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Ninguém respeita o Timão Kung Fu

3 Junho, 2008 · 20 Comentários

Depois do Kung Fu, passei no mercado hoje de manhã e comprei um toddynho e uma bolacha de chocolate Bono porque precisava repor minhas calorias. Eu vestia (e visto ainda, não estou pelada) um agasalho do Corinthians e levava pendurada no pescoço a minha sacolinha escrita em letras garrafais “TAT WONG KUNG FU ACADEMY”.

O atendente olhou para mim e disse:

- Corinthiano tem que passar ali naquele outro caixa.

- Por que? Só ali que passam os seres evoluídos? – eu respondi.

- Não, ali é o caixa da segundona. Aqui já é terça.

- Então vai tomar no meio do seu cú, seu filho da puta – e dei um jeb em punho de pantera nele.

Tá, seria lindo se eu tivesse feito isso de verdade. Mas juro que peguei o troco, respirei fundo, enfiei o canudinho no meu leite, matei ele em uma golada olhando fundo nos olhos do atendente e amassei a caixinha com uma mão só. Mas não sei se ele ficou com medo, não.

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6 Maio, 2008 · Digite sua senha para ver os comentários

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Craque (contundido) da mamãe

18 Março, 2008 · 7 Comentários

Aí eu mandei meu filho [piada sem precedentes racistas] 100% branco [/piada sem precedentes racistas] ontem para a escola e ele voltou com o dedão da mão esquerda preto.

Parece que o futebol começou às 5h40 e às 6h10 ele já estava estrebuchando debaixo do pé de um menininho. Como mãe zelosa que sou, eu estava pelas proximidades da escola, na padaria ao lado da MTV, comendo um pedaço de pizza na mesa em frente ao Sepultura e espantada com o fato da banda ainda existir. Então meu telefone tocou:

- Leonor? É a Jô aqui da escola. É o seguinte: o seu filho é goleiro, né? E aí ele foi lançar a bola quando foi chutado por um menino e agora está com o dedo preto.

Goleiro??? Como assim goleiro??? Então eu tinha que ter ganhado um desconto na hora da matrícula!

**

Cheguei lá e dei de cara com o coordenadora mercadológica pedagógica:

- Ai, que lindo seu cabelo novo, nem te reconheci. Você viu que seu filho se machucou, né?

- Sim, por isso estou aqui mais cedo. Até ia te procurar porque hoje mesmo eu dei seis cheques para o futebol e se ele quebrou o dedo e tiver que ser afastado por um tempo vou querer que ele reponha essas aulas.

- Ah, mas você vai ver que não vai ser nada. Não vai tirar o seu filho do futebol por causa disso.

- Mas não foi isso o que eu disse. Pedi para que, se for o caso, ele possa repor as aulas.

- Ah, imagina. É bom que a criança se machuque um pouco. Essas coisas acontecem.

- Bom porque não foi em você. Deve ter doído pra caralho!

**

Lucas já estava jogando de novo, com o dedo um pouco inchado e a unha toda preta.

- Vamos ao hospital para tirar um raio-X, Lu.

- Ah, não! Não quero! Não quero! Vai doer! Vão me matar! – e começou a chorar.

Os cientistas podiam pesquisar os motivos para a cagalhonice do gênero masculino. Devem estar todos no cromossomo Y.

**

No caminho ao hospital, quando Lucas parou de chorar, ele me disse:

- Puxa, mãe. Se fosse um corinthiano que tivesse feito isso, eu ia ficar muito chateado.

- Quem foi que fez isso, Lucas?

- O Luca. É Palmeirense, mãe. E palmeirense é tudo grosso.

**

Luca Brasi sleeps with the fishes.

**

Já na fila do raio-X, decidi perguntar:

- Filho, quantos gols você tomou até se machucar?

- Dois, mãe!

- Putz, ainda bem que te machucaram porque senão seu time ia perder de goleada…

- Na verdade, mãe, foram três.

- G-zus, Lucas. Você é pior do que eu pensava.

- Quer dizer, foram quatro, mãe.

- Nossa, quem é você? O Rogério Ceni?

- Mãe, tá bom, vou falar a verdade. Eu tinha tomado cinco gols…

**

Então, já na sala da médica:

- Lucas, seu dedo está ótimo, foi só a pancada. É bom você colocar a mão em uma cumbuca cheia de gelo…

- Cumbuca não, peloamordedeus, cumbuca não!!!!!! Eu não quero cumbuca!!!!

- Lucas, você sabe o que é uma cumbuca?

- Não…

- É um pote!

- Ah…

Aí a médica me chamou de lado para contar longe dele que talvez a unha caia nos próximos dias.

Segunda-feira que vem tem mais!

