Por falar em cadarço, outro dia eu fui almoçar aqui perto do trabalho e pedi o prato do dia: filé de frango aos quatro queijos, purê de batata, salada e arroz com cenoura. Aí, quando eu estava no meio da refeição, achei um pedaço de cadarço dentro do meu arroz com cenoura. Daqueles bem encardidos, cadarço de all star. Então eu chamei o garçom:
- Moço, eu pedi arroz com cenoura e só. Aqui está metade do cadarço, a outra deve sair no meu cocô nas próximas horas, mas se quiser eu trago de volta para o dono do tênis.
- Nossa, isso não pode acontecer. Vou falar com a dona do restaurante.
E ele levou para a mulher a metade do cadarço. Depois voltou e disse:
- Na hora de pagar, identifique-se para a dona do restaurante porque ela já sabe o que aconteceu.
Claro que ele não usou o termo “identifique-se”, mas foi isso que eu fiz.
- Boa tarde, eu sou a moça do cadarço – falei no caixa, na intenção de não pagar pela comida mal temperada.
- Cadarço? Que cadarço? – respondeu a proprietária da espelunca, se fazendo de desentendida.
- O que veio no meu arroz com cenoura. Não sabia que hoje era dia de comida indiana aqui.
Aí ela se mostrou um pouco irritada:
- Olha, você vai pagar ou não vai?
- Achei que não fosse precisar, já que não comi. Tenho que pagar a mais pelo cadarço também?
- Moça, paga logo.
- Sua filha da puta do caraleo. Você sabe com quem está falando? – e dei um jab e um direto nela.
Então eu paguei, mas jurei para ela que ia colocar a história aqui no blog. Como ela nunca ouviu falar do Eneaotil, nem ligou.
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Ah, o nome da espelunca é Reserva Pinheiros e fica na Rua dos Pinheiros, nº 754.



