Eneaotil

Entradas etiquetadas como ‘filho’

Lucas e a sexualidade – XXV

1 Agosto, 2008 · 15 Comentários

Eu estava no meu quarto, sem blusa, passando bepantol na tatuagem e conversando com o Lucas:

- Sabe, mãe… Quando eu crescer quero fazer só aquelas tatuagens de criança, que saem na água.

- Lucas, você não precisa ter uma tatuagem. Só vai fazer tatuagem se quiser.

- Ah é?

- É. Não é porque eu tenho agora que você tem que ter. Eu só fui fazer depois que tive um filho maravilhoso e que sabe desenhar.

- Ah, mãe… Eu adoro isso.

- O que? A tatuagem ou o elogio que te fiz?

- Não, mãe… Peitos. Eu adoro peitos.

- Peitos??????

- É. E xotinha também.

*morri*

Categorias: Família
Etiquetado: , ,

Justiça! Justiça!

31 Julho, 2008 · 16 Comentários

O que é que acontece quando você manda o seu rebento para uma festinha de filhos de funcionários da empresa da madrasta?

Te entregam o menino às 19h30, loiro, de moicano e cheio de glitter!

Posso escolher? Preferia que tivessem atirado do 6º andar.

Prisão perpétua djá!

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Borboletinha pousou

31 Julho, 2008 · 22 Comentários

- ooooooooOOOOOOOOOps!

Se um dia alguém te disser que tatuagem não dói, mande à merda. Dói, dói bastante mesmo. Pelo menos aí onde eu fiz a borboletinha que o Lucas desenhou quando tinha 3 anos pousar. Aliás, quem a fez pousar foi a Jana, mulher de uma paciência incrível com essa bundona que aqui escreve.

A coisa só melhorou depois que o Silveira, companheiro de aventuras que também foi pintar seu coração quadrado ontem, me levou uma cachaça. Mas com ou sem cachaça eu nem chorei. Juro.

**

Hoje de manhã, na farmácia, a atendente me perguntou:

- Posso te fazer uma pergunta?

- Já fez! (a gente fica malvado depois de tatuar, gente)

- Então outra: o que significa essa tatuagem?

E eu expliquei, super hiper duper paciente:

- Quando meu filho tinha 3 anos, ele desenhou essa borboletinha e eu guardei.

- Borboletinha?

- É…

- Ah tá… (querendo dizer “que bosta”)

- Mas se você quiser, pode achar que eu desenhei uma ameba para homenagear você!

Mentira. Só pensei, não falei.

**

Valeu, Luquinhas, pela arte. Valeu, Jana, por ter feito ela ficar pra sempre em mim. Valeu, Silveira, pela cachaça da boa!

Categorias: Família
Etiquetado: , ,

Sinceridade infantil fode – III

24 Julho, 2008 · 13 Comentários

Chegamos do Rio de domingo para a segunda, depois de uma viagem de 6h em um ônibus da Itapemirim. No mesmo dia, de noite, eu e Lucas voltamos à rodoviária do Tietê para embarcar à Floripanópolis, só que agora em um ônibus da Catarinense.

Na porta do busão, enquanto o motorista recolhia as passagens e conferia os documentos, Lucas percebeu que a Catarinense não tem serviço de bordo, apesar do preço da viagem:

- Vocês não dão lanchinho? – perguntou para o motorista.

- Não, aqui não damos não… – ele respondeu, muito sem-graça.

- Nossa! Ainda bem que eu trouxe comigo meu lanchinho da Itapemirim!

**

Aí, lá dentro do ônibus, Lucas continuava inconformado.

- Pega o travesseiro para mim, mãe, por favor.

- Aqui eles não emprestam travesseiro, Lu.

- Como assim????? Então me passa a coberta que eu estou com frio.

- Também não tem coberta.

- ÃHM? Não tem travesseiro, não tem coberta, não tem lanchinho?? Ainda bem que me sobraram umas bolachinhas aqui na mochila.

Então uma mulher que estava sentada no banco da frente virou para ele e disse:

- Não fica divulgando assim suas bolachinhas que todo mundo vai querer.

- Ah é? Quer minhas bolachinhas? Cem paus!

- Que???? Isso está muito caro.

- Então vai de Itapemirim…

**

Estou quase vendendo meu filho como garoto propaganda da companhia.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Sinceridade infantil fode – II

21 Julho, 2008 · 5 Comentários

Na segunda-feira que saí de férias, minha chefe me ligou cerca de sete vezes e eu tive que trabalhar de casa. Claro que falei uma dúzia (e meia) de palavrões e devo ter mudado de cor diversas vezes, mas fiz o que tinha que fazer para poder relaxar em Florianópolis. No fim da tarde, o telefone tocou e o Luquinhas atendeu, pensando que fosse o pai para desejar boa viagem. Mas era a chefia mais uma vez:

- MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃE, você vai ficar brava de novo, mas é a sua chefe!!!!!! – gritou o Lu. Ainda na linha, claro.

