Eneaotil

Sobre dividir e somar

Por muitas vezes eu devo ter desejado que meu irmão, o Rodrigo, fosse levado embora de casa pelo Homem do Saco. Principalmente na época em que eu era criança/adolescente e tínhamos que dividir o mesmo quarto naquele sobradinho pequeno no bairro das Perdizes, aqui em São Paulo. Porque dividir quase nunca é legal: se meus pais tinham R$ 100 para o presente de Natal, os dois ganhavam um de R$ 50 cada um, se a garrafa de Coca-Cola só dava para metade de um copo, os dois bebiam ¼ divididos a conta-gotas.

Quando se tem um irmão, nada é só seu por completo. Nem os pais nem a escola nem os brinquedos nem os amigos nem os presentes nem a Coca-Cola nem o banco detrás do carro. Lembro-me da eterna briga pela janela detrás do banco da mamãe ou do papai até chegarmos a um consenso.

Nas viagens de 500 km até Olímpia, nos chutávamos – mesmo que sem querer – o caminho todo para encontrarmos uma posição minimamente confortável e mesmo assim sempre chegávamos entrevados. Não existe Lei da Física para irmãos que dividem o banco detrás de um FIAT 147 e dois corpos são OBRIGADOS a caber no mesmo espaço.

E em Olímpia, tinhamos que partilhar o mesmo colchão durante dias e dias – cada um dormia virado para um lado, com os pés apontados um para a cara do outro. Coisa de irmão.

Até os 12 ou 13 anos, nem as festas de aniversário eram só minhas. Como nascemos em outubro e novembro, mamãe escolhia uma data no meio do caminho para chamar os nossos amigos em casa. Nossos.

Assim crescemos: ele uma criança do capeta e eu uma menina doce. Depois, ele um jovem doce e eu uma adolescente do capeta. E nós dois sempre dividindo comparações.

Não me lembro em que época mais ou menos  eu aprendi que irmandade é somar, não só dividir. Sei que, mesmo com as brigas, com os chutes no carro, com o chulé na cara, com as discussões por espaço, por mais refrigerante, pelo chocolate do sorvete napolitano, mesmo com tudo isso eu consegui me tornar a melhor amiga do meu irmão. E ele o meu melhor amigo.

Claro, sempre tem um esforço monumental dos pais para que essa relação dê certo, mas muito veio de nós dois. Das nossas conversas antes de dormir sobre qualquer assunto, de todas as vezes que ele brincou comigo de casinha e eu tive que brincar com ele de Comandos em Ação, das roupas que eu sempre herdei depois que não serviam mais pra ele, do primeiro computador que a gente comprou junto, com o dinheiro das nossas poupanças. Nossas. Veio de todas as vezes que ele me defendeu na escola e de todas as vezes que eu levei ele pra passear em lugares legais porque os amigos dele eram nerds e os meus amigos eram porra-loucas. De todas as velas que assopramos juntos e as palmas e os parabéns e os presentes coletivos.

De repente, e durante todos esses anos, ele era o meu melhor amigo e padrinho do meu filho e, ainda, o meu irmão mais velho que abria trilhas para eu caminhar depois. Foi ele quem pode ir pela primeira vez na mercearia da esquina sozinho e voltou inteiro para que a mamãe tivesse confiança em me deixar fazer isso depois. Foi ele que decidiu, quando o papai ficou desempregado, vender os salgadinhos que a mamãe fazia lá na escola para ajudar em casa e me deixou esse legado para o resto de minha vida. Foi ele que voltou depois da meia noite pra casa pela primeira vez e fez com que meus pais se tornassem pais de adolescente. Foi ele que fez a primeira tatuagem e acabou com o preconceito da mamãe em relação a isso – e hoje eu também tenho as minhas sem ter que ter ouvido um a para isso. Foi ele quem saiu de casa para morar sozinho antes de mim.

E, cara, como foi difícil vê-lo sair e ir embora para o Rio de Janeiro. E deixar os pais só pra mim, o quarto só pra mim, as contas só pra mim, a Coca-Cola só pra mim e o chocolate do sorvete napolitano só pra mim (e engordei horrores por causa disso). Como foi difícil, durante quase sete anos, saber que nos veríamos por cinco ou seis vezes no ano, em datas comemorativas, e que eu teria que contar tudo pra ele rapidinho porque não tínhamos mais conversas antes de dormir.

