Eneaotil

Entradas do Agosto 2008

Nomes e apelidos

28 Agosto, 2008 · 41 Comentários

Texto publicado originalmente em Os Martin e Os Macedo.

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Eu sempre fui a única Leonor da classe porque se esse nome um dia esteve na moda deve ter sido por meados de 189o. Nunca conheci ou soube de uma Leonor que tivesse menos de 80 anos e me acostumei a sempre ouvir um “É o nome de minha tia-avó” toda a vez que contava como me chamava.

No começo não foi nada fácil. Me lembro do trauma que eu tinha toda vez que a professora fazia a chamada ou falava meu nome na brincadeira de roda:

- Se eu fosse um peixinho e soubesse nadar, eu tirava a Leonor do fundo do mar…

E vinha uma dor forte no fundo do peito.

Quando era pequenininha, ainda no pré, eu queria me chamar Ana. Simples, só três letras. Não conseguia entender como a minha mãe podia ter me batizado Leonor se existia A-N-A. A solução era dizer o apelido:

- Pode me chamar de Lelê!

Foi dado pelo meu irmão ainda pequenino. O Rodrigo não tinha nem dois anos quando nasci e mal sabia falar. Então era “nenê” para lá e “nenê” para cá. Minha mãe logo percebeu que isso viraria um apelido e pensou:

- Minha filha ficará velhinha e só será chamada de Dona Nenê. Ri-dí-cu-lo.

Mamãe pensava mesmo na minha velhice, visto que meu nome será perfeito quando eu me tornar uma tia-avó. Aí ensinou meu irmão a me chamar de Lelê e o apelido pegou.

Foi já na adolescência que passei a ouvir meu nome de maneira diferente. Naquela fase umbiguista, onde a gente se sente mais especial do que os outros, únicos. E eu era mesmo a única Leonor, o que fazia todos lembrarem de mim e do meu nome esquisito anos depois.

O nome completo pode parecer pior: Leonor Maria Martin de Macedo. Uma porção de EMES e um Maria ainda por cima. Eu gosto de Maria, mas só Maria. No máximo um Maria Luíza, porque Luíza combina até com paçoca.

O Martin é da família da minha mãe, o Macedo é da família do meu pai. Espanhol com Português, o que me faz ter uma quantidade de pêlos aceitável pela Vigilância Sanitária, porque os espanhóis quase não têm pêlos pelo corpo. Quanto pelo nessa frase, meu deus.

Leonor é o nome da minha avó, mãe da mamãe. Daí que veio a idéia de batizar uma criança com nome de avó. Quando mamãe estava grávida de mim, pensava em me chamar de Juliana, mas com a pronuncia espanhola, o que me renderia um Ruliana. Deve ser desejo de grávida. Só que as pessoas acabariam me chamando de Juliana com jota mesmo porque moramos no Brasil e Juan (Ruan) vira Juão.

Não cheguei a conhecer a vovó Leonor, ela morreu antes do meu nascimento. Ainda nova, por uma barberagem médica. Então mamãe quis fazer uma homenagem, só que meu avô não gostou da idéia:

- Toda vez que olhar para sua filha vou lembrar da minha esposa e chorar de saudade.

Por isso o nome composto, Leonor Maria, já que ele poderia me chamar de Maria. Por coincidência, Maria era o primeiro nome de minha avó paterna. Dona Maria Stela. Aí eu fiquei com o nome das minhas duas avós como herança.

Desde o primeiro dia do meu nascimento, vovô Abdon nunca me chamou de Maria. Era só Leonorzinha, seguido de um sorriso largo no rosto. E eu penso, 24 anos depois – quase 25 -, que eu não poderia ter sido batizada de maneira diferente. Ser Ana seria muito sem-graça.

***

Essa é a história original do meu nome, mas para simplificar eu ando contando por aí que a Dona Rose me batizou com o nome da mãe de Miguel de Cervantes (o escritor de Don Quixote). O pai de Cervantes se chamava Rodrigo, nome do meu irmão. Faz todo o sentido.