Categorias: A vida como ela é... · Dia-a-dia
Etiquetado: ,

Sinceridade infantil fode

7 Julho, 2008 · 12 Comentários

Dia desses, na festa junina da escola do Lucas, encontrei uma amiga do ex-namorado e começamos a conversar. Ela dá aula para o pré no mesmo colégio, mas quase nunca nos vemos.

- E bliblibli e blábláblá…

- Patati e patatá!

Até que resolvi perguntar se ela já sabia que tínhamos terminado o namoro:

- Já sim. Quer dizer, o Daniel me disse que vocês estavam em crise, mas aí, conversando com a professora do Lucas, eu fiquei sabendo que vocês tinham terminado.

- Como assim “conversando com a professora do Lucas”?

- Parece que o Lucas contou para ela e ela me contou.

Gente, a minha privacidade era mato e o burro comeu.

**

Essa história me lembrou uma outra, do tempo em que eu trabalhava em uma ONG no centro da cidade (sim, eu já sofro com isso faz tempo). Nessa época eu era uma adolescente e, junto com um exército uma equipe, cuidava de 250 crianças de 0 a 6 anos. Uma delas, bem pequenininha, acho que com uns 2 anos e meio, chegou um dia para mim e disse:

- Tia Lelê, essa noite a mamãe chupou o pipi do papai igual pirulito.

Que que você diz em uma hora dessas?

a-) Legal…

b-) Pirulito sabor amendoim?

c-) E aí? O que aconteceu depois?

d-) Faça um desenho sobre isso.

Acho que respondi a opção A, nem me lembro. Só sei que quando a mãe da criança chegou para pegá-la na escola e veio me cumprimentar com um beijinho no rosto, eu imediatamente abaixei para amarrar o cadarço.

Categorias: Dia-a-dia · Família
Etiquetado: ,

Luquinhas xavequeiro

25 Junho, 2008 · 14 Comentários

Sendo criado por duas mulheres, o Luquinhas não tinha como não ser um lord inglês. De vez em quando, meu pai até tenta ensiná-lo a arrotar na frente das visitas, mas ele aprendeu que para conseguir o que ele quer com a mamãe e com a vovó um elogio é muito mais eficiente. E ele arranca suspiro das senhorinhas do prédio quando abre a porta do elevador e diz:

- As damas primeiro…

Durante o almoço ou o jantar, ele sempre elogia a comida:

- Vó, está nota 1000!

- Mãe, isto está divino!

Dá gosto cozinhar para o Luquinhas e minha mãe acaba sempre perguntando o que ele quer comer, só para preparar aquilo que ele tem vontade e ouvir um elogiozinho.

No sábado, no aniversário do meu primo, minha tia lhe mostrava um álbum antigo, de quando ela e mamãe ainda eram mocinhas e ele mandou um:

- Nossa, mas vocês estão muito melhores agora…

Nem preciso dizer que Luquinhas ganhou muito mais brigadeiro na hora dos “Parabéns”, né?

Mas nesta segunda-feira ele se superou. Jantávamos eu, mamãe, papai e ele, um caldo verde delicioso:

- Vó, se você desse essa sopa para o prefeito, ele te daria a chave da cidade…

Vai conseguir o que quiser na vida esse garoto.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Crise existencial

17 Junho, 2008 · 14 Comentários

Eu falava com o cachorro que nem débil mental agora de noite:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAi, que bizuzinho mais bonitinho da mamãe, nheco nheco cuti cuti.

O Lucas viu e ficou com ciúmes:

- Poxa… Você só fala assim com o Tobby.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi, Luquinhas. Mas você também é o bizuzinho mais bonitinho da mamãe, nheco nheco cuti cuti.

- Credo, mãe. Você me trata igual a um cachorro!

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Você sabe que está velha quando…

9 Junho, 2008 · 3 Comentários

… tem que trocar o pijama para buscar o seu filho em uma festinha, às 22h30 de uma segunda-feira.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Coincidências

28 Maio, 2008 · 14 Comentários

Essa aconteceu há alguns meses:

- Mãe, que dia eu nasci?

- No dia 12 de novembro, Lucas!

- DOZE DE NOVEMBRO?????????????????? Não acredito, mãe!!!!!!

- Por que, Lucas?

- Porque é o dia onde tudo acontece! Eu nasci em 12 de novembro, eu fiz meu aniversário de um ano em 12 de novembro, de 2 anos em 12 de novembro, de 3 anos em 12 de novembro, de 4 anos em 12 de novembro, de 5 anos em 12 de novembro e de 6 anos em 12 de novembro. E acho que o de 7 anos também vai ser em 12 de novembro!

- Sim!

