Eneaotil

Capítulo 7: o fim²

No capítulo anterior (e em todos os outros), a mãe da Rebecca, a Rebecca e a família toda da Rebecca pressionaram o Lucas para que ele fosse brincar na casa delas depois da aula. Não que ele precisasse ser pressionado para sentir vontade de brincar lá, porque para qualquer criança o lugar mais legal do mundo é a casa dos outros. Eu me lembro que quando eu tinha a idade do Lucas, felicidade era brincar na casa da vizinha, com os brinquedos da vizinha e, de preferência, sem a pentelha da vizinha. Felicidade plena era dormir na casa da vizinha ou de qualquer coleguinha da minha escola.

Na segunda-feira, combinei tudo com a mãe da Rebecca: ela o pegaria depois da aula na terça-feira e ele passaria a tarde toda lá. No fim do meu expediente, eu o buscaria, sem nenhum fio de cabelo na cabeça tamanha seria a minha preocupação de ter virado avó aos 27 anos.

No dia seguinte, cada uma de nós cumpriu a sua parte e às 18h30, pontualmente, eu toquei o interfone para chamá-lo. O prédio onde a Rebecca mora é bem próximo ao meu, mas bem diferente do meu. O dela é daqueles novinhos em folha, com o pé direito altíssimo (e o pé esquerdo mais alto ainda) e apartamentos com metros quadrados a perder de vista. Um prédio típico dos últimos anos aqui na Pompéia, que tem dividido o bairro em dois: os multimilionários da elite e os favelados da classe média. Eu estou no grupo dos jornalistas, logo abaixo.

Quando eu vi o prédio, até comecei a gostar da ideia daquele namoro porque eu tenho três opções de enriquecer:

a)      Casar com um homem rico;

b)      Ganhar na Mega Sena;

c)       Torcer para meu filho casar com uma mulher rica e generosa.

Considerando toda a sorte que eu tive em 27 anos e o fato de eu namorar um corinthiano-motoboy-da-ZL, quase subi para acertar o compromisso definitivo entre Lucas e Rebecca. Mas me lembrei que ela era de família judia praticante e enterrei meu sorriso no fundo da minha eterna pobreza.

Foi a Rebecca quem desceu até a entrada do prédio acompanhando o Lucas e ficou olhando-o até que ele se perdesse de vista.

**

A princípio, o Lucas não queria dar muitos detalhes de como tinha sido a tarde na casa dela. Até achei que ele tivesse descoberto o blog e nunca mais fosse me contar nada, mas ele acabou confessando:

– Foi legal…

Assim, meio xoxo, nada muito empolgante.

– Só legal?
– Ah, brincamos bastante. O prédio é bem legal: tem quadra, salão de jogos, piscina. Um menino chamado Lucas acertou uma bolada na minha cabeça que doeu muito.
– E a família dela? Conheceu o pai dela?
– Conheci. Ele foi bem legal e ele é corinthiano também.
– O que você almoçou? – minha mãe fez uma típica pergunta de avó.
– Arroz, feijão e carne.
– SÓ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!? – minha mãe fez uma típica expressão de avó.

**

De noite, como faço todas as noites, li para ele antes de dormir e ele se queixou de uma dor na boca:

– Está sangrando, mãe?
– Não, Lucas! VOCÊ NÃO BEIJOU NA BOCA, NÉ?????????? – fui meio imbecil, confesso.
– Não, mãe. Tá louca?! Acho que machuquei a minha gengiva.

Depois da história do Capitão Cueca, ele me deu um beijo carinhoso e fez planos para voltar outras vezes na casa da Rebecca. E dormiu sorrindo.

**

Desde que esta história começou, no início de fevereiro, eu tenho pensado bastante em todos os relacionamentos que já tive e no meu atual também. Meus acertos e meus erros, principalmente, para procurar não repeti-los. No amor, a gente é bem feliz, mas a gente sofre e faz o outro sofrer.

Soa engraçado dizer que um namorico de crianças de 8 anos tem me feito refletir sobre o meu desempenho amoroso ao longo do tempo, mas é verdade. Deve ser porque fica tudo mais claro quando a gente vê de fora.

Quando um amigo ou uma amiga vem nos contar sobre seu relacionamento, procurando uma palavra de consolo, um conselho, um colo, quase sempre a gente sabe o que dizer. Porque a gente olha de longe, busca um dos nossos exemplos, daquilo que a gente já ouviu falar, de toda a nossa pouca ou vasta experiência. Mas aí quando o café acaba e a gente se despede, nós vamos embora para casa e continuamos a viver as nossas vidas, os nossos problemas, as nossas complicações, as nossas histórias. Nós até sofremos pelos nossos amigos, mas nós superamos bem rapidinho.

