Atenção: essa porra de post é repleta de palavrões
Ontem estava dentro do ônibus, pensando na coisa mais grosseira que já me disseram em toda a minha vida (eu sei, é falta do que fazer, mas tinha esquecido meu livro aqui no trabalho). Lembrei de muitas brigas que tive na adolescência com a Dona Rose, outras tantas que travei com meu irmão já no começo de nossa vida adulta, os insultos que ouvi de ex-namorados, as besteiras que nossos chefes costumam falar todos os dias, os xingamentos do instrutor da auto-escola, as explosões do papai de vez em quando, as pataquadas que nossos amigos deixam escapar e pensei que nada disso vale.
Não vale porque foram ditas no calor da emoção, quase sempre em um momento de irracionalidade. Não que não tenha me magoado, até porque se eu encontrar meu instrutor da auto-escola passo por cima dele com o carro. Mas grosserias deste tipo a gente costuma relevar e até perdoar.
Então fiquei pensando nas que eu jamais consegui superar e nem conseguirei. Estão na categoria das grosserias que a gente leva para casa de graça, que “a gente poderia ter dormido sem”, que chegam quando a gente menos espera. Do tipo que deixa a gente tão desconcertada que fica completamente sem reação, sem saber o que fazer. E, horas depois, fica se lamentando por não ter dado um soco na cara da pessoa. Aquele tipo de grosseria que faz a gente mudar de postura para que nunca aconteça nada de parecido, que nos traumatiza de verdade e que dá vergonha alheia só de lembrar.
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Tipo aquela vez que liguei na TIM para resolver um problema na minha conta e fui maltratada o tempo todo pelo atendente. Até que resolvi dizer:
- Moço, não vista tanto a camisa da sua empresa assim. Não vale a pena.
E ele soltou a pérola:
- O que eu faço ou deixo de fazer no meu trabalho é um problema só meu.
Aí eu perguntei se não dava para ser atendida pelo funcionário do gerúndio, porque eu preferia, mas deveria tê-lo mandado enfiar um dedo na bunda e outro na boca e ir trocando.
Resultado: eu nunca mais ligo na TIM. Posso me tornar a melhor amiga do dono da empresa, mas eu nunca vou ligar para ele a fim de saber como é que está a vida. Mudei de operadora, escondi o chip antigo em um sarcófago e quando eles me telefonam para saber se quero voltar para a TIM eu começo a tremer.
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Aí me lembrei de uma vez também que uma mulher de uma empresa de cobrança ligou no telefone do serviço (sim, eu disse TELEFONE DO SERVIÇO) e começou a gritar comigo. Era uma funcionária de empresa contratada pelo Grupo Santander, para quem eu estava devendo certa quantia no cheque especial.
- VOCÊ NÃO TEM PALAVRA. VOCÊ NÃO PAGA SUAS DÍVIDAS EM DIA.
Juro, ela não me disse nada mais nada menos do que isto.
Eu respondi que eu não sabia nem quem ela era para falar comigo daquela maneira, que eu não devia nenhum real para ela e que se ela não calasse a boca eu faria um B.O. porque aquilo era assédio moral. Mas eu deveria mesmo era tê-la mandado tomar no centro social e urbano do seu devido cu.
Aí ela bateu o telefone na minha cara e eu ganhei mais uma úlcera, que batizei carinhosamente de Silvia, o nome da filha da puta.
Quando parei de tremer, liguei para a empresa e gritei uma hora no ouvido do chefe da piranha, para ele ver como é gostoso.
Resultado: eu paguei minhas dívidas e nunca mais fiquei devendo para o banco Eu nunca mais consegui simpatizar com ninguém que tem este nome.
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Mas a campeã da grosseria não foi nenhuma destas. Aquela que eu jamais conseguirei superar aconteceu há 16 anos. Foi também em uma época de mudança de escola, quando passei da quarta série para a quinta e fui estudar no Miss Browne, um colégio estadual ali da Pompéia.
Nesta época eu já tinha vivido três anos de Tenente José Maria Pinto Duarte, então estava um pouco mais delinqüente, mas nada comparada aos internos da Febem que estudavam no Miss Browne em regime semi-aberto.
No meu primeiro dia, ou na minha primeira semana, não lembro bem, eu saí para o recreio sem conhecer ninguém daquela escola. Aí uma menina olhou nos meus olhos e por dois minutos eu achei que ela queria fazer amizade. Esbocei um sorriso e já ia perguntar-lhe o nome quando ela gritou:
- QUE FOI QUE ESTÁ OLHANDO, PORRA? TÔ COM A BUCETA NA CARA???