- Fantástico, mãe.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Pizza de merda

21 Maio, 2008 · 5 Comentários

O Lucas tem um jogo que se chama Pizzaria Maluca. O objetivo é que você consiga terminar de montar o seu pedaço de pizza antes dos outros concorrentes. Para isso, é preciso andar pelo tabuleiro e rezar para cair nas casinhas dos ingredientes. Há também cartas de sorte ou azar, que te fazem conseguir brócolis, ovo e presunto (jesus, que pizza é essa?) de uma vez só, ou te fazem perder tudo.

Enfim, dia desses eu jogava Pizzaria Maluca com o Lucas e toda vez que ele ganhava um ingrediente, ele cantava:

- AAAAAAAAAAAAALELUIA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAALELUIA! ALELUIA! ALELUIA! ALEEEEEEEEEEEEELUIÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

O ovo e:

- AAAAAAAAAAAAALELUIA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAALELUIA! ALELUIA! ALELUIA! ALEEEEEEEEEEEEELUIÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

O tomate e:

- AAAAAAAAAAAAALELUIA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAALELUIA! ALELUIA! ALELUIA! ALEEEEEEEEEEEEELUIÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

O queijo e:

- AAAAAAAAAAAAALELUIA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAALELUIA! ALELUIA! ALELUIA! ALEEEEEEEEEEEEELUIÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!

Já estava me dando no saco. Até que, faltando um só ingrediente para terminar seu pedacinho de pizza, ele caiu em uma carta de sorte ou azar. E o Lucas, super otimista, começou a cantar antes mesmo de ver qual era a carta:

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAi, que merda!

Ele tinha perdido tudo.

Categorias: Dia-a-dia · Família
Etiquetado: ,

Futebol dos sonhos

8 Maio, 2008 · 22 Comentários

Chegou pela agenda escolar do Luquinhas um convite para os pais assistirem o futebol na última segunda-feira. Até então, eu tinha que ficar esperando acabar a aula debaixo da escada e só conseguia ouvir uma última rodada de perguntas, que meu filho sempre foi muito bom em responder porque a sua pilantragem capacidade intelectual é invejável. Como o Lucas não tem a menor vergonha na cara e seus coleguinhas são tímidos, ele sempre ouve a resposta baixinha do amiguinho e grita bem alto como se tivesse sido o primeiro a responder.

- Meus parabéns, Lucas – diz o professor.

Enfim, eu nunca pude ver a habilidade do meu filho com a bola desde que ele entrou nas aulas de futebol, embora pudesse imaginar. Porque a minha família tem uma tradição em fazer algo mil anos e continuar péssima naquilo. Por exemplo: eu jogo sinuca há uns 6 anos e continuo um fracasso completo. Meu primo toca guitarra há 15 anos e nunca conseguiu fazer parte de uma banda. Meu irmão joga videogame desde antes do Atari e, muito provavelmente, nunca chegou ao final de um jogo. Se minha mãe começar a tricotar um cachecol para mim ela terá o que fazer a vida toda. Meu pai até hoje não terminou de ler Meu pé de laranja lima. E minha cachorra tinha tanta preguiça de morrer que viveu 17 anos.

***

O bilhete dizia:

“Senhores pais, vocês estão convidados para assistir “O Futebol dos Sonhos” com as crianças do pré III e da primeira série. Compareçam na unidade G2, segunda-feira, às 17h50″.

Eu cheguei lá pelas 18h10 porque pontualidade também nunca foi o meu forte. O Lucas já fazia um aquecimento, chutando uma mini bolinha e eu achei um tremendo avanço porque bola e pé nunca deram certo para ele.

Meu filho recebeu um colete azul junto com outros cinco amigos: um porquinho, um outro corinthiano, dois bambizinhos e um tão inexpressivo que nem lembro que camisa vestia. Todos da primeira série. E o time foi jogar contra a equipe laranja, formada pelos pequenininhos do pré III. Uma completa covardia.

Logo na saída, meu filho tomou uma entortada de um menininho de 4 anos que o deixou completamente sem reação. O resto foi um total pesadelo, mas ele pareceu estar se divertindo. Eu não parei de incentivar um só minuto na arquibancada:

- É isso aí, filhão!!!! Mostra que você não é tão ruim assim!! Cala a boca da mamãe!!! Vai Corinthians!!!

***

Depois de mais duas partidas incríveis do mais puro futebol arte, o professor deu o exercício final. Entregou uma bolinha para cada criança e explicou que elas teriam que chutá-la até um gol, levá-la até o outro gol e balançar a rede novamente. Isso seis vezes.

Lucas esqueceu que eu estava na arquibancada, olhando apenas para ele e achou que ninguém o observava. Aproveitou a muvuca de crianças jogando todas ao mesmo tempo, segurou a bola com as mãos, foi até o gol e arremessou-a, tipo o Maradona. Olhou em volta, viu que o professor não tinha visto e gritou:

- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAÇO!

Segurou a bola de novo, correu até o outro gol e fez mais um golaço. Com as mãos.

E o pilantra só fez isso cinco vezes.