Não me lembro quantas vezes desejei que o Rodrigo fosse levado embora pelo Homem do Saco, mas me lembro todas as vezes em que desejei que ele voltasse pra São Paulo.

E agora ele voltou!

Voltou de vez! Voltou com todas as roupas que comprou durante esse tempo, as garrafas de bebidas, a cafeteira italiana, a tatuagem nas costas, os CDs, os DVDs, os livros, o chapéu panamá e um cavanhaque. E, por mais zona que esteja a casa nesse momento, por menos espaço que eu tenha pra caminhar entre os móveis que já tinha no apartamento e mais toda a tralha que ele trouxe, fazia tempo que eu não me sentia tão feliz. Porque essa noite nós vamos assistir a um seriado qualquer, bebendo todo o refrigerante que a gente puder tomar e depois conversaremos sobre um assunto sem importância, tanto faz.

O que importa é que a família está completa novamente. Seja bem-vindo, Digo. Você fez uma falta danada por aqui.

79 comentários em “Sobre dividir e somar

  1. Renata
    8 fevereiro, 2011

    Uau, que post lindo!
    Não é todo mundo que tem essa relação preciosa com o irmão. Que bom que conseguiram juntar-se de novo!
    Bjs!

  2. Bruninha
    8 fevereiro, 2011

    Aeeee, a cafeteira! ahahahaha =) E a gata?
    Bem vindo de volta…

  3. GabsPear
    8 fevereiro, 2011

    Nunca vi meus sentimentos e minha relação com a minha irmã tão bem expostos por outra pessoa…
    Ficou incríve!!!

  4. Viviane Thomaz
    8 fevereiro, 2011

    Lindo texto, mas lindo mesmo é o que vc. expressou. Me arrepiei dos pés a cabeça!!! Bjs.

  5. Guilherme Serrano
    8 fevereiro, 2011

    Nice!
    Sou o mais velho (de dois) e acho (mas só acho) que quero voltar pra casa um dia. haha :)

  6. Thais Ferreira
    8 fevereiro, 2011

    Lindo!

    Rodrigo, bem-vindo de volta!!!!
    Certeza que a família toda está dando pulos de alegria com o seu retorno…
    É Dona Rose, o papai noel atendeu o seu pedido dos últimos anos hein!!!!!!!!!!!!

    Bj

  7. Guilherme Serrano
    8 fevereiro, 2011

    Me expressei mal, sou o mais velho de três, e não de dois… hahaha :P

  8. Obede
    8 fevereiro, 2011

    Excelente post como sempre. E dividir em dois é ruim, e em três é impossível.

    E compreendo essa sensação de distância de um irmão. Pq a minha irmã, 4 anos mais nova, casou-se aos 17, e deixou nossa casa, ainda menina, e eu me lembro que no casamento eu chorei em pura e simplesmente pela ausência física dela em casa, pelas bobagens e brincadeiras que não teríamos mais.

    E ela não vai voltar, mas pelo menos mora na minha rua e já me deu dois sobrinhos coisa linda!
    Como dizem os franceses: Ces’t la vie!

  9. TAÍS SÁBIO MORENO
    8 fevereiro, 2011

    Ola!!!
    Lindo o seu post!!
    Me fez reviver a infância, voltar ao passado e perceber a saudade que o meu irmão, casado e morando longe, bem longe, me faz!!
    De todas as brigas, de todas q lavei o carro p ele me levar passear, de todas as defesas que ele partiu a meu favor, de todos os passatempos nas viagens sem fins, de todas as lágrimas, de todos os momentos felizes, dos bonequinhos de Comandos em Ação e dos legos que fizeram parte da minha vida mais que qualquer outra boneca.
    Da alegria de sair a primeira vez com ele e voltar de madrugada.
    Enfim, de tudo o que foi e não volta. Mas que me dá a certeza de que o amor transmetido por meus pais serão eternos!!
    bjkas

  10. duh
    8 fevereiro, 2011

    Mais do que realmente a intenção dos pais ou de vocês para que a relação funcione, é o amor em primeiro lugar. Lindo ler isto, de verdade.