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O conto do drogado

26 Agosto, 2008 · 11 Comentários

Estava eu conversando com o Bruno e ele me disse que havia visto o filme Y tu mamá también. Isso me fez lembrar de quando eu assisti ao filme, no meu primeiro ano de faculdade. Acontece que eu estudava com um xarope que vendia peças do automóvel do pai para comprar drogas, mas isso não vem ao caso.

Certa noite, ele veio me contar todo empolgado que tinha assistido Y tu mamá también e que tinha lembrado muito de mim durante o filme todo porque a protagonista era parecidíssima comigo. “Não fisicamente, mas as atitudes, o jeito, as coisas que ela faz no enredo”, ele explicou. Eu fiquei toda empolgada, porque afinal a protagonista contracenava com o Gael e ser parecida com ela é o mais perto que eu já cheguei do Gael. Coisas de mulherzinha.

Só que eu tenho o costume de assistir filmes em família: com mãe, pai, filho, irmão, cachorro e papagaio. E reuní todo mundo na sala no fim-de-semana para ver o Y tu mamá también:

- Um menino lá da faculdade que recomendou porque me contou que sou I-G-U-A-L a protagonista. Mas não fisicamente, nas A-T-I-T-U-D-E-S – eu deixei claro.

Nos cinco primeiros minutos, a tal da atriz dá para dois garotinhos ao mesmo tempo, fuma, bebe, vomita abraçada com a privada, abandona o marido, chuta uma velha, amarra latinha no rabo do gato, cospe na cara da mãe na noite de natal e passa a mão na bunda da avó. E nas outras duas horas de filme é uma putaria danada.

Quando o filme acabou, eu desliguei o DVD atônita e na sala ficou um silêncio sepulcral. Até que a mamãe resolveu quebrá-lo:

- Lelê, me deixa ver seu caderno de faculdade?

FIM.

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Retrato falado

25 Agosto, 2008 · 6 Comentários

Outro dia o Lucas voltou da escola carregando um desenho lindo, enorme, da Arca de Noé. Pensei em tatuar nas costas todas, mas logo vi que não era dele, porque era realmente bonito. Quer dizer, eu adoro os desenhos do Lucas, mas ele não prima pelas formas, nem pela combinação ideal de cores, nem pela pintura na mesma direção. Enfim, deu para ver que aquele desenho não era dele:

- Gostou do meu desenho, mãe?

- Gostei. Mas não é só seu, né?

- Não, eu fiz junto com a Júlia, mas como ela se escafedeu do planeta, ficou para mim.

- Como se escafedeu?

- Sei lá, mãe. Não faz mais parte desse planeta. Nem vem mais para a escola.

- Quem é ela? Não me lembro.

- Ué, mãe. É a Júlia. Já te falei dela. É uma que eu já gostei, não lembra?

- Lucas, você já gostou de todo mundo. Dela eu não me lembro.

- Ó, vou te descrever a Júlia então: ela tem um laço na cabeça, não tem a cara muito enrugada e não tem peito grande.

Ficou fácil, né?

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A maldição da Nike 10ko celular

25 Agosto, 2008 · 3 Comentários

Eu devia ter ouvido a velha máxima do “Esporte não é droga, então pra quê?”, mas resolvi ignorar todas as previsões do meu falecimento no 3º metro da corrida da Nike, no próximo fim-de-semana, e fui buscar meu kit de inscrição no Parque do Ibirapuera.

Aliás, não há nenhuma recompensa em ser atleta, visto que essas coisas deveriam chegar na porta da sua casa, mas não! Você tem que se abalar até aquele fim de mundo, como se todo atleta morasse ao lado dessa porcaria e corresse diariamente 10km às 5h da manhã. Ratifude.

Enfim, eu fui. Na companhia de Júlio, Eric e Gabi, que quase morreram antes de qualquer exercício físico, quando dei ré na faixa de ônibus na Brigadeiro Luiz Antônio. E chegamos no Ibirapuera faltando cinco minutos para não entregarem mais os kits. Por muito pouco seríamos salvos pelo relógio, mas decidimos dar uma palhinha do fracasso de domingo e corremos. Corremos muito, por cerca de 4 metros e o Júlio acenou com a possibilidade de um infarto.  Mas conseguimos.  Sem dúvida, um momento de superação.