Com o filho é diferente. A gente acompanha tudo do começo, mesmo quando eles não contam para a gente. É um sorriso diferente que denuncia, um coração que bate mais forte a ponto da gente escutar, uma lágrima que marcou o travesseiro e ele nem percebeu. Quando o café acaba, a história continua ali dentro de casa. No começo, no meio e no fim. Se é feliz, é feliz. Se é triste, é triste. A gente supera na mesma intensidade e no mesmo tempo que eles (e estou preparada para viver assim todos os meus próximos anos de mãe do Lucas). E a gente quase nunca sabe o que dizer.

Deve ser isso o que nos faz pensar.

**

Se eu tivesse que apostar todas as minhas fichas em algo que eu acreditaria que fosse para sempre, certamente eu não teria apostado no relacionamento do Lucas e da Rebecca, por três motivos:

a)      Triste é aquele que só tem uma namorada em toda a vida;

b)      Se o Lucas puxou para mim, 98% dos relacionamentos dele durarão de 0 a 3 meses;

c)       Os capítulos 1, 2, 3, 4, 5, 6 e esse daqui.

Nestes sete capítulos, a Rebecca já ligou 17 vezes por dia em casa, já beijou o Enzo debaixo da escada, já ficou uma semana sem ligar, o Lucas já achou que tivesse terminado o namoro com o olhar, o Lucas voltou a namorar também com o olhar, enfim, não me parecia nada muito estável. As crianças não são muito estáveis. Ou melhor, o ser humano não é muito estável, mas as crianças me parecem um exemplo perfeito para isto: se naquele momento ela é muito feliz porque ganhou um chocolate, dali a cinco minutos ela será muito infeliz porque só vai poder comer o chocolate depois do jantar.

Mas as crianças também são muito intensas: quando ela ganha o chocolate, não há ninguém no mundo mais feliz do que ela.

Hoje, quando fui buscar o Lucas na escola, perguntei se ele não ia esperar pela Rebecca, pela Olga e pela mãe para caminharmos todos juntos, como sempre fazemos.

– Ela terminou comigo.

Como assim?

– Por que, Lu?
– Não sei. Ela não quis falar, mas acho que deve querer namorar outro.
– E você está bem?
– Estou.

Mas ele não estava. Estava confuso e triste porque ontem ele dormiu mais apaixonado e mais feliz depois de entrar um pouco mais na vida da Rebecca e hoje tudo aquilo parecia muito distante.

Eu estava ainda mais confusa. Como é que alguém era capaz de terminar com o Lucas? O menino mais lindo, mais inteligente e mais simpático da classe? Da escola? Do bairro? Da cidade? Do Brasil? Do Planeta? Ass: Mamãe.

– É uma tonta!

– Mãe, não fale assim dela! Ela é a minha ex-namorada e você tem que tratá-la bem!

Eles ficam sempre do lado delas e contra as mães, mesmo quando são pequeninos?

– Ué, eu estou te defendendo. Se ela terminou contigo que é lindo, inteligente e simpático, ela é tonta. Agora se você brigar com a mamãe para defendê-la, o tonto é você.

– Mãe, não me chama de tonto. Eu já estou muito triste.

Ok, a tonta sou eu. Foi bom eu ter aprendido cedo que se não tenho nada para dizer, é melhor ficar quieta.

Eu abaixei na rua e fiquei do tamanho dele. Abracei forte o Lucas e disse:

– Quer mudar de assunto ou quer conversar sobre isso?
– Como está tudo no seu trabalho?

E descemos conversando sobre jornalismo, terceiro setor, educação e tecnologia. Porque às vezes qualquer assunto é melhor do que pensar naquilo que dói.

**

No fim de cada um dos meus relacionamentos eu tive uma atitude diferente. Já quis mudar de assunto, já chorei até secar, já bebi até cair, já fui dura que nem pedra. Já me isolei e já procurei a ajuda de todos os amigos que eu tenho.

Mas era dentro da minha casa que as histórias nasciam e morriam. Este post é dedicado aos meus pais, que me deram colo independente dos meus acertos e dos meus erros. Mesmo quando também doía igualmente neles, mesmo quando não sabiam o que dizer.

42 comentários em “Capítulo 7: o fim²

  1. dona Rose
    10 março, 2010

    Nossa, quase chorei…lindo texto, minha filha.
    To com raiva desta zinha@$#&##.Mas é melhor não pensar bobagem a respeito de criança.Mas q ela merecia uns tapas, isso bem q merecia.Ass.vovó

  2. Natália
    10 março, 2010

    Sabe aquele texto que te emociona, te faz sentir o que tá sendo descrito e deixa os olhos cheios de lágrimas?! Pois é! :)

  3. Julia
    10 março, 2010

    chorei

  4. Juliana
    10 março, 2010

    Seus textos são todos ótimos, mas esse se superou. E me fez chorar também.

