Eneaotil

Luquinhas no hospital – Parte I

Foram 6 dias no hospital, logo vou dividir a saga médica do Luquinhas em duas partes.

**

Quando a médica me disse que o Luquinhas tinha tido um derrame na pleura, eu pensei que fosse derreter bem ali, no meio daquela sala gelada do hospital São Camilo. E daí que eu não sabia muito bem o que era pleura? O nome é feio e a palavra derrame me deu tremedeira.

Como é que o meu pequenino tinha passado de um simples resfriado para um derrame no pulmão? Afora o fato de morarmos em São Paulo e o ar daqui ser transgênico, só podia ser culpa do meu inferno astral. Porque, vejam bem, ele ficou terça e quarta com o nariz escorrendo, como uma criança remelenta absolutamente normal. Na quinta-feira, reclamou de dor de ouvido e eu o deixei faltar na escola, mas pensei que fosse pura pilantragem para não estudar, já que de noite ele estava ótimo e fomos até no shopping pegar um autógrafo do Maurício de Sousa. Na sexta-feira, ele foi para a aula, teve uma febre de 38°, o levamos ao hospital e de lá ele só saiu ontem. Se vivêssemos em um seriado, até o Doutor House teria aceitado o caso, de tão bizarro.

**
Enfim, a médica não era tão charmosa quanto o Doutor House, o que tornou tudo ainda pior. Depois de um raio-x do peito do Lucas, ela me disse que ele estava com uma pneumonia forte e com água (pouca) no pulmão, que é o que “derrame na pleura” quer dizer.

– Provavelmente terá que ficar internado, mas vamos repetir o exame.

A palavra “internado” me fez respirar ainda mais fundo porque eu estava a ponto de chorar. Só queria o colo da minha mãe, mas ali a mãe que tinha que dar o colo era eu. Repetimos o raio-x e Luquinhas juntou as mãos em cima da mesa da médica e começou a rezar, pedindo para que não tivesse nada e não ficasse internado. Aí que eu me dei conta: como é que ele sabia rezar o que era “ficar internado”?

**
O segundo exame foi pior:

– A pneumonia dele aqui apareceu ainda maior. Vou consultar a minha colega do lado.

E quando ela voltou, anunciou a receita:

– Internação.
– Tudo bem, amanhã volto para casa – disse o Luquinhas, super confiante.
– Amanhã nada, Lucas. Vai ter que ficar uns dias por aqui – respondeu a médica.
– Quantos dias? – perguntei.
– Não sei.

Sem o charme do House, mas com o mesmo coração gelado. Agora sim, parecia grave.

**
Lucas foi encaminhado para a sala de observação enquanto checavam em qual quarto nós ficaríamos pelos próximos sei lá quantos dias. Estava lotada de crianças de todas as cores, tamanhos, idades e bactérias, e meu filho foi colocado em um berço, todo espremido. Mas aí ele já estava achando tudo o máximo. Até ter que colocar o catéter nas costas da mão para tomar a penicilina. Meu filho vai ser tenor.

**
Quando me chamaram na internação, fui respirando fundo, que nem a gente aprende no Kung Fu para recompor os sentidos:

– Não tem vaga nesse hospital. Ele será transferido de ambulância para algum outro. Só que há uma recomendação médica de sair daqui apenas em uma ambulância com oxigênio.

Ok, foi demais pra mim. Quão grave era aquilo que meu filho só poderia sair do hospital com um tubo de oxigênio do lado? O que é que o Maurício de Sousa tinha passado para ele, meu pai amado?

Nesse minuto, o Ivan me ligou:

– Oi, Lê. Como estão as coisas? Tudo bem?
– Nããããããããããããããããããããão – e desabei, de tanto chorar.

Dei cinco minutos no banheiro para não chegar toda vermelha e inchada na sala de observação e não assustar o Luquinhas, porque quando eu choro fico monstruosa. Ele não percebeu nada, mas a enfermeira fez questão de falar do lado dele:

– Que houve? Estava chorando?