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O kit é composto de:

- um chip que contará quantos dois passos eu darei em toda a prova;

- uma camiseta, que vale como ingresso para o show do Seu Jorge e do Wilson Sideral depois da corrida (veja bem, se você não morrer durante a prova, ainda tem uma chance de morrer depois dela – ou pelo menos de querer a surdez definitiva);

- papéis. Milhares deles.

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Mas toda essa enrolação foi para dizer que nessa corridinha que eu dei no Ibirapuera, perdi meu celular. Meu pretinho capenga, que viveu comigo por pouco mais de um ano. Minha relação mais estável com um celular. Enfim, a fila anda (e já andando, sofre com as cãimbras). Que venha o infarto, digo, o iphone.

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Da série Por onde andam meus colegas de faculdade?

25 Agosto, 2008 · 10 Comentários

Ana mudou-se grávida para os EUA. Lá, escondendo a barriga, começou a trabalhar como babá, cuidando dos filhos da classe média, sem que ninguém soubesse de sua gravidez. Quando chegou a hora, Ana escondeu-se no porão, realizou seu próprio parto, cortou o cordão umbilical e escondeu o bebê em uma sacolinha do Wal-Mart. Depois guardou-a dentro do armário, ignorando que lugar de produto perecível é na geladeira.

Certo dia, Ana descuidou por um minuto do menino que tomava conta e ele desceu até o porão. Achou estranho o cheiro e a quantidade de sangue no armário. Chamou pelo avô, que descobriu o filho de Ana dentro da sacolinha. Agora, a menina de 24 anos está presa e corre o risco de pegar prisão perpétua. Matou um cidadão norte-americano.

**

A Ana não fez jornalismo, mas fez USJT e morava com uma colega da minha classe. Eu a conheci, em uma noite tranqüila de pizzas e risadas ali pela Rua dos Trilhos. Não era minha amiga, mas dá licença de eu fazer um sensacionalismo porque foi o mais perto que cheguei de um caso bizarro desses.

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E se Hitler torcesse para o Brasil nas Olimpíadas?

21 Agosto, 2008 · 6 Comentários

Seria a Terceira Guerra Mundial, certamente. O vídeo é do David. Só conheço gente talentosa mesmo.

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Piada do ano

20 Agosto, 2008 · 16 Comentários

Vou correr a Nike 10k. HAHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAA
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Eu e o Júlio.
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Morri.

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Update:

Gabi diz:
Favor fazer o update do seu post:

Gabi diz:
Você.

Gabi diz:
O Julio.

Gabi diz:
O Eric.

Gabi diz:
E eu.

Leonor Macedo diz:
mentiiiiiiiiiiiiiiiiiiiira!

Leonor Macedo diz:
Juuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuura???????

Leonor Macedo diz:
HAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHA

Gabi diz:
Juro.

Leonor Macedo diz:
então é a piada do século!!!!!!!!!!!!

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“Uma nação se faz com homens e livros”

18 Agosto, 2008 · 12 Comentários

Em uma noite dessas, eu lia para o Lucas um livro novo antes de dormir. Aí ele sentiu aquele cheiro de página nova e disse:

- Nossa, mãe. Esse livro cheira a mulher pelada.

FIM

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Alguém ajuda?

18 Agosto, 2008 · 4 Comentários

A Bia, amigona e autora do Gatoca, perguntou se eu conhecia alguém interessado em adotar um cachorro bonito. Como eu já tenho o meu próprio comedor de bosta*, o Tobby, pensei em linkar a história do Marley aqui. Pode ser que entre os leitores do Eneaotil exista alguém de bom coração, mas eu duvido.

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Brincadeira, gente. Sei que vai ter disputa pelo cachorrinho.

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Brincadeira de novo.

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*Um dia vou escrever sobre o Tobby-Buzuca-comedor-de-merda.