***

Na volta para casa:

- Lucas, existe um esporte próprio para fazer gols com as mãos. Chama-se Handball, sabia?

- Ah é, mãe? Legal.

- E do jeito que você é bom nisso, poderia ser o artilheiro da seleção brasileira de handball.

Foi aí que ele percebeu que eu tinha visto tudo. Me olhou fixo nos olhos e chorou. De tanto rir.

Categorias: Família · Futebol
Etiquetado: ,

Surpresa

8 Maio, 2008 · 6 Comentários

- Mamãe, estou fazendo um presente de dia das mães na escola e não posso te contar o que é…

- É, Lu? Que legal!

- Vou te dar uma dica: tem duas palavras. A primeira começa com PO, tem a família do TA no final. A segunda começa com RE.

- Um porta-retrato?

- Que droga, mãe! Como você adivinhou?

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Tatuagem

26 Abril, 2008 · 14 Comentários

O Eric deu a idéia e vou tatuar a borboleta do Lucas, que ele fez quando tinha 3 anos. Basta agora achar um grande artista, à altura do meu filhote.

Categorias: Família
Etiquetado: , , ,

Perspicaz

17 Abril, 2008 · 3 Comentários

Descendo a rua da ladeira com o Lucas, na volta da escola, avistamos um prédio enorme em construção (e é o que mais tem na Vila Pompéia). Nele, estava escrito , bem grande. Aí o Lucas, encantado, gritou:

- OLHA, MÃE!!!! ESSE PRÉDIO É DA MESMA MARCA QUE A NOSSA PRIVADA!!!!!!!!!!!!!

Categorias: Dia-a-dia
Etiquetado: ,

- Nojento! Tchããããns!

10 Abril, 2008 · 21 Comentários

Das minhas habilidades de sádica boa mãe, a mais sanguinolenta de todas é a de arrancar os dentes do meu próprio filho. E antes de você chamar o Conselho Tutelar, faça-me o favor de ler o resto desse post.

Apesar de muitas vezes o Luquinhas merecer que isso aconteça quando os dentes ainda estão rijos, eu só os arranco em caso de amolecimento. Mando o meu filho abrir a boquinha, balanço o dentinho para lá e para cá e, quando o Lucas já está sentindo coceguinhas, Crash! Soc! Tum! Poim! Poft!, eu giro o dente e o arranco. E faz exatamente esse barulhinho.

Mas, acreditem, qualquer coisa é melhor do que ir no Luizinho.

***
Ontem, aproveitando que o Luquinhas estava vendo dinossauros cor-de-rosa de tanto antibiótico e analgésicos por conta de uma dor de garganta, eu o chamei na cama da vovó:

- Filhinho, deita aqui… Deixa a mamãe ver o dentinho!

E CRASH! SOC! TUIM! POIM! POFT! TOING!

Porque arrancar dente da frente dá muito mais trabalho.

Depois de se dar conta de que ainda estava vivo, Tiririquinha Lucas parou de conversar com São Pedro e foi se olhar no espelho.

- Afffffffffffdofffffffffffreifffffffff! – exclamou.

Tudo porque o Lucas sempre se sentiu inferior por não saber assoviar e agora ele assovia até dormindo.

***

O caso é que toda criança e todo velho um dia passa por isso e cabe a nós, adultos de bom coração, fingir que ela continua bonitinha, já que ninguém nessa vida consegue permanecer uma gracinha sem o seu principal artilheiro ou a sua dupla de ataque.

Eu, por exemplo, achava meu filho o menino mais bonito do mundo e agora ele parece pronto para fazer o comercial do Licor de Cacau Xavier. Mas dentre os meninos banguelinhas mais esquisitos da Terra, ele continua o mais bonito.

***

Minha mãe parece ser um caso à parte e quando eu perdi o Tevez, aos 7 anos de idade, ela continuou me achando uma belezinha. Ou decidiu me sacanear.

Naquela época, na década de 80, era muito comum algum fotógrafo pilantra bater na porta das casas e oferecer um book fotográfico para as mães de meninas banguelas ao preço do FIAT 147 dos pais. E a mamãe, que ainda me amava e sonhava conhecer Paris com a filha modelo, pediu para o papai vender o carro.

Veja bem: eu estava banguela do dente da frente, o fotógrafo era um pilantra, eu tinha 7 anos, era década de 80 e o preço do book era uma fortuna. Dá para piorar?

Sempre dá:

Pedófilos, go home! Eu usava ombreiras!

Cabelo Mara Maravilha, botões dourados, casaquinho com ombreiras, conjuntinho e bustiê. Dá para piorar?

Sempre dá, gente… Sempre dá:

A arte de queimar o próprio filme

E é por isso que a mamãe não conhece Paris.

Categorias: Família · infância
Etiquetado: , , , ,

Otimismo e fé

9 Abril, 2008 · 6 Comentários

Luquinhas doente, conversando com a minha mãe:

- Ai, vó… acho que vou sair dessa!

- Como assim, Luquinhas?