Minha Nossa Senhora dos Estúpidos Profissionais da Saúde.

– Por que está chorando, mãe?
– Tô cansada, filho.
– Ai, tadinha. Você vai dormir sentada aí nessa cadeira de plástico? Vem dormir aqui no berço e eu durmo aí. É mais justo.

Derreti de vez.

**
Cinco minutos. Foi esse o tempo que o Lucas demorou para conquistar todas as enfermeiras da observação e mais uma dúzia de amiguinhos. No berço do lado, estava a Bianca, uma menininha de 5 anos que teve um piriri e foi internada para tomar soro.

– Faz quanto tempo que você está aqui? – perguntou o Lucas.
– MÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃEEEE, há quanto tempo estou aqui?
– Você chegou hoje, filha. Já já vai embora.
–  Mãe, quero ir embora hoje também – disse o Luquinhas para mim.
– É que a gente vai para a Disney na segunda-feira – contou a menininha.
– Mãe, eu quero ir para a Disney também.

Quando a Bianca foi embora, eles combinaram de brincar um na casa do outro qualquer dia, se despediram e nunca mais vão se ver. Juro, às vezes eu queria ser criança de novo.

**
– Lucas, talvez você tenha que mudar de hospital.
– Ah, não. Não quero. Quero ficar aqui.
– Mas, Lucas, vai ser demais. Você vai de ambulância! – eu precisava usar algum argumento que parecesse divertido.
– Ambulância? Nem quero.
– Ah, não. Eu nunca andei de ambulância! Me deixa andar, vai? Pelo menos uma vez só. Imagina? Todos os carros te dando passagem e ambulância correndo muito no meio da Avenida Paulista?
– Avenida Paulista?
– ÉÉÉ! A gente pode ficar em um hospital lá.

Pronto. Quem é que nunca quis andar de ambulância pela Avenida Paulista? Meu sonho de infância.

**
Na frente do berço do Lucas tinha uma salinha fechada e lá dentro uma menina gritava muito. Muito mesmo. Toda vez que a portinha se abria, o Lucas tentava olhar lá para dentro para ver porque estavam esquartejando a pobre da garotinha.

De 10 em 10 minutos, a mãe dela saía de dentro da sala segurando uma comadre cheia de xixi e ia esvaziar no banheiro. Então uma médica apareceu, colocou a cara na porta e falou para a menininha:

– Tem que fazer mais xixi. Senão o bicho não vai sair.

Socorro. Lucas arregalou os olhos e eu fiz a mesma coisa. Pelo menos, meu filho nem tentou olhar mais para dentro da portinha.

**
– Lucas, cinco lugares que você queria estar agora?

Sim, estou sob influência de Alta Fidelidade, que terminei de ler na semana passada.

– Minha casa, Rio de Janeiro, Florianópolis, Petrópolis e Paquetá.

Paquetá, gente. Até Paquetá. Realmente, qualquer coisa era melhor do que estar naquele hospital.

**
No fim da sexta-feira, quando eu já estava fazendo o Lucas dormir na sala de observação, me chamaram na internação:

– Conseguimos um quarto na maternidade. Ele ficará por lá até ser transferido para a pediatria.

Eu respirei aliviada porque o Hospital São Camilo fica do lado de casa e seria mais fácil para meus pais irem e voltarem quando quisessem. Mas eu já tinha convencido o Luquinhas de que seria legal demais andar de ambulância. E agora?

– Luquinhas, você vai ficar por aqui e não vai mais andar de ambulância.
– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! Que saco.
– Mas vai andar de cadeira de rodas! VIVA!
– VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

**
– Lucas, você é solteiro? – perguntou a enfermeira preenchendo o prontuário médico e tentando descontrair o ambiente.
– Eu não!
– Como assim você não é solteiro, Lucas? – fiquei indignada.
– Mãe, você que vive me dizendo que eu sou de escorpião.