Juro, eu nunca tinha ouvido ao vivo e a cores a palavra “buceta”, embora soubesse o que queria dizer. E ela tinha gritado não só para eu ouvir, mas para toda a escola, que por uns 10 minutos ficou me olhando como se eu fosse um extraterrestre. Acho que todo mundo esperava que eu respondesse:
- Considerando o seu cavanhaque e o seu bafo de peixe, acho que está com a buceta na cara sim…
Mas a minha reação foi zero vezes zero. Nenhuma. Nenhuminha.
Resultado: toda vez que fico mais de dois minutos olhando na cara de alguém, vejo uma periquita.
Traumatizante é pouco.




42 respostas Até agora ↓
Adriana // 4 Fevereiro, 2009 às 2:08 pm
Ou seja, call center é sinônimo de atendimento precoce e vocabulário chulo. Que todos eles enfiem o dedo no centro social e tussam.
nat // 4 Fevereiro, 2009 às 2:12 pm
Palavreado assim a gente só aprende e ouve ao vivo e a cores em escola pública!
Quando estiver sem meus livros, vou tentar pensar nas minhas… aí compartilho
Kosmidis // 4 Fevereiro, 2009 às 2:16 pm
Te falar que eu sou assim mesmo….As vezes falo e não penso no que a pessoa vai sentir…Tenho que me cuidar para não perder gente muito importante na minha vida….
bivar // 4 Fevereiro, 2009 às 2:34 pm
HUAUHAHHAHA
não consigo pensar em escrever em nada, só rir, Deus. Isso acontece comigo, ficar sem reação em vez de dizer algo bem na fuça do zé b…
Glauce // 4 Fevereiro, 2009 às 2:42 pm
Eu já ouvi muitas grosserias e na maioria das vezes não respondi como devia, o que fez e faz meu estômago gritar sempre. E por coincidência hoje mesmo estava lembrando uma que rolou no ambiente de trabalho, onde a pessoa – que nem era do meu departamento nem nada – me chamou de burra e me fez provar que ele é quem não sabia fazer o trabalho dele. Ele pediu desculpas depois, mas o que ficou guardado mesmo foi a grosseria. E também passei por uma outra no trabalho inesquecível, com um estagiário, por email. Não o mandei tomar no ‘centro do cu’ porque o ambiente não permetia, mas essa eu respondi bem e na cara dele, não por email…. Numa boa, as pessoas deviam saber mais sobre gentileza, não mata, não dói e conserva os dentes muitas vezes.
atruculenta // 4 Fevereiro, 2009 às 2:49 pm
Minha primeira advertência foi por culpa de uma Silvia! Ela era uma mala, chata e brigou com minha melhor amiga. Daí, toda vez q ela entrava na sala, eu cantava: ôoooo Siiiiiiiiiiiilviiiiia, PIRAAAAAAAANHA! hehehe
Ela não gostou. Nem a diretora. Muito menos minha mãe!
bjones
Carol // 4 Fevereiro, 2009 às 2:59 pm
Eu odeio atendentes de telemarketing em geral, mas ver piriquita na cara alheia é de foder héin?
Eu ri, não era prá rir, mas eu ri.
Anselmo // 4 Fevereiro, 2009 às 3:45 pm
Olha, Lelê… Dependendo da moça que eu estou encarando eu vejo não só uma periquita, mas outras coisinhas a mais.
Preta // 4 Fevereiro, 2009 às 3:48 pm
Xô te contar, que os putos do telemarketing-cobrança são INSTRUÍDOS a serem grosseiros, a forçarem o quanto puderem a barra. Eu já fui demitida de uma empresa de cartão de crédito por me recusar a agir daquela maneira. Geralmente quem topa esse tipo de serviço é especialista em ser estúpido.
(E eu sei que não consola, mas também não consigo ter absolutamente nenhuma reação frente a grosserias. Mas quer saber? Bom pra nós. Eu prefiro ser a “otária” à “espertalhona”…)
Grace (a Preta) // 4 Fevereiro, 2009 às 3:51 pm
(( Tô sempre logada, nunca aparece meu cafofo!! ~:( ))
Camila (a mãe do Ian) // 4 Fevereiro, 2009 às 4:17 pm
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!! WHO LET THE DOGS OUT???
