não só a Rua Alvarenga, mas todas as laterais, transversais e caralhais.

Lá pelas 10h20, enfiei meu pai, minha mãe e meu filho no meu Corsinha 1.0 e me aventurei em busca do casamento, com uma única coisa na cabeça e no coração: poder abraçar a minha prima querida e dar os parabéns uísque. Peguei a Pedroso de Morais e vi um milhão de copos d’água vazios, o que significava que os atletas filhos-da-puta-desprezíveis-e-saudáveis já tinham passado por ali.

- Bom sinal! – eu disse, com todo o meu laquê e otimismo.

Então, quando eu cheguei na Praça Panamericana, tudo mudou. Tive que me meter ali e acolá, naquelas ruazinhas malditas e fiquei 50 minutos para atravessar a Diógenes Ribeiro de Lima. E descobri que o final dela era quase na minha casa.

- PUTAQUEPARIU CARALEO ALADO! – eu disse, com meia porção de laquê e perdendo a vontade de viver.

Aumentei o volume do som para não ouvir meu filho dizendo que eu tinha errado o caminho, entrei por mais uma dúzia de ruas que estavam interditadas, consegui chegar na Marginal Pinheiros e quando já estava perto de Osasco pude entrar para a direita. O relógio marcava quase meio dia, o que me deixou alegre porque finalmente eu ia perder uma cerimônia e chegar somente na hora da festa.

Andei mais 3 km e encontrei tudo interditado de novo. Encostei o carro e perguntei para um CET:

- Ô, bigode! Como eu chego na Rua Alvarenga daqui?

- Não chega. Ela está interditada.

- E o meu direito de ir e vir?

- Só daqui a quarenta minutos mais ou menos.

Filhodaputa. Respirei fundo e decidi estacionar o carro em uma ruazinha para esperar os 40 minutos. Quando eu já estava prestes a tocar a campainha de uma casa e pedir um copo de água da torneira, decidi terminar de descer a ruazinha com o carro e adivinha onde ela terminava? Do lado de casa Na Rua Alvarenga!

**

A Rua Alvarenga continuava interditada, mas o resto do trajeto dava para ser feito a pé, mesmo sendo eu de uma família que não prima por esse tipo de esporte de aventura. Estacionei o carro no fim da ruazinha e lá fomos nós, caminhar por uns cinco quarteirões.

O problema é que a gente tinha que atravessar pelo meio dos competidores da Maratona para chegar no buffet.

- Espera aí, filho. Cuidado para não ser atropelado. Depois desse a gente vai.

Eu nunca pensei que fosse dizer isso para o Lucas me referindo a pessoas.

**

Quando a gente chegou, o salão ainda estava vazio porque todo mundo se fodeu, inclusive os noivos. Nem vi se a Rede Globo mostrou, mas provavelmente alguém deve ter visto minha prima vestida de noiva, correndo no meio dos atletas.

As pessoas iam chegando aos poucos, todas cheias de bom humor e amor no coração. Então o Luquinhas, lá pelas tantas, veio correndo e gritando, em um tom proibido pelo Kassab:

- A NOIVA CHEGOU! A NOIVA CHEGOU!

Eu já aprendi que em situações como essa a gente finge que não conhece o próprio filho e comenta com um desconhecido do lado que o menino, tadinho, deve ser orfão.

**

Meu estômago já gritava de fome quando tocou a marcha nupcial e a noiva veio caminhando. Procurei o Lucas e adivinha onde ele estava? Do lado de casa do Padre. Ficou lá o tempo todinho, até que se preocupou em me avisar que estava por ali, no fim da cerimônia.

- MÃE!!!!!!!!! MÃE!!!!!!!!! – gritou, ainda do lado do Padre – MÃEEEE!!!!!! TÁ ME VENDO AQUI???

- Tadinho, deve ser órfão – eu disse para um casal de velhinhos da mesa do lado.