- Não vai ser dessa vez que eu vou morrer…

Categorias: Família
Etiquetado: ,

As alegrias da leitura e da escrita

7 Abril, 2008 · 5 Comentários

Ontem, no Butantan:

- Lucas, lê o nome dessa cobra!
- Pa…pa…pin…to! HAHAHHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHHAHAHA

Categorias: Dia-a-dia · Família
Etiquetado: , ,

Profissão perigo

4 Abril, 2008 · 16 Comentários

Veja bem: meu filho decidiu que será um fracasso intelectual. Mas, ao contrário de todos nós da família, leitores assíduos até de bula de remédio, Luquinhas pode ganhar algum dinheiro. Outro dia fui buscá-lo no colégio, carregando páginas do blog impressas nas mãos:

- O que é isso que você está segurando, mãe?

- São histórias que eu escrevo.

- Ah, eu também quero escrever uma história.

- Quando crescer, você pode ser escritor, Luquinhas.

- Não! Eu vou vender entradas de cinema.

- Virgemaria!

- Aliás, vou fazer melhor! Eu vou vender pipoca e refrigerante no cinema!

- Você quer dizer que vai ser o dono de uma rede de bombonieres em todos os cinemas da galáxia?

- Não, só vou ser o vendedor mesmo. Lá no shopping da Lapa*.

* O shopping mais falido, mais mofado e zicado de toda a Zona Oeste paulistana.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Dúvidas universais

2 Abril, 2008 · 8 Comentários

Luquinhas chegou para mim outro dia e perguntou da onde viemos.

- É assim, filho: uma abelhinha traz o pólen até a mamãe e…

- Não, mãe. Quero saber de onde vem a humanidade.

- Ah, o ser humano? Você vai ouvir por aí que a mulher veio de uma costela do homem, mas é tudo mentira. A gente veio dos macacos!

- Dos macacos????

- Sim! Com o passar do tempo, milhões e milhões de anos, os macacos evoluíram e se tornaram seres humanos.

Aí ele pensou um pouco e perguntou:

- Mas, mãe, com o passar do tempo, os macacos de hoje podem se tornar humanos?

- A espécie sim.

- E os humanos? Com o passar do tempo se tornarão o que?

Alguém me ajuda a responder essa?

Categorias: Dia-a-dia · Família
Etiquetado: ,

O melhor futebol do mundo

26 Março, 2008 · 5 Comentários

Fui buscar o Lucas no futebol na segunda-feira e no fim da aula sempre tem uma rodada de perguntas. As mães e os pais ficam em seus devidos lugares – debaixo da escada – esperando os filhos enquanto eles repassam o que aprenderam durante a aula.

Então eu ouvi o professor perguntar:

- Quanto foi o jogo do Corinthians ontem?

- 1 a 0!

- E o do São Paulo?

- 1 a 0!

- E o do Santos?

- 1 a 0!

Foi aí que me dei conta de que esse Campeonato Paulista está chato pra caraio.

Categorias: Família · Futebol
Etiquetado: , ,

Um verdadeiro baile de Rock’N'Roll

26 Março, 2008 · 8 Comentários

Lucas desenhou na escola o que, para ele, é um autêntico baile de rock’n'roll. A arte é dele, as idéias também. Só os garranchos são meus (escrevendo as devidas explicações do meu filhote para cada um de seus traços – mas nem precisava, né?).

lucas_.jpg

* Clique no desenho para ver tudo maior e ser mais feliz

 

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Aprendendo a dividir

25 Março, 2008 · 4 Comentários

- Lucas, você repartiu o ovo de páscoa ontem na escola?

- Reparti sim. Em dois.

- Ah, que bonitinho.

- E comi os dois.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Craque (contundido) da mamãe

18 Março, 2008 · 7 Comentários

Aí eu mandei meu filho [piada sem precedentes racistas] 100% branco [/piada sem precedentes racistas] ontem para a escola e ele voltou com o dedão da mão esquerda preto.

Parece que o futebol começou às 5h40 e às 6h10 ele já estava estrebuchando debaixo do pé de um menininho. Como mãe zelosa que sou, eu estava pelas proximidades da escola, na padaria ao lado da MTV, comendo um pedaço de pizza na mesa em frente ao Sepultura e espantada com o fato da banda ainda existir. Então meu telefone tocou:

- Leonor? É a Jô aqui da escola. É o seguinte: o seu filho é goleiro, né? E aí ele foi lançar a bola quando foi chutado por um menino e agora está com o dedo preto.

Goleiro??? Como assim goleiro??? Então eu tinha que ter ganhado um desconto na hora da matrícula!

**

Cheguei lá e dei de cara com o coordenadora mercadológica pedagógica:

- Ai, que lindo seu cabelo novo, nem te reconheci. Você viu que seu filho se machucou, né?