  5. Juliana
    10 março, 2010

    Morri.

    =(

  6. Bonilha
    10 março, 2010

    Peguei birra de menininhas com nome de Rebecca.

    Ótimo texto como sempre Lê, e acredito que prestar atenção nas crianças, principalmente quando é filho, é olhar um pouco para dentro de nós mesmos e ver o que fizemos durante aquela época e as que vieram depois.

    Ps: “Os multimilionários da elite e os favelados da classe média. Eu estou no grupo dos jornalistas, logo abaixo.”
    Ri alto com isso. =D

  7. Jaque Arashida
    10 março, 2010

    Que coisa mais linda, gente.
    O Lucas é apaixonante só de você contar. :)

  8. dede
    10 março, 2010

    Po Lele, que covardia!
    Engoli o choro!
    Texto sensacional! Concordo com a Natália! Parabéns! :)

  9. Roberta Nina
    10 março, 2010

    Chorei {2}

    Deu saudade da minha mamae!

  10. MarianaMSDias
    10 março, 2010

    Todas as vezes eu dou muita risada. Hoje não foi diferente. Eu também ri.

    Só que eu também chorei.

    Impressionante como passamos a entender melhor nossos pais, a amá-los mais e a respeitá-los mais, depois que nos tornamos, nós mesmos, pais (mães) sem nenhuma experiência!

    Lindo texto, Leonor. Não o melhor, mas certamente o que mais te expôs.

    ps.: no mais, rezemos todos, para Jesus, para que a Rebecca, e sua família toda, tenha alergia, ou ao menos que a religião deles não permita, acessar o computador!

  11. Bruninha
    10 março, 2010

    Lêêê do céu, chorei também!!!!
    Ahhh, me deu raiva dela também….lembrei do Lucas falando dela semana passada.

    Mas lembrei de mim chorando as pitangas no colo da minha mãe!

  12. Ricardounplay
    10 março, 2010

    Seus textos…..sem comentários
    Se o Lucas puxar uns 5% desta sua sensibilidade, metade da população feminina da idade dele vai se apaixonar por ele, e um dia a Rebecca vai lamentar não ter aproveitado melhor os momentos ao lado dele

  13. Airo
    10 março, 2010

    Sim, eles sempre vão ficar do lado delas.

    “- Mãe, não me chama de tonto. Eu já estou muito triste.”

    Tá, eu quase chorei aqui.

  14. Simone Fernandes Miletic
    10 março, 2010

    Que coisa essa de se descobrir mãe não é?
    Eu sempre leio seu textos, porque em parte me vejo aqui: moro na mesma Pompéia (na Augusto de Miranda), e por isso desço e subo as mesmas ruas.
    Minha filha Carol tem 06 anos e no começo até ficava imaginando se os dois não estudavam juntos.
    Quando ele começou a namorar imaginei se ela qualquer dia não ia aparecer com essa novidade.
    Quando ele terminou fiquei imaginando como é que eu ia ficar, porque a gente sempre fica pior que eles.
    A maior verdade é que a gente só entende nossos pais quando a gente vira pai também.
    Chorei porque eu sei que eu também vou passar por isso qualquer dia desses e porque não vai ser uma só.
    Mas sorri, porque para eles as coisas ainda são mais simples do que para a gente.

  15. Claudio
    10 março, 2010

    Já viram esse filme?
    http://www.adorocinema.com/filmes/abc-do-amor/

    Talvez ajude a crescer com a situação, entender de forma divertida que, véio, dói mas não mata.

  16. L.
    10 março, 2010

    Ele tem esse filme. Adora! :)

  17. Tali Godoy
    10 março, 2010

    Ahhhhhhhhhhh o Lucas, sempre me emociono.

    Hoje, além de tudo, me fez terminar de ler o texto com os olhos marejados.

    Beijos

  18. Juliana
    10 março, 2010

    ai Lelê…………..esse foi um “daqueles” posts em Bonita…ó, diz pro Lucas que hoje tem Corinthians, e que se ele tivesse uns 27 anos a mais eu o levaria pra tomar um porre e afogar as mágoas! parabéns mais uma vez pela doçura do texto…

  19. Bruno Ribeiro
    10 março, 2010

    Belo texto, pra variar. Mas esse arrasou.

  20. Táta Louzada
    10 março, 2010

    Fiquei, por um momento, pensando em tudo o que eu já ouvi dos meus pais… Não sou mãe ainda, mas esse capítulo me fez ter um olhar diferente… Deve ser muito difícil sofrer em dobro, mas também deve ser maravilhoso ver a felicidade de um filho (mesmo sabendo de todas as fases do namoro), um dia a felicidade volta ou outro namoro inicia…
    Sou fã incondicional de vocês!
    Beijocas!