**

A festa foi absolutamente normal: Luquinhas conheceu um milhão de crianças, fez avião com os cardápios e correu entre as mesas o tempo todo. As pessoas se acabavam na pista de dança, com músicas que variavam entre Fly Me To The Moon e Créu. Para comer tinha o tradicional conchiglione quatro queijos e o filé ao molho madeira, além de brownie e sorvete de sobremesa.

Eu comi um salgadinho de peixe e fiquei entalada com uma espinha na garganta pelo resto da festa. Não saiu nem com a quantidade de uísque que eu tomei.

- Você gosta de uísque mesmo ou só está fazendo tipo? - me perguntou uma tia desconhecida.

- Tô fazendo tipo/ Que tipo de pergunta é essa?/ Uíxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxkiiiiiiiiiiiiiiiiiiii / SIC AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIA (seguido de um punho da pantera) Gosto mesmo, tia.

**

Não sei se eu já comentei aqui que o Lucas quer muito que eu case porque ele acha que só se eu casar posso dar irmãos a ele. E eu, como nunca lhe contei a história de seu nascimento, fico me submetendo a me espremer com tudo quanto é prima encalhada na hora de pegar o buquê só para satisfazer a criança. Mas é só para satisfazer a criança mesmo, viu, gente? Não pensem mal de mim.

Então lá fui eu porque nem flor de graça eu estou recusando. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três e…

… nunca me vi tão perto de um buquê. Ele veio vindo na minha direção e ia cair na minha mão, quando uma menina deu um bloqueio da garça e o arrancou de mim. Uma menina de 10 anos, diga-se de passagem.

- Vai casar com quem, pirralha? O menino do 3º C não te quer não, sua gordinha!

Quase falei, mas depois pensei que a menina devia ser muito mais poderosa no Kung Fu do que eu.

**

O fim do casamento foi aquele fim típico: o Lucas fez guerra de flores e o que sobrou da decoração minha mãe e minha tia levaram para casa. Eu, o Nando e a Cláudia saímos de lá encalhados, como sempre acontece desde que nos conhecemos por gente. Meu pai enfiou 12 mil bem-casados nos bolsos do casaco. Um queniano brasileiro ganhou a Maratona. E a CET liberou a Rua Alvarenga, temendo que eu pudesse matar cerca de 150 atletas depois de fazer tanto tipo com o Johnny Walker.

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Você sabe que está velha quando…

9 Junho, 2008 · 3 Comentários

… tem que trocar o pijama para buscar o seu filho em uma festinha, às 22h30 de uma segunda-feira.

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Ninguém respeita o Timão Kung Fu

3 Junho, 2008 · 20 Comentários

Depois do Kung Fu, passei no mercado hoje de manhã e comprei um toddynho e uma bolacha de chocolate Bono porque precisava repor minhas calorias. Eu vestia (e visto ainda, não estou pelada) um agasalho do Corinthians e levava pendurada no pescoço a minha sacolinha escrita em letras garrafais “TAT WONG KUNG FU ACADEMY”.

O atendente olhou para mim e disse:

- Corinthiano tem que passar ali naquele outro caixa.

- Por que? Só ali que passam os seres evoluídos? – eu respondi.

- Não, ali é o caixa da segundona. Aqui já é terça.

- Então vai tomar no meio do seu cú, seu filho da puta – e dei um jeb em punho de pantera nele.

Tá, seria lindo se eu tivesse feito isso de verdade. Mas juro que peguei o troco, respirei fundo, enfiei o canudinho no meu leite, matei ele em uma golada olhando fundo nos olhos do atendente e amassei a caixinha com uma mão só. Mas não sei se ele ficou com medo, não.

Categorias: Futebol · Kung fu
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UDO FDP

2 Junho, 2008 · 5 Comentários

Saca o show do U.D.O que seria ontem?

 

Seria perfeito se nos nossos ingressos não estivesse impressa em letras garrafais a palavra CORTESIA.

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