**
Então, ao ser transferido para o quarto, ele subiu na cadeira de rodas e falou:

– Gente, eu nunca pensei que fosse andar de cadeira de rodas. Eu nem sou velhinho. ACELERA, MÃE!

Ele já estava ótimo.

**
Criança tem uma capacidade de sempre ver o lado bom da coisa e a gente tem muito o que aprender com elas. E o Luquinhas parece que tem essa capacidade redobrada. Ao entrar naquele quarto antigo do hospital, super mequetrefe, ele ficou encantado:

– Gente, que quarto mais chique.

E correu para o banheiro, que mais parecia daqueles hotéis xexelentos de beira de estrada:

-Noooooooooooossa, que chiquérrimo esse banheiro. Vem ver isso, gente.

A cama era daquelas cheias de botõezinhos, que faziam a cabeceira subir e descer. Os olhos dele brilharam:

– Quero morar aqui! Eu sempre quis ter uma cama dessas!

**

– Vou dormir. Boa noite, mãe. Te amo.

Apaguei a luz, me espremi naquele sofá duro de plástico e chorei, chorei, chorei, chorei, até às 4h da manhã. De medo, de pavor. Ser mãe é ter mesmo o coração fora do corpo.

45 comentários em “Luquinhas no hospital – Parte I

  1. gabrielouback
    18 setembro, 2008

    juro, estou quase chorando.

    e seu filho é e será um guerreiro, lê. certeza.
    e tenho dito.

  2. dan
    18 setembro, 2008

    sabe que eu rezei pro luquinhas… mas um lado meu queria que ele ficasse bom logo, é pra ler tudo aqui!

  3. Dani *Doduti*
    18 setembro, 2008

    Seu Luquinhas é uma figura!

    Esses meninos vivem ensinando a gente, né?!

    Fico feliz que agora está tudo bem! Pensei muito em vcs, mandei todas as energias boas que pude!

  4. Ira
    18 setembro, 2008

    Eu avisei de Paquetá!
    Próxima viagem: Caxambu. Ar puro e perfume de bosta de cavalo para o pulmãozinho recém recuperado do Lucas.

    E aquele sofá é um coo.
    Agora imagina dormir nele por quatro meses, com três hérnias de disco, chorando toda noite, sem comer direito, e tudo que tem direito. Minha mãe é uma santa por ter conseguido.

  5. Fábio
    18 setembro, 2008

    Admiração.
    Acho que é a primeira vez que eu sinto isso por alguém sem qualquer sensação de necessidade ou vontade.
    Apenas espontaneidade.
    Admiração pela sua força.
    Melhoras pro Lucas e pra você.

  6. Fábio
    18 setembro, 2008

    (como deu erro no envio do primeiro, estou enviando de novo. Se aparecer os dois, perdão)
    Admiração.
    Acho que é a primeira vez que eu sinto isso por alguém sem qualquer sensação de necessidade ou vontade.
    Apenas espontaneidade.
    Admiração pela sua força.
    Melhoras pro Lucas e pra você.

  7. Marilia
    18 setembro, 2008

    Leonor, como seu filho é forte. E você também! Nesses momentos a gente pensa que vai desabar, mas sempre acontece alguma coisa que empurra a gente pra frente!
    Tenho uma irmã com síndrome de Down que operou o coração aos 3 anos e meio. Lembro que, ainda na UTI, ela arrancou a máscara de oxigênio e disse:
    -Mãe, quero coca-cola!
    Eles são nossos heróis!
    Um beijo

  8. zander catta preta
    18 setembro, 2008

    “Quando a Bianca foi embora, eles combinaram de brincar um na casa do outro qualquer dia, se despediram e nunca mais vão se ver. Juro, às vezes eu queria ser criança de novo.”

    “Ser mãe é ter mesmo o coração fora do corpo.”

    adoro!

    estou mais feliz agora, com a volta do rapazote!

    beijos!

  9. Jessica Rabbit
    18 setembro, 2008

    Bom, e quando é mesmo que você vai compilar o Lucas e publicar?

