Eneaotil

Como nossos pais

Lembro-me que quando eu era bem pequena, com uns 4 ou 5 anos, eu achava a minha mãe a mulher mais bonita do mundo. Ela era realmente muito bonita (e ainda é), magra, com os cabelos longos e aquela pinta no canto esquerdo da boca, igual a da Cindy Crawford. Eu olhava para ela e me perguntava por que ela não era modelo ou atriz de novela. E não entendia muito bem como alguém que podia ser modelo internacional tinha casado com o meu pai. Na época, ele já era mais gordo, narigudo e um pouco careca, mas minha mãe jurava que na juventude ele tinha sido lindo, magro, “parecido com o Antônio Fagundes”.

Depois de um tempo, eu percebi que a minha mãe era bonita sim, mas não poderia ter sido modelo internacional. Não tinha nada de exótico ou extraordinário em sua beleza. Ela era uma morena bonita, mas comum, daquela que a gente encontra na rua e não cai para trás, mas dá uma quebradinha no pescoço. Tipo eu.

Era o meu olhar de admiração que transformava a minha mãe em uma top model, na namoradinha do Brasil, em uma super-heroína. Para mim, ela era a mulher mais bonita do mundo. E só para mim.

Aí entrei na pré-adolescência e eu troquei a admiração que eu tinha pelos meus pais por um punhado de amendoins. É assim que acontece: tão certo quanto nascer, crescer e morrer é passar por aquela fase que a gente sente vergonha dos nossos pais a troco de nada. Eles continuam os mesmos pais dos tempos de criança, talvez com um ou dois cabelos brancos, três ou quatro quilos a mais e com a paciência um pouco menor, mas são os mesmos. A gente é que muda. Um dia a gente dorme achando que a mãe poderia ser modelo internacional e no dia seguinte a gente acorda pedindo para ela deixar a gente um quarteirão antes da escola.

**

Pois aconteceu comigo. E duas vezes. No papel de filha e no papel de mãe, só que eu me esqueci de me preparar para isso enquanto mãe. Nem é o fim do mundo, eu sei, mas foi extremamente desconfortável quando o Lucas me pediu para não entrar na escola dele. A diferença é que ele foi sincero:

– Eu morro de vergonha porque você é muito nova e as pessoas da minha sala vão gritar de horror quando souberem que você é a minha mãe.

Imaginei uma criançada gritando de horror quando me visse e ri, mas depois fiquei pensando na ironia de tudo isto. Eu sentia vergonha da minha mãe e do meu pai porque os achava velhos demais e quadrados demais. E o Lucas sente vergonha porque eu sou nova demais, porque ele nasceu quando eu tinha só 19 anos.

Outro dia, o ouvi dizer no mercado para uma senhora que só havia perguntado o seu nome:

– Meu nome é Lucas, aquela ali é minha mãe e você pode achar que ela é a minha irmã, mas ela engravidou com 18 e eu nasci quando ela tinha só 19 anos.

Ele já está careca de ver a cara de espanto das pessoas quando ele diz que eu sou sua mãe e se sente na obrigação de dar explicações. Então fiquei pensando que não adianta: você pode ser novo ou ser mais velho, o seu filho sempre vai sentir vergonha de você em um determinado momento da vida.

**

Então hoje eu fui até a porta da escola dele e fiquei esperando-o sair. Vi umas meninas pequeninas olhando para mim e comentando:

– Essa é que é a mãe do Lucas!

Até que uma correu em minha direção e disse:

– Você que é a mãe do Lucas? Ele está te esperando na sala!

E eu entrei na classe do Lucas ansiosa e o vi todo atrapalhado, arrumando o material. Outras crianças ainda esperavam seus pais, possivelmente mais velhos do que eu.

– Essa que é a minha mãe, gente. – o Lucas anunciou, meio receoso.

– MÃE?!?!?!?!?!?!?! Achei que ela fosse sua irmã! – a Laura falou.

– MÃE?!?!?!?!!? Certeza que ela é sua mãe?! – perguntou o Otávio.