- Sim, por isso estou aqui mais cedo. Até ia te procurar porque hoje mesmo eu dei seis cheques para o futebol e se ele quebrou o dedo e tiver que ser afastado por um tempo vou querer que ele reponha essas aulas.

- Ah, mas você vai ver que não vai ser nada. Não vai tirar o seu filho do futebol por causa disso.

- Mas não foi isso o que eu disse. Pedi para que, se for o caso, ele possa repor as aulas.

- Ah, imagina. É bom que a criança se machuque um pouco. Essas coisas acontecem.

- Bom porque não foi em você. Deve ter doído pra caralho!

**

Lucas já estava jogando de novo, com o dedo um pouco inchado e a unha toda preta.

- Vamos ao hospital para tirar um raio-X, Lu.

- Ah, não! Não quero! Não quero! Vai doer! Vão me matar! – e começou a chorar.

Os cientistas podiam pesquisar os motivos para a cagalhonice do gênero masculino. Devem estar todos no cromossomo Y.

**

No caminho ao hospital, quando Lucas parou de chorar, ele me disse:

- Puxa, mãe. Se fosse um corinthiano que tivesse feito isso, eu ia ficar muito chateado.

- Quem foi que fez isso, Lucas?

- O Luca. É Palmeirense, mãe. E palmeirense é tudo grosso.

**

Luca Brasi sleeps with the fishes.

**

Já na fila do raio-X, decidi perguntar:

- Filho, quantos gols você tomou até se machucar?

- Dois, mãe!

- Putz, ainda bem que te machucaram porque senão seu time ia perder de goleada…

- Na verdade, mãe, foram três.

- G-zus, Lucas. Você é pior do que eu pensava.

- Quer dizer, foram quatro, mãe.

- Nossa, quem é você? O Rogério Ceni?

- Mãe, tá bom, vou falar a verdade. Eu tinha tomado cinco gols…

**

Então, já na sala da médica:

- Lucas, seu dedo está ótimo, foi só a pancada. É bom você colocar a mão em uma cumbuca cheia de gelo…

- Cumbuca não, peloamordedeus, cumbuca não!!!!!! Eu não quero cumbuca!!!!

- Lucas, você sabe o que é uma cumbuca?

- Não…

- É um pote!

- Ah…

Aí a médica me chamou de lado para contar longe dele que talvez a unha caia nos próximos dias.

Segunda-feira que vem tem mais!

Categorias: Família · Futebol
Etiquetado: , ,

14 Março, 2008 · 8 Comentários

Lucas chegou da escola me pedindo para ouvir Donga, Chiquinha Gonzaga e Adoniran Barbosa. E agora está lá na sala, cantarolando “Um Samba no Bixiga“. Juro, às vezes fico assustada com o tanto que ele é legal.

**

Pena que na hora que as crianças perguntaram para a professora o que era Bracciola, ela disse que era um tipo de queijo italiano. Putaquel.

Categorias: Família
Etiquetado: ,

Craque da mamãe

11 Março, 2008 · 8 Comentários

Lá em casa, futebol sempre foi uma coisa de fêmea. Foi por causa da mamãe (embora ela nem ligue muito hoje) que papai começou a ir em estádio para torcer pelo Coringão. Já o meu irmão, um verdadeiro craque nos computadores, não servia nem para goleiro do pior time da Liga Infantil dos Índios Mancos de Cabrobó da Serra. Foi uma vez só comigo em jogo, quando o Timão perdeu para o Santos naquela final do Brasileiro (lembra? Primeiro jogo, um toró horroroso e no segundo, as pedaladas do Robinho).

O meu avô materno achava que eram 22 idiotas correndo atrás de uma bola. E o meu avô paterno gostava mesmo era de corrida de cavalos. Enfim, sobrou a mim saber o que é um impedimento e entender porque é que só aquele homem parado debaixo do gol pode segurar a bola com as mãos.

Apesar da minha pouca habilidade com os pés, no ginásio eu era sempre a terceira a ser escolhida para o time no meio de 20 garotas. Depois da Arilma (que tinha nome de craque) e da Fernanda, uma skatista que fazia gols porque todo mundo morria de medo dela e saía correndo toda vez que ela se aproximava. Até joguei na equipe da Universidade, mas aí eu tenho certeza que era por falta de opção.

Então, quando o Lucas nasceu, vi nele a possibilidade de uma companhia para os jogos no estádio e partidas de domingo na televisão. E o pequeno nasceu corinthiano apaixonado porque com pouco mais de dois anos de idade ele pedia para ligar o rádio, sentava em um banquinho e ficava ali em frente ao aparelho pelos 90 minutos seguintes.

Daí para o Luquinhas começar a ganhar bola de futebol de presente de aniversário não demorou muito. As bolas se acumulavam debaixo das estantes e ele nem aí para o brinquedo, porque, apesar de adorar ir aos jogos comigo, assisti-los e ouvi-los, o Lucas tinha ojeriza a jogar futebol. Nos dois primeiros minutos de uma peladinha, ele se irritava, segurava a bola com as mãos, levava-a até o gol, lançava-a, comemorava e pronto: “vamos para casa!”