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Boletim Olímpico

14 Agosto, 2008 · 12 Comentários

O Brasil está uma verdadeira bosta olímpica. Esqueceram de avisar para os nossos atletas que é para frente que se ataca e chegamos na zona de rebaixamento. Estamos atrás do Zimbábue, do Azerbaijão, do Cazaquistão, do Quirguistão e da Mongólia. Até da Geórgia, que tem mais com o que se preocupar. Só estamos na frente do Santos e do Fluminense (dá licença? Me deixa zoar pelo menos hoje).

O último a levar fumo foi o Edinanci. No Jornal Nacional de terça-feira, a Fátima Bernardes alegou que o bronze é muito bom e que o brasileiro está mal acostumado. Se eu derreter aquela medalha de bronze não vai me render mais do que vinte e cinco centavos. O Silvio Santos que estava certo, porque barra de ouro vale muito mais do que real. E mais do que bronze, Fátima.

Aí no Jornal Nacional de ontem, o William tentou me convencer de que o oitavo lugar, veja bem, OITAVO lugar da ginástica olímpica era um bom resultado. “Estar aqui já é uma tremenda vitória”, disse Daniele Hypólito. Da licença que isso é desculpa de criança que erra no Soletrando a palavra “Casa”. Vai fazer o seu irmão dar meia hora de bunda.

Mas eu já arranjei uma desculpa para o Brasil. A gente pode dizer que está boicotando as Olimpíadas por causa do Tibet. Free-Tibet.

Fui. Vou ali torcer para Tuvalu.

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Ah, querem uma cobertura jornalistíca parcial e genial? Acessem o blog da Canossa.

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O Júlio acabou de me indicar outro blog, o Bronze Brasil 2008.

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Lucas e o namoro

13 Agosto, 2008 · 16 Comentários

Dias atrás, Luquinhas veio me contar um segredo:

- Mãe, estou namorando.

Quase caí para trás, afinal, estou encalhada e é inadmissível que o moleque consiga namorar antes de mim.

- Como assim, Lucas? Namorando? Quem é a vadia que está querendo te tirar da mamãe?

- É a Maria Eduarda.

- Vaca! E aí? Como você namora? Não beijou na boca não, né?

- Tá louca, mãe? Claro que não. Ela nem sabe que a gente namora.

**

Aí nesse fim-de-semana resolvi perguntar:

- E o namoro, Lucas?

- Ah, mãe, a gente terminou – ele fez um cara de lamento.

- Poxa… E ela ficou chateada?

- Não, mãe. Ela ainda não sabia que a gente namorava.

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Então eu estava contando para minha mãe na frente do Luquinhas que ele tinha terminado com a Maria Eduarda.

- É, vó. Agora eu estou a fim de outra pessoa.

- Da menina nova que entrou agora na sua sala? – minha mãe perguntou.

- Não, vó. Na verdade, é um menino.

Juro, minha perna bambeou, eu comecei a desfalecer, quase cuspi o coração pela boca. Já pensei mil vezes que se meu filho um dia falar que é gay, eu vou abraçá-lo, vou beijá-lo e depois vou zoá-lo eternamente. Só que dizer isso aos 6 anos é demais para minha cabeça.

- O QUE, LUCAS????? VOCÊ ESTÁ A FIM DE UM MENINO?????

_ Que, mãe? Tá louca? Tô dizendo pra vovó que na verdade é um MENINO NOVO que entrou na minha sala agora, não uma menina. Eu estou a fim de outra menina lá da sala.

Quase cheguei em casa e acendi uma vela para Santo Expedito.

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Promoção no vizinho

12 Agosto, 2008 · 8 Comentários

O Júlio gostou dessa história de premiar o print screen da centésima milionésima décima terceira mil (putaquel, como escreve isso?) 13.000ª visita e inventou uma promoção lá no Imperador. Como aquele contador não sai do lugar porque o blog dele é uma merda, resolvi dar uma força e divulgar por aqui (não que o Eneaotil seja melhor). Ele ainda não divulgou qual será o prêmio, mas conhecendo aquele cabeçudo do jeito que eu conheço ele vai dar o rabo uma coisa muito legal.

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Cara, eu estou boca suja para caraleo!

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Ah, só para constar, eu entreguei o prêmio ao Bruno Mazzotti, vencedor da visita de número 100 mil aqui no blog. Né, Bruno?