– Certeza – o Lucas respondeu.

– Quantos anos você tem?

– Tenho 28 – respondi para a Laura.

– Ah, com essa idade já pode ter filho – ela me disse.

– Mas eu tive o Lucas aos 19 – achei melhor explicar antes que o próprio Lucas tivesse que fazer todo o seu discurso.

– Nossa! Com 19? Deve ser legal ter uma mãe nova assim – disse a Laura, minha nova melhor amiga.

Depois, descendo a ladeira, o Lucas me disse:

– Ninguém gritou, mãe. Isso é ótimo. A minha vergonha passou.

Como não há nenhum motivo para sentirmos vergonha dos nossos pais, eu o deixei imaginar que todo mundo ia ter um colapso quando eu entrasse em sua sala de aula e conhecesse os seus amigos. Só para ele ter um motivo. Eu já sabia que ninguém ia gritar.

**

O legal de envelhecer é que um dia a gente volta a achar a nossa mãe a mulher mais bonita do mundo de novo – e volta a ser a mulher mais bonita do mundo para alguém.

45 comentários em “Como nossos pais

  1. dona Rose,a mãe citada
    18 outubro, 2010

    q bonito texto, filha!!!gostei, mm sabendo q um dia vc já teve vergonha da gente…eu tb já passei por isso, qdo adolescente. Embora eu nunca tenha me sentido velha…mesmo agora com uns quilos a mais e muitos cabelos tingidos…É como eu sempre digo: só sou jovem a mais tempo…:o)) beijos

  2. Ana Savini
    18 outubro, 2010

    Eu tive o Eduardo com 18 anos e fiz 19 4 meses depois. Hoje eu tenho 33 e ele 14.
    Ele nunca sentiu vergonha de mim por causa da minha idade, mas quem se sentia desconfortável às vezes com isso era eu, principalmente nas reuniões de pais e eventos da escola.
    Já acharam que eu era irmã dele, já me pediram RG para comprar vinho quente na festa junina, já me questionaram o porque de eu estar na reunião de pais, já perguntaram se a matrícula era para mim e não para ele e por aí vai. Mas o que eu achava mais chato era ser olhada como se fosse um ET nas reuniões. Eu entro e viro o ponto focal dos pais.
    Atualmente eu não me importo mais e faço questão de ir nas reuniões mostrando todas as minhas tatuagens para o choque ser maior. rsrsrs
    Enfim, as vezes que ele sente vergonha é quando acha que vou brigar com alguma mãe na fila dos carros na frente da escola ou algo assim. Não é fácil ter uma mãe psycho… Mas de resto ele leva bem, principalmente por que os amigos dele acham legal ter uma mãe tão nova que fala sobre tudo com eles e que entende de games e rock’n’roll. Acredito que com o Lucas vai acontecer o mesmo. Assim que ele entrar na adolescência você vai ser a mãe mais legal da galera.

  3. Ronise Vilela
    18 outubro, 2010

    Pois é, eu já pensei nisso e olha que ainda estou na fase heroína, pois minha filha só tem 3 anos.
    Como me tornei mãe com 37 anos, sou a mãe mais velha. As outras mães são novinhas em folha buscando seus pimpolhos na pré-escola. Mas, sou até bem modeninha e de bom preparo fisico. Corro 5km em dias alternados e uso FPS há mais de 15 anos. Então, acho que sou uma quarentona enxuta!
    Mesmo assim tão pequenina, a filhota e quase metade da escola ficou de “queijo-caído”, quando pulei corda como uma pré-adolescente, num desses eventos de confratenização pai-alunos-professores. Show!
    Quem sabe ela também não vai ter orgulho se um dia, lá meio caquética com 60 anos, eu estiver correndo a S. Silvestre com a camiseta “te amo Alice!” – ou não né?

