Fosse na década de 90, durante a minha adolescência punk-metaleira-rebelde, eu cuspiria na cara do Gravata só por me convidar para integrar uma lista das dez blogueiras mais bonitas do Brasil. Se me incluísse, então, teria as bolas arrancadas com uma pinça. Porque naquela época ser vista como uma menina bonita era mais ofensivo do que ser chamada de baranga. “Bate na minha mãe, passa a mão na bunda do meu pai, mas não me chama de bonita, afinal, as feministas não lutaram tanto nos anos 70 por direitos iguais para serem só um rostinho bonito e blá blá blá blá.”
Sorte do Gravata que nos anos 90 não existia blog. E se existisse eu não teria nem a pau e boicotaria a internet por ser uma invenção estadunidense para continuar com sua hegemonia diante dos países do terceiro mundo (mesmo que conectasse escondido e desejasse, bem lá no fundinho, ser vista como uma menina bonita – mas eu disfarçava bem debaixo de um coturno sujo).
Com o passar dos anos, a gente começa a ver a vida de uma maneira mais leve. Não deixa de lutar por aquilo que acredita, pelo contrário. Mas aposenta o coturno que machuca e deforma o pé e até arrisca um saltinho, bem pequenininho, de vez em quando. Entende que elogio, seja ele qual for, é sempre o melhor de ouvir. E que é a parte boa de um senso crítico, igual ao que te acompanha desde a adolescência. Aí, minha gente, qualquer paixão diverte e você acha legal integrar as TOP 10, mesmo que tenham sido escritas pela sua mãe: das mais bonitas, das mais engraçadas, dos melhores blogs, das mais simpáticas, das mais divertidas, das melhores companhias, dos amores da vida, das mais inteligentes, das mais irônicas, das mais ácidas, das mais revoltadas, das mais críticas.
Por isso, só tenho a agradecer por ter sido incluída na lista das dez blogueiras mais bonitas do Brasil, ali no blog do Gravata. Obrigada à Gabi, que me indicou; obrigada ao Gravata, que concordou com a indicação; e obrigada ao Doni pelas palavras carinhosas e generosas. De quebra, ainda fiquei amiga do Gravata, que integra o meu TOP 10 de amigos mais legais e talentosos dos últimos tempos.
Para quem discorda da lista, isto é um direito. Para quem acha uma tremenda babaquice, também é um direito, mas fique atento. Só xingar; só ver defeito; só achar que tudo é uma merda; isto é coisa de adolescente. E se você já passou dos 18 anos (tá bom, vai, dos 20), segue a lista dos 10 melhores terapeutas do Brasil.
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Tentando melhorar os meus defeitos e respeitando as minhas qualidades.
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Fodeu, me rendi ao sistema!
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Só um adendo: queria agradecer as indicações do Mark, editor da Paradoxo; da Ana Martins; e da Ana Freitas, para o Eneaotil, no Blogday. Depois vou brincar de fazer a lista dos meus blogs preferidos, mesmo que atrasada.