    Lelê, mesmo com pneumonia e preocupação, você só faz aumentar minha vontade de produzir uma mini pessoa! E se for 1/3 legal como o Lucas, aí, demorô!

  10. Carol Canossa
    18 setembro, 2008

    Ai, Lelê só você para fazer um texto tão bem-humorado depois de uma situação dessas.. vc e o Luquinhas são demais!

    Bjo!

  11. juli
    18 setembro, 2008

    ai, como eu te amo!

  12. papis
    18 setembro, 2008

    Chorar eu já chorei. Apenas quero registrar aqui o caráter guerreiro das crianças, como eu costumo chamar os filhos e o neto.Passamos cinco dias e meio,quase seis, intermináveis nas contas do Hospital. Nunca tinhamos passado nos tempos das crianças, meus filhos, coisa parecida. A sorte é que o Luquinhas tem o espírito retratado no filme “A vida é Bela” e o hospital um pouco melhor que um campo de concentração. Graças a Deus estamos todos aqui em casa agora!

  13. Carol Souza
    18 setembro, 2008

    Eu que tb to doentinha aqui em casa fiquei com o coração mais que partido e com lágrimas nos olhos. Mas você tem mta sorte de ter uma criança tão valente! Tenho certeza que o Lucas vai tirar mta coisa de letra na vida!
    Nem me imagino passando por isso, mas como diz minha mãe, depois que nasce, você esquece de tudo que dizia não conseguir antes. Boa sorte ai Lelê!

    bjs

  14. Júlio César
    18 setembro, 2008

    A força do Lucas eu sei de quem veio. Aquela velha história, o fruto nunca cai longe da árvore.

    Agora a admiração por cadeira de rodas me é nova. Ele anda lendo o Stephen Hawking? :P

    Beijocas mana.

  15. readymymind
    18 setembro, 2008

    Graças a Deus que ele está bom, eu torci e rezei muito para ele melhorar, bom que melhorou…

    Ahh, meu sonho é andar de cadeiras de rodas, bem… Quando eu era pequeno, hahahahaha…

  16. Ruy
    18 setembro, 2008

    (=

    Admirável o seu garoto, Leonor. E a mãe dele também. Um beijo.

  17. Adriana
    19 setembro, 2008

    O loco meu! Que susto! Cara, nao eh uma merda essa sensacao de impotencia quando nossos pimpolhos ficam doentes?
    Vcs ja estao em minhas preces
    Forca ai
    Adriana

  18. Teka
    19 setembro, 2008

    Mandei mensagens… e elas nao iam porque o cleular era errado.
    A débora me passou ontem o certo.
    Quem bom que ele ta melhor… eu rezei por ele e por vc!
    E que bosta que a Claro cobrou por todas as 6 mensagens não entregues kkk

  19. Vinícius
    19 setembro, 2008

    Comecei a ler. Li uma boa parte do começo e desci pra ler uma parte lá de baixo.
    E me senti tão desespecial quando vi que você já teve 100 mil visitas (e subindo) que resolvi comentar e ficar comentando sempre até ser notado de verdade.

    Aliás, que filho!

  20. MaWá
    19 setembro, 2008

    Muita gente me pergunta porque eu não costumo visitar adultos quando estou de palhaça no hospital. É exatamente por isso. Pela capacidade de abstração e desprendimento que uma criança tem. O adulto te olha e, racionalmente, pensa: ‘Nossa, que bonito, essa pessoa veio perder tempo comigo’. A criança te olha e já dá as regras da brincadeira.

    É a grande diferença entre ‘perder tempo’ e ‘ganhar tempo’.

  21. FaBríCiO-Z/S
    19 setembro, 2008

    Você e o Lucas são demais Lelê. Eu tb sou pai e sei na pele o que é foi teu sofrimento, graças a Deus nunca o Jr. ficou internado, mais já corri o bastante em Hospital em noites intermináveis.

    O que seria de nós sem essas crianças?