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Em breve, o prêmio dos 200.000. Se eu não tiver morrido de velhice até lá.

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12 Agosto, 2008 · 2 Comentários

Semana passada me ligou um cara do Tocantins (lógico que eu não sabia que o DDD 63 é de Tocantins, mas joguei no google):

- É França? É França?

- Não, senhor, aqui é de São Paulo. Brasil.

- É Francisneide?

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Lucas e a crise financeira

8 Agosto, 2008 · 13 Comentários

Aí o Lucas solta uma dessas e quando eu conto ninguém acredita. Estava eu, contando dinheiro ontem no sofá e separando o salário para pagar as contas.

- Mãe, você vai dividir isso, né?

- Não, Lucas. Isso é para pagar as nossas contas.

- TUDO ISSO É PARA PAGAR AS CONTAS?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?

- Sim…

- Mãe, eu prefiro ficar um mês sem luz.

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Da série Coisas que você não deve dizer para uma mulher

7 Agosto, 2008 · 15 Comentários

Ontem fui jogar uma sinuquinha (e joguei muito mal, meu deus) e encontrei um amigo que estudou comigo na segunda série do primário. Desde aquela época, ele está com a mesma garota. Começaram a namorar aos 8 anos, casaram lá pelos 18 e fizeram uma filha que tem a idade do Lucas. É o que os filósofos? astrólogos? Jesus? as pessoas chamam de alma gêmea.

Ele me perguntou se eu ainda estava namorando (porque de vez em quando a gente se encontra pelo bairro para atualizar a conversa) e contei que tudo tinha acabado em abril.

- Você está solteira então?

- Sim.

- Poxa, por que eu não te conheci antes?

Gente, como assim? No pré?

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Depois, ele ainda emendou um:

- Ah, você não me parece que vai casar um dia. Acho que você não vai casar nunca!

Ratifude!

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Prefiro partilhar da opinião do Júlio, que não só acha que eu vou casar, como tem certeza de que me casarei pelo menos sete vezes. Com pessoas diferentes, graças a Deus.

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Idéia livre de copyright

5 Agosto, 2008 · 42 Comentários

Quem já viu o TV Fama sabe que toda subcelebridade, por mais que não esteja fazendo porra nenhuma, tem sempre um projeto.

- Núbia Olive (who?), o que você tem feito neste momento?

- Olha, estou tocando um projeto, mas não posso dizer nada agora. É uma surpresa para vocês, tá? Aguardem.

Meses depois, as entrevistadoras loiras fantásticas e cultas encontram Núbia Olive de novo, em algum lançamento de revista de uma big brother mostrando a perereca, e perguntam:

- Núbia Olive (who?), o que você tem feito neste momento?

- Olha, estou tocando um projeto, mas não posso dizer nada agora. É uma surpresa para vocês, tá? Aguardem.

Das duas uma, ou é a réplica da Muralha da China em Carapicuíba, ou é mobral.

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Essa intro idiota foi para dizer que eu, na condição de menos subcelebridade que a Núbia Olive, também tenho meu projeto. E ele é muito mais legal do que mostrar o baixo ventre em revista, embora menos bacana do que o monte de pedra na perifa de São Paulo. Muito mais a longo prazo do que o curso básico de alfabetização no Instituto Universal Brasileiro da moça citada ali em cima. Para completar, meu projeto não me renderá nenhum centavo, pelo contrário.

Só que ele é secreto também.

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Mentira.

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Desde o finado blog Subversiva, criado quando meu filho tinha menos de dois anos, eu tenho escrito as histórias do Luquinhas. Lá estão algumas clássicas como o dia em que ele disse para a Dona Maricota que ela morreria igual a cachorra velha dele, os textos que escrevia para comemorar seus aniversários, a primeira vez na escola. Depois, no Indecências, as histórias continuaram porque quanto mais o Lucas crescia, mais bacana ele ficava. O primeiro dente que caiu, a primeira vez que brincou de médico, o complexo de édipo. Aqui no Eneaotil já são mais de 40 posts sobre ele (e outros tantos na minha cabeça que vou escrevendo ao longo da semana para manter o blog sempre atualizado). Não é a toa que sua tag é a maior de todas (e é esse o espaço que o Lucas sempre ocupará na minha vida).