Isso porque o DNA nunca falha e o horror a jogar futebol sempre foi proporcional ao amor e a habilidade no computador e no videogame, totalmente dominados pelo Luquinhas. Igualzinho ao titio. Com menos de quatro anos, meu filho já sabia para que funcionavam os botões “Scroll Lock”, “Pause Break”, “Insert”, “Home”, “End”, “Page Up” e “Page Down” de um teclado, coisa que eu não faço a menor idéia.

***

Quando o Luquinhas chegou para mim, na semana passada, e pediu para ser matriculado no futebol, eu quase infartei.

- Alguém te ameaçou, filhote?

Mas não. Era de sua livre e espontânea vontade.

A primeira aula foi ontem, logo após o horário normal da escola. Das 17h40 às 19h10. Uma hora e meia inteirinha para aprender que futebol se joga com os pés.

Cheguei na porta da escola dele às 18h30 para pegá-lo, ansiosa por notícias. Mas a porta para os pais só foi aberta dois minutos antes do horário final, para pegarmos as mochilas enquanto as crianças terminavam a aula.

Pude ouvir o fim de uma roda de conversa do professor com os alunos:

- Então, crianças, vamos retomar o que aprendemos hoje! Quantas vezes o Brasil foi campeão da Copa América?

- Duas!!! – gritou um menino.

- Três!!! – chutou outro.

- Uma!!! – respondeu o Lucas.

- Não, oito! – corrigiu o professor – E quantas vezes o Brasil foi campeão da Copa do Mundo?

- Doooooooooooooooze!!!! – falou um.

- Dezesseeeeeeeeeeeeeeeeete!!! – disse o colega.

- Não, cinco! – não desanimou o professor – E quantos gols o Pelé fez em toda sua carreira?

- Deeeeeeeeeeeeez!!! – exclamou o Lucas.

- Quatro!!! – afirmou o amigo.

- O que é carreira? – perguntou um menininho.

- Não!! Foram 1290 – respondeu o professor.

- NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Um timaço.

**

- Lucas, gostou da aula de futebol?

- Adorei, mãe.

- Vai querer vir toda segunda?

- Sim! Mas, mãe, eu sou pééééééééééééééééééssimo no futebol. Péssimo.

- Eu também, pequeno.

E ele me sorriu um sorriso aliviado de quem não precisa ser bom em tudo. Só precisa ser feliz.

Categorias: Família · Futebol
Etiquetado: , ,

Bullying e histórias relacionadas

6 Março, 2008 · 2 Comentários

* Enquanto nada de muito interessante acontece na minha vida, aproveito para inaugurar uma nova categoria. Na “Vale a pena ler de novo?” postarei histórias mais antigas já escritas, tanto no finado Subversiva, quanto no finado e enterrado Indecências. Essa debaixo foi escrita em 23 de Agosto de 2007, nem faz tanto tempo assim.

Eu nunca acreditei muito nesse papo de que criança é um bicho puro, indefeso e ingênuo, visto que sempre fui uma criança zoada até aprender a zoar todas as outras. No pré, as menininhas mais patricinhas riam de mim por causa do meu nome ou porque, desde cedo, eu não era fofucha e rosada. Nem tão boa na aula de religião.

Depois eu estiquei demais, emagreci demais, perdi os dois dentes da frente e entrei naquela fase medonha e disforme da pré-adolescência, onde todos merecem ser zoados. Além do que, eu sempre usei roupas de meninos herdadas do meu irmão e do meu primo, nunca quis fazer ballet, era fã de futebol e colocava taturanas na cabeça.

Fui a última da turma a ter peitinhos, vivia com as canelas roxas, usava uma maria chiquinha de lado nos anos oitenta e, já na adolescência, vestia roupas largas e camisetas de banda de rock. Na fase grunge, escondia a falta de bunda com camisas xadrezes de flanela amarradas na cintura e na fase mais punk rock guardava as canelas finas em coturnos pretos que iam até o meio da perna.

Quando fazia muito frio, vestia uma touquinha do Timão e matava a minha mãe de desgosto, que me apelidou carinhosamente, naquela época, de “mulamba girl”.

Aí entrei na minha fase piqueteira-Che-Guevara e eu tinha certeza que a revolução estava próxima. Eu acho que até hoje não sou muito convencional, o que faz as pessoas torcerem um pouco o nariz assim que me conhecem. E todo mundo só não sai correndo de vez porque, no fim das contas, eu sou até divertida.

Por causa de todo esse histórico, eu tive de aprender cedo a técnica do zoe-antes-que-te-zoem, que consiste em achar o ponto fraco alheio e fazer com que ele vire uma piada. E contá-la em público assim que o fulano reparar nas suas canelas finas. É o tal do bullying que, se feito de forma exagerada e humilhante, pode levar o fulano a entrar atirando em repartições públicas ou em salas de aula do ensino médio.