  4. paula
    18 outubro, 2010

    amei seu texto.
    o meu Lucas não me impediu ainda de entrar na escola. mas o beijo de tchau têm chegado quase dois quarteirões antes…
    acho que isso deve ser mesmo normal. e é legal saber que isso passa.

    parabéns pelos textos, todos são sempre muito legais!

    =)

  5. caso me esqueçam
    18 outubro, 2010

    que post lindo! :)

  6. Mariana
    18 outubro, 2010

    adorei, e vivo me preparando para o momento em que serei objeto de vergonha. por enquanto ouço ser a mais linda do mundo… bjo.

  7. Amanda
    18 outubro, 2010

    Eu nem vou me dar ao trabalho de contar pois sou a mesma mãe dos comments acima (com direito à “Alice” e tudo!), mas não podia deixar de te mandar meu elogio. Acho que todas as mães que te lerem farão o mesmo. Seu post tá brasa, mora!! heheheh

  8. Bianca Osses
    18 outubro, 2010

    Quanto tempo não venho aqui! Puxa que texto bacana! Hehe, a minha mãe barrou todo mundo aqui! Me teve com 16 anos! Malhava e era saradona! Sempre adorei chegar na escola DE MOTO com ela, para espanto geral da galera. Era a mãe gostosona da escola. A brincadeira de assustar os outros não parou por aí, Engravidei com 21 anos e então, faz as contas: com 37 anos ela era AVÓ! Era muito engraçado a cara de espanto quando ela chegava na porta da escola pra buscar a NETA e todo mundo olhava bestificado perguntando ‘avóooooo????’. Você AINDA vai passar por isso, depois da fase de ser a mãe mais legal dos adolescentes, hehehehe. Beijos

  9. Luciana
    18 outubro, 2010

    Oi!
    Cheguei aqui no seu cantinho através do Guia Prático e amei!!!!!!
    Que lindo texto!
    Vou virar visita constante!
    beijo da Lu

  10. Garota
    18 outubro, 2010

    eu leio seus textos contando causos do seu filho e só consigo pensar que, se um dia eu for mãe, quero ter essa sabedoria, sabe? criar meu filho assim. sendo tão inteligente, esperto e sincero (ah, e engraçado! rs). de verdade. to quase pedindo um manual. ;o)

  11. monicake
    19 outubro, 2010

    Ai chorei… Não vejo a hora de ser a mulher mais linda do mundo da Cat, mas a fase da vergonha não dá pra pular não? Bjos e saudades de vc!

  12. Ulisses Adirt
    19 outubro, 2010

    Eu, professor preferencialmente de colegial, morro de rir dos alunos tendo vergonha dos pais q aparecem para saber da situação dos filhos.

  13. sarah
    19 outubro, 2010

    poxa, q bacana ne? e legal q a iniciativa d acabar com a vergonha, partiu dele mesmo! parabens pelo lindo filho q vc tem!
    beijinhos!

  14. J.
    19 outubro, 2010

    cara, seu filho é o mais adorável do mundo. acho muito legal essa sinceridade ‘absurda’ dele. quando eu tiver um filho, quero que seja assim (:

  15. Leandro
    19 outubro, 2010

    Se a cada vez que ficar um tempinho sem escrever, você voltar com um texto assim, acho justo.

    Parabéns e obrigado.

  16. bruna farias
    19 outubro, 2010

    faço do comentário do Leandro o meu. assim vale a pena esperar por ti. que texto bem lindo, sabes que eu amo o Lucas sem conhece-lo… beijos

  17. Ana Luísa
    19 outubro, 2010

    Ah, que texto mais lindo! E amei a conclusão do Lucas de que ninguém gritou, hahaha.

  18. Leonardo
    19 outubro, 2010

    Nossa, vou ligar pra minha mae e dizer que eu estou com saudades! : p

  19. Bruninha
    19 outubro, 2010

    Imagina eu que tive Dona Rosa como professora dos 10 aos 16 anos de idade… Nos 10 eu morria, depois ficava sabendo que ela era legal e pronto! hahahahahahhaa

    Fora que ninguém precisa saber que a gente dava nota pras pessoas juntas! =)

  20. Bernardo
    20 outubro, 2010

    Meu caso foi inverso, mas a vergonha infantil foi a mesma. Como minha mãe me teve aos 43 anos, todo mundo sempre achava que ela era a minha avó!