Teka // 4 Fevereiro, 2009 às 5:34 pm
putaquel
ahuauhauhauhauhahua
Teco // 4 Fevereiro, 2009 às 5:43 pm
HAHAHAHAHAHAHAH
miacabo.
babbi // 4 Fevereiro, 2009 às 5:44 pm
kkkkkkkkkkkk
dificil não rir…..
pessoal de telemarketing é f…. um cara da telefônica se estrepou comigo… naquele papinho pega trouxa me disse que eu gastava muito com telefone…eu respondi e oque vc tem com isso??? quem se fode pra ganhar o dinheiro sou eu…gasto como quiser…kk e desliguei o telefone…puta com a vida e com a telefonica..o nome dele era” Maycon”…kkkk
é…quem não tem uma história com call center??
Bjão adoro seu blog!
Banana // 4 Fevereiro, 2009 às 8:02 pm
Cara, quase choro quando alguém consegue escrever o que eu to tentando há eras e NÃO CONSIGO NEEEEEEEEEM com reza braba. É tão lindo, snif.
Você descrevreu essas situações e eu me senti um pouquinho melhor. Pq a sensação é exatamente essa: traumatizante. Vc fica (eu fico, ao menos), dias, meses, ANOS (mesmo) remoendo aquela situação, pensando no que deveria ter dito e não disse.
Esses dias, precisava de um documento da faculdade, um atestado de matrícula, assinado. Só que a pessoa que me pediu o documento disse “tem que ser assinada pelo reitor”. Eu achei estranho né, meu, maior faculdade da Am. Latina e tals, mas você é meu chefe, atestado de matrícula assinado pelo reitor não lhe faltarás. Liguei pra secretaria da faculdade, que nunca teve um histórico de bom atendimento.
eu – Bom dia.
fdp – …
- er… bom dia. Veja se você pode me ajudar. Eu gostaria de um atestado de matrícula assinado pelo reitor da faculdade e…
- HAHAHAHAH MINHA FILHA, VOCÊ ACHA QUE O REITOR VAI ASSINAR UM ATESTADO DE MATRÍCULA ??!?!?
- er… foi o que me pediram. Pode ser pela pessoa responsável por esse tipo de documento…
- Tá, eu sei o que fazer. Tem que vir aqui pedir.
- Eu moro em outra cidade…
- Tem que vir aqui pedir.
- …. E demora quanto tempo pra PESSOA assinar?
- QUE PROFESSOR MINHA FILHA!?!?!? UHAUHAHUAHUAHU!
Só que dessa vez eu respondi. Falei que eu não tinha falado “professor”, mas “pessoa”, e se eu fosse filha dela eu já teria enfiado a matrícula no meio do cu da minha mãe, e mais algumas coisas.
Mas sabe que, até agora, eu não estou aliviada?
Seu post foi reconfortante, devíamos iniciar um grupo de ajuda. – Oi, meu nome é Banana, eu fui humilhada por um Zé Ninguém.
Um comentário deste tamanho só pra eu dizer que adoro, mesmo, seu blog. Leio todo dia. Parabéns, e continue aliviando meu psicólogo
R. // 4 Fevereiro, 2009 às 8:23 pm
Sua passividade me lembra aquele personagem do Jim Carrey em “Eu, Eu mesmo e Irene”.
Só espero que a sua segunda personalidade explsiva estoure longe de mim… hehe.
Manda um e-mail que te ensino como se manda um atendente de telemarketing TNC…
Patricia // 4 Fevereiro, 2009 às 9:42 pm
até eu fiquei traumatizada por você. essas coisas como violência e briga gratuita me fazem passar mal, não consigo ficar calada, sempre acaba mal ou comigo parecendo uma louca de raiva e sempre com os outros rindo de mim, porque o povão acha isso bonito. sempre.
osvjor // 5 Fevereiro, 2009 às 12:50 am
não sei como eu caí neste site, mas este post está engraçado. parabéns.
Tatty // 5 Fevereiro, 2009 às 6:02 am
MUITO obrigada por me fazer chorar de rir!!!
:’D
Tico // 5 Fevereiro, 2009 às 9:43 am
Melhor eu tirar o cavanhaque antes de ir te ver!! =P
Thaís // 5 Fevereiro, 2009 às 9:48 am
Nossa…só vc msm pra deixar um texto desse hilário!! Num quero saber de vc olhando mto pra minha cara hein!!
Acho q essa eu não te contei ainda…mas a maior grosseria q já fizeram comigo aconteceu há umas 3 semanas…e foi um mendigo,sabe desses carrinheiros? Pois é…eu tava parada no farol, mexendo no meu celular, e comecei a ouvir uma gritaria…abaixei o som e olhei pro lado…qnd me dei conta, o cara tava aos berros comigo!! Dizendo q sabia q eu num tinha onde cair morta, e ficava de nhênhênhê no celular, com carro de bacana, me achando (e mais um milhão dos piores palavrões do mundo)!
