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Para que? Paraguayyyyyyyyyyyyyyyo* – Parte I

30 Março, 2009 · 20 Comentários

*O título é uma piada interna, mas que dividirei com vocês ao longo das postagens.

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Impossível escrever tudo de uma vez só. Então aí vai a parte I.

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Foram 12 dias em Buenos Aires e somente em Buenos Aires. Nos primeiros planos, havia uma bodega em Mendoza, uma escaladinha no Aconcágua, uma esticadinha em Santiago do Chile, uma atravessadinha no Rio da Prata de navio até Montevideo, uma subidinha em Macchu Picchu, uma descansadinha na Cordilheira dos Andes, uma carreirinha na Colômbia e uma tarde em Itapuã. Mas aí a gente chegou a Buenos Aires e não conseguiu sair mais de lá. E desconfio que pelo menos um de nós quatro voltará à capital argentina nos próximos meses com todas as roupas, livros, discos, DVDs e papagaio para passar o resto da vida caminhando 15 quadras por aquelas ruas largas e cheias de merda de cachorro (calma, mãe, pode enxugar as lágrimas porque, infelizmente, não sou eu).

Mas por que Buenos Aires de novo?

Essa é uma pergunta que muita gente me fez antes de eu embarcar no dia 14 para Buenos Aires. Os “UAU, que legal!” ouvidos há dois anos (quando fui pela primeira vez) ao contar que estava indo para a Argentina deram lugar a um “De novo?” seguido de um muxoxo terrível desta vez.

É bem verdade que eu podia ter juntado dinheiro e ter ido para qualquer outro lugar como o Peru, a Bolívia, a Guiana Francesa, Valinhos ou Tocantins. E é bem verdade também que eu tinha ido há muito pouco tempo, fui em 2007 para comemorar um ano de namoro com um cara que já virou ex há mais de um ano. Jesus, como o tempo passa.

Talvez, e muito talvez, isto esteja relacionado ao fato de ter escolhido novamente Buenos Aires como destino. Quando as coisas são mal terminadas, mal resolvidas e mal lembradas é preciso que a gente cuide disso de alguma maneira. Então eu decidi lembrar de Buenos Aires de uma forma diferente toda vez que ouvisse falar no Maradona, no Gardel, na Mafalda e em frente fria. Mas para isso eu precisaria criar melhores ou piores, mais ou menos felizes, mas novas lembranças.

Aí você poderia me dizer: “pô, Leonor, paga uma terapia que é mais barato” e eu diria que dificilmente o terapeuta teria a cara do Gael Garcia Bernal e me ofereceria uma Quilmes acompanhada de uma empanada de Roquefort.

Um outro forte motivo é que o blog, de certa forma, se tornou uma referência para pessoas que procuram no Google dicas sobre Buenos Aires. Muitos acessos diários vêm de lá e eu me sinto um pouco irresponsável ao dar dicas desatualizadas para pessoas. Por exemplo, o busão não está mais 0,80 centavos de peso. Nem os banheiros mais tão sujos. Mas a água continua com gosto e isto será tratado capítulos à frente.

Fora isso o que mais me incomoda em deixar aquilo tudo desatualizado é a quantidade de gente que me escreve mandando beijinho para o falecido: “Leonor, adorei seu blog. Um beijo para você e um beijo para o namorado”. Porque a maior parte dessas pessoas que entra para ler as dicas de Buenos Aires só lê isso e não se interessa pelo resto do blog. Então fica a dica: vou mandar um beijinho é para a concha de tu madre, falô?!

Tá bom, gente. Vou procurar uma terapia.

argentina

Pero, quien somos nosotros?

Então já disse que mudei de parceiro de viagem. E como queria conhecer o Lado B de Buenos Aires (nada tão romântico, sem passeio de barco no Rio Tigre e sem jantar a luz de velas em Puerto Madero) fui logo com três amigos homens para chutar o pau da barraca. Não, não, vocês entenderam errado. Eram apenas 3 amigos homens. Não tem pau e nem barraca nesta história.

Acabou que eu era o elo de ligação entre os três porque o Mandioca não conhecia o Wandeko, que é amigo do Alê, mas não conhecia o Mandioca. Eu conheci o Alê por causa do Wandeko, conheci o Wandeko por causa do Kung Fu e conheci o Mandioca porque gosto de raízes por causa do Corinthians. Mas o Wandeko é palmeirense e o Alê é bambi. Ai, deu pra sacar? Então vou explicar melhor quem é cada um. Se nós fossemos anões da branca-de-neve:

O Wandeko seria o
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Zangado

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O Mandioca seria o
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Dunga

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O Alê seria o
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Feliz

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E eu seria o
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Ned

Agora sim deu para entender, né?

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(continua…)

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Colegas de trabalho antenados e bem informados

22 Fevereiro, 2008 · 6 Comentários

Aí, ontem, conversávamos na hora do almoço:

- … que nem outro dia, vocês viram? Uma menina que matou a mãe. Parece que ela é lá da PUC – falou um amigo.

- ÃHM? Não vi nada! Jura? Que aconteceu? – perguntei, super empolgada.

- Ah, ela matou a mãe e parece que o cara que a ajudou só foi pego porque comprou uma moto com um monte de euros.

Já tinha ouvido essa história. Busquei nos meus arquivos cerebrais do começo do século e lá estava ela.

- Peraí. Você está falando da Suzane Richthofen?

- É, acho que era esse o nome da menina. Você já ouviu essa história?

Gente, fiquei com medo de contar a ele que o Ayrton Senna morreu e vê-lo cair em uma crise de choro no meio do restaurante.

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Latino da Liberdade

10 Janeiro, 2008 · 2 Comentários

lawkinchon.jpg

Eis que Daygo Laygo decidiu deixar crescer pêlos na face. E a gente, como é melhor amigo, apóia incondicionalmente.

Baby me reva (queblado non tloco)
(adaptação de Rodrigo Martin e apoio moral de Júlio César)

Moça, non sei mais o que pensal
a lazão que fez nos sepalar
selá o destino quem quis achim?

o baby me reva, me reva que eu te quelo, me reva
me reva que o futulo nos espela
você é tudo que eu semple quis
TCHETCHENTA TCHINCO!
o baby me reva
me reva que eu te quelo, me reva
você é tudo que eu semple quis
queblado non tloca!
você é tudo que eu semple quis (e queblado eu non tloco)

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