***

Luquinhas, outro dia, contava a mim e ao Daniel que tem um amigo com sobrepeso (vamos usar termos menos agressivos) em sua sala de aula.

- Ele fica bravo quando todo mundo começa a rir e a chamá-lo de bolo de almôndega.

Na hora eu quis rir, mas quando se é mãe tudo muda e é a sua vez de dar o exemplo:

- Que coisa feia, Lucas. Não pode chamá-lo assim. Você gostaria que te chamassem de perninha de sabiá (Lucas é magrinho)? Ou de lobinho (Lucas é peludinho)?

Mas parece que o sermão não adiantou muito. Outro dia fui levá-lo na escola e estávamos esperando o portão abrir quando encostou uma perua escolar:

- É a perua do baleinha!

***

Na sala do Lucas também há um menino que vive fazendo cocô na calça. Não é tão normal nessa idade, afinal, com quase seis anos, as crianças saíram das fraldas faz tempo e já conhecem tudo sobre o vaso sanitário.

Parece que é um trauma que o menino tem de descarga e, ao invés de cagar e não dar descarga, ele se borroca todo, tadinho. E os coleguinhas de classe, ao invés de dizerem que vai ficar tudo bem e fazerem um cafuné em sua cabeça, isolam o menino no canto da sala (deve feder, gente) e cantam músicas como:

“O peido é um aviso
Mandado pelo intestino
Avisando o chefe bunda
Que o trem bosta já vem vindo”

Um bando de canalhinhas. Não foi uma, nem duas vezes que cheguei na escola para buscar o Lucas e encontrei o Thiago chorando, sem amigos. É quase todo dia e nem preciso mais perguntar para o meu filho qual é o motivo:

- Fez cocô na calça, mãe!

E eu explico todos os dias que tem que dar uma força para o Thiago porque quanto mais eles riem, pior fica a situação do menino. O trauma vai aumentando e eu imagino o Thiago chorando no canto do escritório e tendo que passar pelo RH para dar baixa na carteira de trabalho pela centésima quinta vez em menos de um ano, afinal é preciso fazer cocô todos os dias.

Mas a Bia costuma afirmar que a Roda da Fortuna nunca falha, seja lá o que isso quer dizer. Outro dia eu estava no trabalho e minha mãe me chamou no google talk para contar que o Luquinhas tinha feito cocô na calça. Eu fiquei surpresa, mas imaginei que o desenho animado devia estar divertido à beça, que a preguiça foi maior do que a vontade e que isso pode acontecer com todo mundo (não, gente, não acontece comigo. Nem quando vejo Bob Esponja).

Lembrei do Thiago imediatamente e decidi que quando buscasse o Lucas na escola ia usar o episódio da manhã como exemplo para que ele nunca mais zoasse o cagãozinho coleguinha. E também pensei em me redimir de todos os meus pecados, da infância até os dias de hoje, e comprar para o baleinha outro menininho uma daquelas camisetas “Sou gordo e posso emagrecer. E você que é feio?”, mas nenhum deles ainda sabe ler.Só que eu não podia dizer para o Lucas que a mamãe tinha me contado o episódio porque ia soar como fofoca e ele ficaria envergonhado. Precisava arranjar uma maneira de fazer com que ele me contasse.

Quando fui buscá-lo, no fim da tarde, esperei um tempo para ver se me contava espontaneamente e nada. Aí resolvi perguntar sobre o Thiago:

- E aí, Lucas? Como está o Thiago? Ele melhorou ou fez cocô na calça hoje de novo?
- Fiz!

Categorias: Vale a pena ler de novo?
Etiquetado: , ,

Ensinando religião para a criança – II

3 Março, 2008 · 4 Comentários

Outro dia, passei com o Lucas em frente a uma escola de freiras e ele avistou uma delas, apontou e gritou:

- Olha, mããããããããe! Uma padre!

- Não, Lucas. Isso é uma freira.

- O que??? Uma pêra???

Surdez e confusão religiosa são hereditárias.

Categorias: Família
Etiquetado: , ,

Lucas de saia

28 Fevereiro, 2008 · 4 Comentários

A Mônica viu essa e lembrou do Luquinhas:

haha-dork-i-bet-your-dogs-name-is-ipod.jpg

Categorias: Família
Etiquetado: , ,

Complexo de Édipo

22 Fevereiro, 2008 · 2 Comentários

Todo menino que se preze é apaixonado pela mãe até os 8 anos e depois dessa idade morre de nojo de si mesmo por conta disso. O Lucas ainda tem 6 e outro dia ele me olhava embevecido. Resolvi retribuir o olhar:

- Ai, Lucas… Eu te amo tanto que poderia olhar o dia todo para você sem me cansar.

- Ai, mãe… E eu te amo tanto que eu poderia te beijar na boca por horas e horas sem me cansar.

Morri.

Categorias: Família
Etiquetado: ,