  11. George
    8 fevereiro, 2011

    eu sou o rodrigo da minha casa, possivelmente mais endiabrado

  12. Dona Rose
    8 fevereiro, 2011

    Nossa, q texto lindo!Vc sabe q nunca precisou dividir a mãe, né?Realmente Papai Noel atendeu meu pedido de todos os ultimos 6 anos.Demorou, mas atendeu,Minha familia voltou a ficar junta, como nuncs devia ter deixado de ser.É muito bom ter vc de volta pra perto de mim, Ro.Amo vcs e preciso muito de ter vcs 2 sempre por perto.

  13. Roberta Nina
    8 fevereiro, 2011

    Mto bom, Lelê.
    Tbm sou vidrada no meu mano mais velho, que se chama Rodrigo tb, que pagou minha facul, me ajudou a comprar meu carro. Eu falo que ele é, na verdade, meu IRMÃE.
    Só de pensar em ficar longe dele, um nó se instala aqui na minha garganta. Que coisa louca.

    Aproveitem-se muito. Tirem o atraso.
    Aliás, vcs são parecidíssimos, hein? Na foto em que ele aparece cabeludo, então… rsrs.

    Beijooo :=)

  14. Matacolors
    8 fevereiro, 2011

    Elogiar é cair na mesmice. Quem tem irmão, (3, no meu caso) se identifica. Muito bom.

  15. Alexandre
    8 fevereiro, 2011

    Maravilhoso seu texto!!!!
    A saudade dos meus irmão bateu forte agora.Tambem passei por situações idênticas.

  16. Julio
    8 fevereiro, 2011

    Bom saber que o Rodrigo brincava de casinha agora posso juntar todas as minhas Suzys e que que eu tô falando bem vindo de volta Rodrigo! \o/

  17. Filipe
    8 fevereiro, 2011

    Que texto! Vou mandar minha irmã ler isso aqui.
    Parabéns pela irmã! Parabéns pelo irmão! Isso tudo é de chorar.

  18. Beta
    8 fevereiro, 2011

    Ieeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiii!!!!!!!!!!
    Lindo post!!!

    Bem vindo Leif!!! :DDD

  19. Eduardo Goldenberg
    8 fevereiro, 2011

    Uma correção, apenas: a coleção de bebidas do Rodrigo voltou desfalcada de uma garrafa de um portentoso irlandês, já quase no final… no buteco lá de casa. Lindo texto, moça. Comovente.

  20. Luiz com Z
    8 fevereiro, 2011

    Que post phoda! Lindo! Mas você é que tinha que ter passado uma temporada aqui na Guanabara, pô! Parabéns pela crônica!

  21. Ândi
    8 fevereiro, 2011

    Minha relação com meu irmão tb sempre foi muito intensa. Não sei se aconteceu com vc tb, mas por ele ser mais velho (apenas dois anos) chegou quase a uma figura paterna pra mim. Sobretudo pq, até os meus 26 anos (qdo ele casou), sempre vivemos juntos, e juntos mesmo! Dividindo quarto, inclusive. Meus pais se separaram, moramos com meu pai, com a minha mãe, minha irmã foi morar sozinha… Mas nós sempre ficamos juntos. Quando ele se casou eu chorei muito.. rs.

    Me identifiquei muito com seu texto, de certa forma.

    Beijo

  22. Thais Louzada
    8 fevereiro, 2011

    Lindo texto! Confesso que a minha relação com a minha irmã foi muito boa na infância, mas na adolescência… Cão e gato… Agora adultas está melhor… E após alguns acontecimentos cada vez mais unidas… Ter irmão é tudo… Dividir, somar, brigar, amar… Faz parte… Beijos Lele…

  23. @debalaguera
    8 fevereiro, 2011

    Como sempre, texto perfeito e emocionante!