  21. Má R.
    20 outubro, 2010

    sensacional.

  22. Ândi
    20 outubro, 2010

    “Ela era uma morena bonita, mas comum, daquela que a gente encontra na rua e não cai para trás, mas dá uma quebradinha no pescoço. Tipo eu”.

    Haha.. Sua cara esse trecho.

    Acho que é assim mesmo. Eu tenho dó do meu filho. Quando ele vier o pai dele já vai estar com mais de 30, calvo e gordo (bom, nisso ainda posso tentar dar jeito).

    Aliás, lendo seu texto me lembrei de um título de livro que vi ontem, e quero comprar antes de fazer o pedido à cegonha: “Como ser pai em um mundo fractalmente louco”. Coisas de nerd…

    Eu acho que o Lucas pode ter vergonha de situações específicas, mas tem muito orgulho da mãe que tem. E isso é o mais legal que pode existir. :D

  23. Pingback: Como ser pai em um universo fractalmente louco

  24. Marcela
    20 outubro, 2010

    Olá! Recebi este texto através da minha irmã blogueira (30ealguns.com.br entre outros) e me emocionei. Estou a passeio na casa dos meus pais e ontem enquanto guardava as compras de mercado com minha mãe cantava no rádio junto com Renato Russo ” Pais e Filhos”. E confesso que apesar de não gostar de Legião Urbana a letra dessa música é muito profunda e nos remete a uma onda de sentimentos bons e ruins, mais ou menos como essa fase pela qual você está experimentando na pele com seu filho.
    Um beijinho, muito obrigada e tudebão :))

  25. Cláudia
    20 outubro, 2010

    Minha filha que hoje tem 20 anos – é, eu também comecei cedo – me perguntou, quando ela tinha uns 7 eu acho, porque eu era a única mãe que ia buscar no colégio usando batom.
    Adorei o blog!
    bj

  26. t4yra
    20 outubro, 2010

    Lindo texto, me emocionei demais. E, fato, todo mundo já passou ou passará por isso. :)

  27. Renata Vasconcelos
    21 outubro, 2010

    Já disse que sou tua fã, né?! Alías, sua e do Luquinhas também … texto fantástico, leve e que nos abraça, de tão carinhoso. Mamãe também me teve cedo (21 anos) e agora, eu com essa idade, acho o máximo ter uma mãe que todos acham ser minha irmã. Mas, claro, já passei muito pela fase da vergonha. Lembro de uma vez quando disse a ela que queria ter uma mãe com cara de mãe, e não de irmã mais velha … hahahaha, tadiiinha!

    Beeijos, Lelê!
    (Só pra situar ;D @re_christine)

  28. isabela
    22 outubro, 2010

    Seu filho rocks!

  29. Sheslla
    22 outubro, 2010

    Seu filho é uma graça, deve ser fantástico conversar com ele.:P

  30. Rods
    23 outubro, 2010

    Passando só pra dizer que encontrei seu blog por acaso, que me deliciei ao lê-lo, ri muito e já passei por muitas situações parecidas (então te entendo perfeitamente).
    Dá uma olhadinha no meu. Deixei linkado aqui.
    De um colega blogueiro e jornalista para outro. ;)
    Sucesso!
    Abs,

    Rods.

  31. Vej@Blog
    24 outubro, 2010

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    Um forte abraço,
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  32. Fernando Amaral
    25 outubro, 2010

    Beleza, mesmo.

  33. Teca
    27 outubro, 2010

    Eu sou boba, fico com os olhos cheios de água lendo blog.

    Thiago me disse outro dia que eu sou amiga dele para sempre. Isso porque ele tem 2 anos. Sei que com 10, a vergonha aparece e com 15 eu vou me tornar um ser estranho que arruina a vida dele.