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Craque da mamãe

11 Março, 2008 · 8 Comentários

Lá em casa, futebol sempre foi uma coisa de fêmea. Foi por causa da mamãe (embora ela nem ligue muito hoje) que papai começou a ir em estádio para torcer pelo Coringão. Já o meu irmão, um verdadeiro craque nos computadores, não servia nem para goleiro do pior time da Liga Infantil dos Índios Mancos de Cabrobó da Serra. Foi uma vez só comigo em jogo, quando o Timão perdeu para o Santos naquela final do Brasileiro (lembra? Primeiro jogo, um toró horroroso e no segundo, as pedaladas do Robinho).

O meu avô materno achava que eram 22 idiotas correndo atrás de uma bola. E o meu avô paterno gostava mesmo era de corrida de cavalos. Enfim, sobrou a mim saber o que é um impedimento e entender porque é que só aquele homem parado debaixo do gol pode segurar a bola com as mãos.

Apesar da minha pouca habilidade com os pés, no ginásio eu era sempre a terceira a ser escolhida para o time no meio de 20 garotas. Depois da Arilma (que tinha nome de craque) e da Fernanda, uma skatista que fazia gols porque todo mundo morria de medo dela e saía correndo toda vez que ela se aproximava. Até joguei na equipe da Universidade, mas aí eu tenho certeza que era por falta de opção.

Então, quando o Lucas nasceu, vi nele a possibilidade de uma companhia para os jogos no estádio e partidas de domingo na televisão. E o pequeno nasceu corinthiano apaixonado porque com pouco mais de dois anos de idade ele pedia para ligar o rádio, sentava em um banquinho e ficava ali em frente ao aparelho pelos 90 minutos seguintes.

Daí para o Luquinhas começar a ganhar bola de futebol de presente de aniversário não demorou muito. As bolas se acumulavam debaixo das estantes e ele nem aí para o brinquedo, porque, apesar de adorar ir aos jogos comigo, assisti-los e ouvi-los, o Lucas tinha ojeriza a jogar futebol. Nos dois primeiros minutos de uma peladinha, ele se irritava, segurava a bola com as mãos, levava-a até o gol, lançava-a, comemorava e pronto: “vamos para casa!”

Isso porque o DNA nunca falha e o horror a jogar futebol sempre foi proporcional ao amor e a habilidade no computador e no videogame, totalmente dominados pelo Luquinhas. Igualzinho ao titio. Com menos de quatro anos, meu filho já sabia para que funcionavam os botões “Scroll Lock”, “Pause Break”, “Insert”, “Home”, “End”, “Page Up” e “Page Down” de um teclado, coisa que eu não faço a menor idéia.

***

Quando o Luquinhas chegou para mim, na semana passada, e pediu para ser matriculado no futebol, eu quase infartei.

- Alguém te ameaçou, filhote?

Mas não. Era de sua livre e espontânea vontade.

A primeira aula foi ontem, logo após o horário normal da escola. Das 17h40 às 19h10. Uma hora e meia inteirinha para aprender que futebol se joga com os pés.

Cheguei na porta da escola dele às 18h30 para pegá-lo, ansiosa por notícias. Mas a porta para os pais só foi aberta dois minutos antes do horário final, para pegarmos as mochilas enquanto as crianças terminavam a aula.

Pude ouvir o fim de uma roda de conversa do professor com os alunos:

- Então, crianças, vamos retomar o que aprendemos hoje! Quantas vezes o Brasil foi campeão da Copa América?

- Duas!!! – gritou um menino.

- Três!!! – chutou outro.

- Uma!!! – respondeu o Lucas.

- Não, oito! – corrigiu o professor – E quantas vezes o Brasil foi campeão da Copa do Mundo?

- Doooooooooooooooze!!!! – falou um.

- Dezesseeeeeeeeeeeeeeeeete!!! – disse o colega.

- Não, cinco! – não desanimou o professor – E quantos gols o Pelé fez em toda sua carreira?

- Deeeeeeeeeeeeez!!! – exclamou o Lucas.

- Quatro!!! – afirmou o amigo.

- O que é carreira? – perguntou um menininho.

- Não!! Foram 1290 – respondeu o professor.

- NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Um timaço.

**

- Lucas, gostou da aula de futebol?

- Adorei, mãe.

- Vai querer vir toda segunda?

- Sim! Mas, mãe, eu sou pééééééééééééééééééssimo no futebol. Péssimo.

- Eu também, pequeno.

E ele me sorriu um sorriso aliviado de quem não precisa ser bom em tudo. Só precisa ser feliz.

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Protegido: Dá-lhe, Mengão!

25 Fevereiro, 2008 · Digite sua senha para ver os comentários

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Pagou peitinho

25 Fevereiro, 2008 · 2 Comentários

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Do Lancenet de ontem. E 12 horas depois ainda está lá.

* Lembrando que o P e o F ficam muito longe um do outro no teclado, o que nos dá a certeza de que o repórter estava fazendo sexo virtual pensando em peitos.

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Eu e Lucas em tirinha

16 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

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Feitas pelo Bruno Trezena, amigo carioca e aprendiz de jornalista

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