  24. t4yra
    8 fevereiro, 2011

    Só pra variar, eu chorei com seu texto. E como eu te disse antes, invejinha de ter um irmão amigo e companheiro como você tem. Porque irmão é irmão, a gente ama incondiconalmente, e nem tem muita escolha quanto a isso, porém, amigo a gente escolhe, e é uma bênção poder escolher um irmão pra ser seu cúmplice.

    beijo e bem-vindo de volta, Rô

  25. Carol Moreno
    8 fevereiro, 2011

    quero festa com a familia macedo

  26. Nana
    8 fevereiro, 2011

    Adorei o post… e o retorno do Rodrigo, espero que agora a gente consiga se reencontrar finalmente! :)

  27. jean boechat
    8 fevereiro, 2011

    =^D

  28. Rob
    8 fevereiro, 2011

    Caralho…

    Todo mundo que tem um irmão – especialmente quem é caçula, como a gente – deveria imprimir este texto e emoldurar.

    Sério, desta vez você se superou.

  29. Pablo
    8 fevereiro, 2011

    Boa sorte Lelê!!! Só pra constar manda um beijo pra bicha do seu irmão!

  30. Claudinha
    8 fevereiro, 2011

    É Lelê! Relações entre irmãos com essa intensidades é privilégio de poucos hoje em dia! Parabéns! E bom retorno pra ele!

  31. Kleber Rodrigues
    8 fevereiro, 2011

    Leonor,

    Você no Twitter achou estranho que ninguém comentou sobre uma foto.
    Mas eu vou comentar sobre outra.
    Esta foto aqui:
    http://bitURL.net/a5m7
    Vocês eram o prenúncio disto aqui?
    http://bitURL.net/a5m8

  32. Rodrigo
    8 fevereiro, 2011

    Lelê,

    Eu responderia isso com outro post, mas não tenho blog para isso, então peço licença para fazer um comentário um pouquinho mais longo. Primeira coisa, obrigado por escrever algo tão lindo para marcar uma etapa importante da minha vida.

    Nem quando a gente era criança e decidiu brigar por quem deixaria a toalha pendurada no beliche, nem quando você ensaboou o chão do box do banheiro e eu cai de cara no chão – me confundindo depois no reflexo do espelho com um monstro – eu desejei que você fosse levada pelo Homem do Saco. A verdade, Lelê, é que como bem comentaram por aqui, a gente tem sorte de ser mais que irmão. Dizem por aí que amigo é mais que família, já que amigo é família que a gente escolhe. Eu acho que tenho a sorte de ter uma família onde estão meus melhores amigos, e o maior exemplo disso é você.

    Da nossa infância divertida em que dividíamos a amizade e a falta preocupação, à nossa adolescência em que compartilhamos nosso primeiro trabalho, nós crescemos juntos. Aprendemos a ter responsabilidade, a cultivar a amizade, o carinho e o respeito. Soubemos, nós dois, aproveitar a maior e mais importante herança que nossos pais poderiam nos deixar. Nunca faltou entre a gente companheirismo e cumplicidade. Você sempre me apoiou, sempre soube a hora de me puxar a orelha e a hora de me estender a mão. Esteve lá para mim quando eu fui, está aqui para mim agora que estou voltando. E eu tenho certeza que você sabe que, caso fosse você indo e voltando, poderia contar igualmente comigo. Nós sempre tivemos reciprocidade.

    Hoje quando vejo um texto desses, seguidos de tantos comentários de amigos seus – muitos dos quais tenho prazer de chamar de amigos meus também – eu fico feliz em ver que você está rodeada de pessoas que enxergam em você o que eu vejo desde que me entendo por gente. Que você é uma pessoa espetacular, que está conquistando cedo tudo que merece. E que está passando tudo que aprendeu para uma nova pessoinha que, mesmo não tendo a sorte de ter uma irmã mais nova desde pequenininho, como eu tive, continua tendo, em nós, um dos exemplos de amizade mais importantes, que nos moldaram como somos hoje.

    Mais uma vez, Lelê, obrigado por tudo. Obrigado por zelar tão bem pelo seu posto de pessoa mais importante da minha vida. Amo você.

  33. L.
    8 fevereiro, 2011

    =~~~~

  34. Carla Jaróla
    8 fevereiro, 2011

    Falar que adoro seu blog, leio todos os dias e já recomendei para muita gente, inclusive minha irmã, é redundância.