Gente…q isso…meu carro é todo ferrado, e eu tava c um celular emprestado!! tudo bem q eu não tenho onde cair morta, mas o cara não precisava espalhar pra todo mundo…pois é…ele ainda veio pro meu lado, e ficou esmurrando meu vidro…dizendo q eu era cada coisa q nem sei como se escreve!!!
Sei lá…vai ver ele pensou q me conhecia, q eu era uma vaca mesmo…vai saber…só sei q eu fiquei mto mal depois disso…e ainda fiquei dias me imaginando descendo do carro e esmurrando o cara e tals…
Mas sabe…num vale a pena…o mínimo q ia me acontecer era quebrar a unha e ficar c um olho roxo…
Brigadu pelo texto!! Nem vou mais voltar lá pra esmurrar o cara…
bejus
Flávia // 5 Fevereiro, 2009 às 10:38 am
Oi!!
Feliz Ano Novo! Bom.. tudo bem que eu só apareci pra comentar aqui naquele post sobre as pessoas que lêem e não comentam (até falei de tomar uma cerveja em algum boteco entre perdizes e pompéia!rs), mas esse post eu tenho que comentar! =) Adorei.. Não o fato das pessoas terem sido grossas, óóbvio, mas o fato de vc falar isso de um jeito bem humorado.
Eu já passei por umas grosserias feias, mas acho que a pior não foi nem verbal..
Eu estava tentando pela milésima vez assistir aquele filme que prova pras pessoas que a vida é uma merda ou “Antes que o diabo saiba que você está morto” e fui com meu namorado comprar antecipado lá no Belas Artes.. Ele me deixou na porta pra comprar e ia dar a volta com o carro (não rola pagar estacionamento só pra comprar um ingressinho!!) e me pegar do outro lado da avenida. Tá.. Comprei e saí feliz da vida de lá, achei que era sortuda por conseguir atravessar logo a rua e fiquei esperando ele do lado de um orelhão que tem lá (pra não parecer que estava lá a toa, sozinha, no escuro, com medo.. Ou ainda pior: que estava trabalhando ali..sei lá!rs). Eis que veio vindo um mendigo carregando uns papelões, que eel devia usar pra dormir, sei lá. Fiquei meio assustada, porque ele tava mais bêbado que eu em festa de formatura, e naaada do meu namorado chegar. Trânsito do ca…eo! Aí dei um passo pro lado pra ele passar, pq eu tava quase na guia, e se ele tentasse passar pela calçada ou ia cair na rua ou em cima de mim. Quando eu dei meu passinho ele me olhou com cara de raiva, falou alguma coisa que eu não entendi e me bateu – SIM, ME BATEU – com os papelões. E saiu andando como se nada tivesse acontecido. E eu fiquei lá, muda, estática, com a maior vontade de chorar de desgosto por ver até que ponto o ser humano já chegou. E quando meu namorado chegou entrei no carro e chorei. Ponto.
Bjs!
Franz // 5 Fevereiro, 2009 às 10:57 am
É… Por isso que eu sempre tenho comigo o seguinte pensamento “gentileza gera gentileza”, ou ainda “respeito é bom e conserva os dentes” ou melhor ainda, como diz o grande mestre Seu Madruga “as pessoas boas devem amar seus inimigos”.
Roberta // 5 Fevereiro, 2009 às 11:39 am
sabe o que eu aprendi com essas coisas? a ser que nem meu namorado: a falar mesmo. tá que eu sou boca mole e não falo com a devida ênfase, mas ele fala. haha ou então, se tiver num dia criativo, dá uma pedida de resposta que a pessoa cala a boca.
gustavo luiz // 5 Fevereiro, 2009 às 12:09 pm
Silvia, ja dizia a música, é nome de piranha mesmo…rs
Marystela // 5 Fevereiro, 2009 às 2:53 pm
Tomar ‘umas’ de vez enquando é bom pra ficar esperto… rs rs
Depois de sofrer umas grosserias, vc fica afiadinha pra mandar ‘umas’ também.
Hoje em dia eu é que tenho pena das operadoras de telemarketing ou de qualquer folgado que se atreva a crescer comigo.
‘Minha educação começa onde termina a sua!’ já dizia mamãe.
*Lusinha* // 5 Fevereiro, 2009 às 4:00 pm
Você estava ai falando de traumas, mas me desculpe, foi inevitável, fiquei rindo daqui com seu post.