  22. Elaine
    19 setembro, 2008

    kkkkk….quero ver como vai ficar a parte da fisioterapia….do video game, das brincadeiras, das comidas…..da minha visita..kkkkk

  23. vanessa
    19 setembro, 2008

    eu sempre fui a filha que tirou o sono da mamãe com sustos de saúde (ou falta de).
    seu texto me deixou com lágrimas nos olhos pensando em como deve ser difícil pra ela fazer cara de quem está forte…

    vcs vão todas pro céu :)

  24. Ulisses Adirt
    19 setembro, 2008

    Bom perceber q o seu bom humor não sobreu nenhum abalo…

  25. Bruno Mazzotti
    19 setembro, 2008

    Querida, se eu já te admirava, depois de ler esse seu texto te admiro mais.

    Fica tranquila porque Ninguém nos dá nada que não podemos suportar. Logo logo ele vai estar zerinho em folha. Se precisar de qualquer coisa, estamos aí. Um beijo.

  26. Fabrícia
    19 setembro, 2008

    Eu queria que todos os meus pacientes fossem iguais ao Lucas!! rs
    Admiro muito seu filho, parabéns pros dois!!
    Espero que ele esteja melhor!! Beijo

  27. Andrea Nunes
    20 setembro, 2008

    Que noticia boa. Luquinhas é um figura, quero ele pra genro! :o)

    beijoca

  28. dede
    21 setembro, 2008

    Lele, vcs ja tem fa-clube? :)

    Ja disseram: maes vao pro ceu, e avos tb.

    Me espelhei em vc hj na corrida, na sua dedicacao, forca, mas to bem longe de te alcancar.

    E vcs vao passar por isso, e um dia vc vai mostrar pra ele esse relato e ele vai se orgulhar de ti. Alias, por todos os relatos.

    E melhoras pro Lucas.

    beijo

  29. Rachel Juraski
    21 setembro, 2008

    Aaaaai, caralho. Só pra me fazer gargalhar e chorar horrores com o mesmo texto, guria.

    Força ae. Beijo na cria.

  30. Doris
    21 setembro, 2008

    Ai Leonor, que coisa mais linda. Luquinhas é um figura. Nem conheço e tenho vontade de morder.

    Fora que já aconteceu o mesmo comigo, como filha. Aos 5 anos fui internada com pneumonia (um pouco mais grave, prq era quase dupla) e minha mãe quase morreu do coração. Mas estamos, eu e Luquinhas, firmes e fortes, e comprovando que vocês duas são mães maravilhosas.

    [deu saudade da minha agora]

    Beijo pra você e pra esse tesouro que vc tem em casa.

  31. Uli
    22 setembro, 2008

    Ô mulher, mais uma que vc deixou com lágrimas nos olhos… uma semana com o pequeno Theo aqui comigo e já não quero tirá-lo de casa nunquinha, pra ter certeza que ele tá sempre bem. Ô instinto lazarento que brota!
    Que bom que o seu já tá em casa. Fiquem bem.

  32. Luciana
    22 setembro, 2008

    Lelê,

    Fazia tempo que eu nao lia teu blog… Foi melhor pq soube da notícia qdo se tornou velha e tornou-se boa.
    Já passei por uma coisa parecida aí no São Camilo. Eu e Fábio pela Ana Clara. E realmente as médicas daí só tiveram a frieza do House (pelo que consigo me lembrar). Elas me disseram q tinha uma bactéria q tava indo pra meninge da Ana Clara o que poderia se tornar meningite. E me disseram como quem diz o preço de uma boneca.
    Eu não tive tanta força e despenquei e chorei na frente da Ana.
    Hoje, lendo o seu texto, tudo pareceu tão passado, mas tão presente no que aprendi a ser…
    Ser mãe deveria estar no curriculo das pessoas, não é fácil.
    Uma semana de internação dura muito, não?
    Mas que bom que o Lucas está bem e você também…
    Beijo e saúde!