  21. Marcos Paulo
    10 março, 2010

    Texto muito lindo! Pô, mas que vaquinha essa Rebecca…

  22. Max
    10 março, 2010

    Sensacional.

    Continuo achando que ele te mque dar um gelo nela e pegar outra da mesma classe.

  23. Lalah
    10 março, 2010

    Que texto lindo! Perfeito, fiquei triste poxa, maaasss Luquinhas vai superar. ;)
    Adoro seu blog Lelê (fazendo a íntima, kkkkk), leio sempre, mas hj resolvi comentar. Bjs.

  24. Tayra
    10 março, 2010

    Chorei e também quero esbolachar a cara da Rebecca. Como faz meu sobrinho torto sofrer assim?!

    E fato que é tonta, porque o Lu é lindo, inteligente, simpático, descolado, genial. ass. Tia Coruja

  25. Glauce
    10 março, 2010

    Meu pre-conceito estava mais do que certo e o seu tambem (talvez fosse mesmo melhor a gêmea!). Mas o melhor de tudo isso é mesmo ver como se sentem os nossos pais e viver o lado deles da história.

    E vamos ver quando o Lucas chegará com a 2a namorada!

  26. porcasechaves
    10 março, 2010

    Tocante e perfeito como sempre Lê…

    Abraços pro Lucas…

    Também levarai ele pra tomar um porre se não desse cadeia…

  27. Bruno Mazzotti
    11 março, 2010

    Lele, texto ótimo. Como sempre. Mas confesso q o comentário da dona Rose não fica pra trás. Um beijo. Ade.

  28. Aline
    11 março, 2010

    Bom, apenas mais um comentário no meio dos 7691861 que este post recebeu: amodoro os dois, saudades dos dois…

  29. Obede
    11 março, 2010

    Não chorei pq no meu RG consta que sou homem. Mas emocionei-me.. pq seus posts fazem a gente pensaar no que vc pensou.. nossos desempenhos amorosos.. e aí nos orgulhamos e nos arrependemos de muitas coisas..

    mas é como se fala, só é preciso dar certo uma vez, né?

    bjos e boa sorte pro Lucas no amor, pq de família ele vai é muito bem! ;)

  30. Bruna
    11 março, 2010

    Comecei a ler rindo e terminei de ler com o coração apertado de emoção.
    Através do seus textos e das histórias do Lucas, estou aprendendo tanta coisa…!
    E bem, nunca fui com a cara de “Rebeccas”.

  31. Tati
    12 março, 2010

    morriiiiiiiii! traz o lucas aqui brincar de futebol, que meu prédio tem quadra, eu sou corinthiana, sua vizinha e moro nos prédios da classe “jornalistas”!

  32. Kakah
    12 março, 2010

    Vou parar de ler o ENEAOTIL no trabalho. Ou eu tenho um ataque de riso e todo mundo me olha torto, ou eu desando a chorar e todo mundo vem me consolar…

    O amor do Lucas e o namoro do Lucas foram mais intensos e bonitos do que qualquer um que eu já tive – porque quando eu era criança meninos tinham nojo de meninas e vice versa – e esse tipo de amor puro a gente só tem quando criança mesmo. Cresce e vira essa geleira ambulante (tem um nome pra isso, esqueci).

  33. luciana
    12 março, 2010

    lindo. lindo. lindo.

  34. Ana Paula
    13 março, 2010

    eu AMO o seu blog, pontofinal.

  35. Biti Averbach
    13 março, 2010

    fazia um tempão que eu não vinha aqui. adorei o texto! se o lucas vai ter sorte no amor, não sei, mas ele tem sorte de ter vc
    bjs

  36. MaWá
    14 março, 2010

    O mais louco de tudo isso é que talvez, amanhã, a Rebecca o peça novamente em namoro (ou vice versa).

    Ah, só pra contar, de novo: teu jeito de contar histórias é surreal de bonito. Parabéns.

  37. mariasso
    15 março, 2010

    1 palavra:

    MULHERES!!!!!!!!

    Linkei lá no meu ok?

    Parabéns pelo texto… sensacional.

    Bjs

  38. Bruna Farias
    19 março, 2010

    o lucas é muito lindo e a rebecca não o merece!! parabéns pelo lindo texto

  39. rnt
    21 março, 2010

    um post bem lindo. :)

  40. Pingback: Linkblog Pensar Enlouquece, Pense Nisso.

  41. @tiagokoy
    29 março, 2010

    Achei que já tivesse comentado, mas não vi…rs
    Esse é o melhor texto que já li aqui. Parabéns! lindo demais!

  42. Ari
    6 maio, 2010

    Chorei!
    Quero ser assim com a Ariel…uma maezona!
    Bjo

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Publicado às 10 março, 2010 por em Sem categoria e marcado , .
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