Quanta grosseria a gente é obrigado a engolir, né? Eu geralmente não respondo, porque além de perder o controle das minhas palavras, parto pra cima também.
Bjitos!
Enrico Baroncelli // 5 Fevereiro, 2009 às 4:03 pm
Cara, tô precisando de um Blogfans Anônimos!!! Apareci aqui procurando por Buenos Aires e viciei.
Déia // 5 Fevereiro, 2009 às 4:26 pm
Tô sentindo falta dos comentários do Julio!
anarina // 5 Fevereiro, 2009 às 6:04 pm
Eu tô me divertindo com os comentários. Nem lembrei que o Julio existia!
remo // 5 Fevereiro, 2009 às 6:39 pm
essa é TOP 3. GENIAL.
Cadu // 5 Fevereiro, 2009 às 6:41 pm
Muito tempo que eu não leio algo tão interessante e que me prendesse a atenção como esse post.
Parabéns!
osvjor // 5 Fevereiro, 2009 às 6:50 pm
ah, essa história contada pela Thaís me lembrou quando eu tava em Londres. enquanto minha mulher trabalhava, eu não tinha o que fazer e tampouco dinheiro pra gastar, então ficava na vagabundagem, andando pra lá e pra cá com um casaco emprestado que eu levara do Brasil, que me deixava ainda mais mal-ajambrado do que de costume. numa hora, entrei numa estação do metrô pra me proteger daquele frio horroroso que faz lá e me sentei num banco. nisso um mendigo se senta ao meu lado e, com o sotaque característico de todos os mendigos do mundo (aquelas sílabas alcooooolicamente arrrrraaastadaaaas), começou a puxar assunto. eu não tava entendo piKs, lógico, não só porque meu inglês é da Praça Mauá, como porque o sujeito não falava com aquele acento bonito do Sir Laurence Olivier, e sim mastigava todas as letras, vírgulas e outras elementos da gramática. comecei a ignorar o companheiro “em situação de rua” londrino e fui escorregando pra fora do banco pra dar no pé, mas esse foi o meu erro: o esmoler teve um ataque de fúria e passou a me xingar até a quinta geração, pra eu deixar de ser um mendigo esnobe.
mulherpolvo // 5 Fevereiro, 2009 às 8:03 pm
Olha, no meu trabalho eu atendo telefone o dia todo. Não é um call center, mas é SUS, daí que já viu neh?! Mesmo assim não perco a elegância.
eu trato todos muito bem, mas quando vem doente ou familiar de doente, ao vivo, me esculachar… bem é o meu trabalho, só me resta correr pro banheiro e chorar muito.
Rui // 6 Fevereiro, 2009 às 5:54 pm
hahaha
muito bom.
Vilauba Herrera // 6 Fevereiro, 2009 às 11:43 pm
Você é demais! Impagável!
Sabrina Mix // 9 Fevereiro, 2009 às 11:13 pm
Minha nossa, Leonor!
Nunca nem passei por perto de situações como essas. Pelo menos acho que conheci muita gente CIVILIZADA.
Beijos e sucesso!!!
RD Guedes // 13 Fevereiro, 2009 às 11:58 am
Comportamentos vestigiais minha cara. Paralisar, correr ou enfrentar, que é a última opção. A coisa é tão inesperada que a gente paralisa. E depois passa os próximos dias pensando em TUDO o que deveria ter dito. É assim. Ce la vie.
Mas quem ofende é vítima de si mesmo.
Beatriz Marassi // 13 Fevereiro, 2009 às 4:24 pm
Prazer, Silvia.
ahsuahsua’a
Adorei o blog de muito bom gosto.
desejo sucesso.
Renata // 18 Fevereiro, 2009 às 11:59 am
Uma vez tava passeando na calçada alegre e saltitante lálálá… na outra direção vinham 2 gordas balofas enormes, lado a lado conversando… qdo percebi que elas não iriam desviar de mim, me encolhi no cantinho e esperei elas passarem…. não é que uma das gordas me deu uma ombrada e ainda me chamou de espaçosa… e eu fiquei totalmente sem reação, oh shit…
Amanda Catarucci // 27 Fevereiro, 2009 às 10:53 pm
Ai, Leonor… ri demais!!!!!!!!!!!
Você tem muitas histórias engraçadas………
bju grande
weno // 22 Março, 2009 às 11:57 pm
o xingamento mais criativo que ouvi foi: “sua mãe tem catarata no olho do CU”. ah sim, cheguei aqui pelo blog da mawá