  33. Patrícia Carvoeiro
    22 setembro, 2008

    Amei seu post. Especialmente a sua presença de espírito pra segurar a barra e ainda por cima levar bom humor à saga toda, na hora de compartilhá-la.
    Agora que o susto passou, vou te falar que fiquei MUITO preocupada quando li você twittar sobre o problema de saúde do Lucas. É que perdi um irmão mais novo por causa de uma pneumonia que não foi diagnosticada a tempo. E foi erro médico, rolou um estresse danado, meus pais processaram e até tiraram o CRM do sujeito. Mas certamente ele voltou a atender. Tenho muito medo de erros de diagnóstico, por causa disso.
    Que alívio e felicidade ler seu post e saber que tudo acabou bem.
    Um beijo, Leonor. Um pro Lucas também, seu filho parece ser lindo, fofo e bem-humorado.
    ;-)

  34. Eduardo
    22 setembro, 2008

    Olá Lelê!

    Lindo, lindo, lindo…o texto e seu filhote!

    Maravilha que estejam todos bem!

    Beijo

  35. João Pedro
    22 setembro, 2008

    Ainda bem que Mr. Lucas melhorou!

    Estás recomendada lá no meu BlogDay atrasado.

    Passa lá no meu blog e dá uma olhada.

  36. bruninhadidario
    23 setembro, 2008

    Eeee…recuperado!!!
    E mesmo nas desgraças vc faz piadaaaaa!! hahaha
    Beijoooos pros dois…

  37. Renata
    23 setembro, 2008

    A ótica infantil é sempre encantadora!!
    Fico feliz por tudo ter dado certo! ;-)

  38. 23 setembro, 2008

    Que bom que deu td certo!!!
    Estou muito feliz!!!!

  39. Emerson Alecrim
    23 setembro, 2008

    Comecei a ler o texto meio aflito, mas não tive como não rir logo em seguida. Criança é mesmo um barato! E o Luquinhas, corajoso! Minha mãe trabalhou no São Camilo durante a minha infância, então toda vez que meus irmãos e eu ficávamos doentes, seguíamos para esse hospital. Ao contrário do Luquinhas, eu ficava assustado com o lugar. Pra falar a verdade, até hoje tenho verdadeiro pavor de hospital :) Bom, o importante é que o Luquinhas está bem e que a história toda serviu para causar boas risadas depois.

    Abraços!

  40. Samuel Prado
    23 setembro, 2008

    Caramba…
    O Luquinhas é um barato! =D
    Ainda bem que ele já se recuperou!
    Agora é a senhorita que tem que se recuperar, viu?

    Abraço!

  41. Ivan Neto
    24 setembro, 2008

    Por essas e por outras que tenho tanto orgulho dessa guria que escolhi como mulher. E também porque me encanto tanto com esse pilantrinha que é o Lucas.

    Esse último fim de semana foi um dos melhores ever, e poder ver você sorrindo e o Luquinhas melhor foi um BAITA alívio…

    Amo vocês.

  42. Beatriz Levischi
    25 setembro, 2008

    incrível como o lucas sempre me surpreende! e a mãe dele também. obrigada pelo mico de hoje. e pelo carinho dos últimos sete anos. amo-te. :)

  43. Pingback: 2008: o ano que não acabou « Eneaotil

  44. Danielle Saavedra
    13 novembro, 2009

    Ser mãe é descer do paraíso!!! Muita preocupação, amor que não cabe dentro da gente, alegrias e muito mas muito orgulho de ter um serzinho nosso no mundo!
    Eu também tenho um Luquinhas na minha vida! Mas o nome do meu é Victor Hugo, lindo de morrer, esperto e é a única pessoa que pode me deixar alegre e triste em questão de segundos!
    Muito louco esse amor, não tem um dia que eu não olhe para ele quando está dormindo e não me emocione…

  45. Isabela Vilela
    15 abril, 2011

    Rá, sabia, esse muleque tinha que ser de escorpião, ehehe.

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Publicado às 18 setembro, 2008 por em Sem categoria e marcado .
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