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De vez em quando pergunto para minha mãe o que é que eu dizia de engraçado quando era criança e ela, forçando a memória, consegue me responder meia dúzia de coisas. Leite condensado, por exemplo, eu dizia que era leite convencido. Ou começado. Cronômetro era cornometro. E naquela musiquinha do soldado, cabeça de papel, eu cantava “a Cláudia, a Cláudia, a Cláudia” ao invés de “acode, acode, acode”. Cláudia é minha prima e fazia muito mais sentido. Pena que na década de 80 não tinha blog para a mamãe escrever a memória da minha infância.

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Então, pensando em tudo isso, há um tempo eu tive a idéia de imprimir tudo aquilo que eu escrevia sobre o Lucas e guardar dentro de um álbum seu. E quando o álbum passou a não fechar mais, eu percebi que já eram cerca de 200 histórias. Comecei a relê-las e de boa parte eu nem me lembrava. Tirei do álbum e comecei a guardá-las em outro lugar.

O meu projeto, secreto só para o Lucas, é continuar escrevendo sobre sua vida, da minha maneira, até quando ele crescer e for bem grande. Talvez uns 20 e poucos anos. Depois, transformá-lo em um livro, com as fotos clássicas, os cartões mais bonitos que ele recebeu, talvez um CD com seus vídeos, suas cantorias. Um livro dele, só para ele (calma, mãe, faço uma cópia para você também). E entregá-lo em um dia comum.

Apesar de ter a absoluta certeza de que as histórias do Luquinhas renderão um livro maior do que a biografia de Mao Tsé Tung, não penso em publicá-lo para vender nas livrarias (até porque talvez não conseguisse vender uma só cópia para alguém que não fosse da família – e família a gente presenteia, né?). O que quero mostrar para o Lucas é que aos 20 e poucos anos, assim como eu, ele pode não ter feito nada para mudar o mundo. Mas ele teve, tem e sempre terá uma vida feliz.

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Olé no Neto

4 Agosto, 2008 · 8 Comentários

Nem sei se cheguei a comentar alguma vez por aqui que o Neto, ex camisa 10 do Corinthians, tem o costume infeliz de me xavecar sempre que me encontra. E sempre se fode. No sábado não foi diferente:

- Leonoooooooooooooooooooooor. Que saudade! Você cortou o cabelo?

- Sim, faz tempo.

- Ah… Você nunca quis sair comigo, né? Nunca caiu em uma cantada minha…

- Nem hoje, nem nunca. Nem bêbada, muito menos sóbria – e mostrei a garrafinha de água na mão, fruto da lei seca.

- Paciência…

Aí ele saiu de perto e foi tentar dar o drible da vaca em outro lugar.

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Sorvete que não derrete

4 Agosto, 2008 · 12 Comentários

Eu devo ter tido um derrame do lado esquerdo do corpo, porque nem doeu. O desenho também é do Luquinhas, do caderno do Pré II. E quem fez a tatuagem também foi a Jana. Só não vou agradecer a cachaça do Silveira desta vez, já que não teve. Mas ainda eram 10h30 da manhã, então ele está perdoado.

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Lucas e a sexualidade – XXV

1 Agosto, 2008 · 15 Comentários

Eu estava no meu quarto, sem blusa, passando bepantol na tatuagem e conversando com o Lucas:

- Sabe, mãe… Quando eu crescer quero fazer só aquelas tatuagens de criança, que saem na água.

- Lucas, você não precisa ter uma tatuagem. Só vai fazer tatuagem se quiser.

- Ah é?

- É. Não é porque eu tenho agora que você tem que ter. Eu só fui fazer depois que tive um filho maravilhoso e que sabe desenhar.

- Ah, mãe… Eu adoro isso.

- O que? A tatuagem ou o elogio que te fiz?

- Não, mãe… Peitos. Eu adoro peitos.

- Peitos??????

- É. E xotinha também.

*morri*

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