    Dessa vez eu não sei dizer se estou aqui em lágrimas pelas suas palavras, contando uma história tão especial e única, ou se choro pelas lindas palavras do seu irmão.

    Mesmo não tendo um irmão e sim uma irmã, somente um ano e meio mais velha que eu, me identifiquei muito com o que vc escreveu. Ter irmãos (não necessariamente de sangue) é ter amigos, companheiros e cúmplices eternos. Alguém para nos inspirar, quem confiamos e acreditamos profundamente.

    Minha irmã e eu sempre dividimos tudo, até pela idade próxima: roupas, quarto, brinquedos, amigos e gostos. Quando somos parecidas, somos idênticas, se somos diferentes, somos opostas. Mas ainda assim o amor é sempre mais forte.

    Três anos atrás ela se casou e saiu de casa. Confesso que demorou para cair minha ficha que a cama dela passaria a ser de visitas ou então ficaria vazia grande parte do ano (lá vem as lágrimas outra vez! hehehe).

    A gente se acostuma com a ausência, mas não com as saudades, né? Mesmo ela morando aqui perto não é a mesma coisa. Mas agora não posso sentir mais que orgulho, admiração e amor por ela.

    Daqui a três meses a história irá recomeçar de outra forma: minha irmã terá sua primeira filha (primeira sobrinha minha, primeira neta de minha mãe e bisneta de minha avó), o que é ótimo.

    Já estou mandando para ela o link do seu texto e tenho certeza de que ela irá se identificar tanto quanto eu aqui. Muito obrigada por verbalizar os sentimentos de tantas pessoas e mais, por emocionar todos nós!

    Beijos!

  35. Cintia
    8 fevereiro, 2011

    Que lindo! Não tenho uma relação assim com as minhas irmãs, mas essa história me dá mais convicção que a minha filha merece ter um(a) irmã(o)zinho(a)…
    E atire a primeira pedra quem nunca chutou os irmãos dentro do carro!…

  36. Mônikita
    8 fevereiro, 2011

    Nossa … sem palavras.
    Lendo esse texto, em lagrimas obvio, revivi muito da relação minha com meu irmão.
    Somos tb companehiros, amigos, cumplices…
    Nascemos em data proximas eu 02 de janeiro ele dia 09, aniversários comemorados sempre juntos rsrsrs (sei o que quis dizer Lele)
    E tb meu irmão é padrinho do minha filhota …
    Realmente qdo pequenos sempre achamos que estamos dividindo com nosso irmão todas nossas coisas, inclusive o carinho e amor dos nossos Pais , mas a vdd que desde sempre estavamos somando, só que a consciência disso vem muito mais tarde.
    E o meu de quebra ainda é meu grande companheiro de Coringão, aliás tb nisso ele é minha referência.

    Lelê … vc é uma pessoa linda e é muito fácil perceber que isso se deve a uma
    base familiar linda tb.

    PARABÉNS à todos vcs!!!
    Bjo

    VAI CORINTHIANS

  37. Pollyana Volpato
    8 fevereiro, 2011

    Eu tenho 6 irmaos e irmas, isso mesmo SEIS, e amo demais!
    Amo tanto que tem uma viajando e eu to sentindo falta dela como se nao tivessem outros irmão pra superar.
    Amo tanto que faço qualquer coisa por qq um deles.
    E sabe o que mais me encanta é saber que sou a maior ídala deles.
    Sou professora, e dou aula pra 3 dos 6. Imagina, vc ter como irmã a sua professora de matemática que (modestias à parte) a escola toda adora!
    E imagina, vc como professora, ter em sala 3 dentre as 6 pessoas que vc mais ama no mundo!

    E detalhe, não tem coca-cola que dê pra dividir entre os 6.
    kkkkkkkkkk

    adoro seu blog Lê!

  38. Uli
    8 fevereiro, 2011

    E o talento pra emocionar com palavras é de família, né? Ô diacho…
    Meus irmãos moram longe e além dessa falta, pra piorar, um deles, casado com a cunhada mais querida EVER, está(ão) esperando um sobrinho(a) meu. Láááá longe. Ninguém merece. Acho que nunca mais tomaria Coca-Cola se eles voltassem, só pra não dar briga!
    Que bom que você tá feliz. Fique bem, lindona!