    Obrigada por alegrar o meu dia com esse seu texto tão verdadeiro.

  34. Éris
    28 outubro, 2010

    eu queria taaaaaaaaaaaaaaaaaanto ter sido mãe nova!
    Afinal, se aos 30 eu ainda não tenho nenhum filhinhozinho pra ter vergonha de mim…. sabe-se lá quando o terei. Deprimi… acho que vou ali devorar uma caixa de bombons e já volto…

  35. Ariadne
    28 outubro, 2010

    Tenho 21 anos e nasci exatamente um mês antes da minha mãe fazer 18.

    Nunca passei por essa fase de vergonha. Na verdade sempre achei engraçado ver a cara de felicidade da minha mãe quando perguntavam “Nossa, sério que é sua filha?? Achei que fossem irmãs!”.

  36. Flovi
    29 outubro, 2010

    Eu não canso de ler esse texto. Não canso =D

  37. Pingback: Café da tarde - Semana de 22 de outubro de 2010 | Vivendocidade

  38. Vanderlei
    29 outubro, 2010

    Um retrato escrito…
    Já li umas 2 ou 30 vezes….

    Bjs Lê

  39. lurdes
    2 novembro, 2010

    ai, lelê, escreve mais, vai? eu sinto tanta alegria qnd tem post novo. você é muito, muito, muito boa nisso.

    bjos

  40. Daygo
    3 novembro, 2010

    Ainda bem q meu filho canino não tem vergonha de mim perante os outros dogs. Ele me mostra orgulhoso: tá vendo meu humano???
    hehehhe

  41. Giselle Zambiazzi
    13 novembro, 2010

    Bem… eu acabei de deixar um coments em outro post rsrs mas não resisti em escrever uma outra coisiquita aqui.
    Talvez tu me compreendas, Leonor (achei lindo teu nome!).
    Uma das coisas que mais leio aqui é: “quero que meu filho seja igual ao Lucas.”
    O Lucas, é, sim, um menino demais.
    Mas… por que será, hein?
    Gente, todas as crianças podem ser Lucas! Basta que os pais sejam Leonores e prestem atenção no que o filho diz, no que ele é, no que pensa. Que o tratem com o devido respeito, como ser humano. Que o estimulem devidamente e o deixem livre para não ser estimulado quando for o caso.
    Ser o que se É!
    Falo isso porque também sou Mãe. Mãe de dois.
    Ouço: quero ter filhos como os teus.
    E eu digo: não, não queres. O teu filho será o melhor para ti. Teu filho será genial pra ti! Será lindo, será inteligente, será amigão, será tudo pra ti!
    A diferença é que algumas mães têm blogs e nasceram para contar suas histórias, outras não… só isso.

  42. modateca
    30 novembro, 2010

    Lindo texto. Lindo, lindo…
    Eu tbm achava a minha mãe a mulher mais linda do mundo. Agora vejo suas rugas, sua fisionomia cansada e reconheço o seu esforço…

  43. Terla
    19 abril, 2011

    que texto gostoso, parabéns! e que filho FOFO!

  44. Flavia
    20 abril, 2011

    Desde a época da São Judas que sou fã dos seus textos e sempre serei, pois com uma linguagem gostosa e leve você nos conta as suas histórias, que por mais trágicas que possam ser, nos tira um sorriso do rosto graças as pérolas do Luquinhas.

    beijos

  45. Paula
    9 dezembro, 2011

    Adoro seu blog, dou várias risadas e choro pacas também, achu que é por me identificar com a historias de vocês dois , já que também fui mãe aos 16 e minha filha está hj com 13. Minha filha, assim como Lucas também vai se explicando antes dos comentários dos outros.Parabéns Leonor , vc sabe transmitir fatos da vida cotidiana de uma forma maravilhosa, que emociona…só achu q vc deveria escrever todos os dias pois seu blog vicia.

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Publicado às 18 outubro, 2010 por em Sem categoria e marcado .
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