  39. Cleidson
    8 fevereiro, 2011

    Arrebentou galega. Parabens pelo post, pra deixar salvo nos favoritos.

  40. Priscila
    8 fevereiro, 2011

    É lindo ver a amizade de vocês :) Parabéns para a família!

    E bem-vindo de volta, Rodrigo!

  41. Ana Luísa
    9 fevereiro, 2011

    Lindo texto! Eu também já devo ter chamado o homem do saco pra buscar a Helena incansáveis vezes, mas com certeza pediria ela de volta em 5 minutos. E nada como conversas entre irmãos antes de dormi, já rimos e choramos juntas nessas conversar.. E ter que tomar apenas 1/4 da coca cola com certeza dá raiva, mas é melhor ter alguém pra brindar o refri com a gente, né?
    Beijos!

  42. Ariana Lara
    9 fevereiro, 2011

    Chorei,obvio!

    Eu pedia pra Deus sumir com meu irmão…mas chorei feito criança quando ele foi embora pra Fernando de Noronha…..sinto muita falta dele…

    Fico feliz pq o seu brother ta de volta!

    Bjo Lê!

  43. Aline Tavares Pimentel
    9 fevereiro, 2011

    amei o post, meu irmão me enviou e tenho certeza de que ele se viu em algumas situações assim. Lembro que eu dizia que o marco tinha nascido do repolhinho porque ele era verde (icterícia) quando nasceu, e me diverti horrores quando ele repetia a historia. Hoje vejo o filho dele indo pra escola e eu me lembrando dele com a mochila nas costas. Amor de irmão é sagrado.

  44. Jux
    9 fevereiro, 2011

    que lindo!
    chorei aqui…
    (\_/)
    =’-‘=

  45. Ronise Vilela
    9 fevereiro, 2011

    Uma vez, num restaurante ouvi a seguinte conversa.
    -É muito cansativo ser filha única. Tenho que cuidar sozinha dos meus pais que estão velhinhos e doentes, dar atenção a filha pequena, nenhum irmão para dividir esse fardo comigo, reclamou uma mulher de uns 30 e poucos anos.
    – Irmão é a relação mais pura de um ser-humano, começou a explicar um senhor, meio estilo mestre dos magos. Marido e mulher são meros desconhecidos que se juntam, filhos são oriundos desses dois estranhos, mas irmãos, irmãos vieram verdadeiramente do mesmo sangue: do mesmo pai e da mesma mãe.
    Nunca mais esqueci, porque carrego comigo as diferenças e semelhanças de meus dois irmãos em mim.

  46. Chatroulette and Omegle
    9 fevereiro, 2011

    Love your blog design and nice colors. Keep up the good work!

  47. ana cristina quevedo
    9 fevereiro, 2011

    E minha irmã que tá lááááááá longe, nos EUA, com um barrigão de 8 meses e eu aqui, sem poder dar guarida? Shuiff *enxuga lágrima*
    Isso devia ser proibido por lei.

    :>)

  48. Andre V.
    9 fevereiro, 2011

    ai. pode dizer que o digo e TOTAL meu numero ? *.*

    [/aquele que se oferece ]

  49. Lelê
    9 fevereiro, 2011

    Mas, apesar de ter brincado com boneca, ele gosta de perereca, André! hahahahhahahahahahaha

  50. Talita Godoy
    9 fevereiro, 2011

    Lelê,

    lindo seu texto! É exatamente do mesmo jeito que me sinto em relação à minha irmã.

  51. Ilana
    9 fevereiro, 2011

    Por essas e outras que eu pretendo dar um irmãozino ou irmãzinha pro filhote. Lindo!
    Beijos

  52. Tiago B.
    10 fevereiro, 2011

    Belíssimo post :)
    Adicionei meu blog aos recomendados do meu. E parabéns também por ser corintiana hahaha.

  53. Jojo
    10 fevereiro, 2011

    Eu num sei como chama esse amor que a gente tem pelo irmão, irmã, mas é bão né? Eu num dô, num vendo, num empresto minha irmã pra ninguém. Ela pode ter mil amigas e eu também, mas o amor de uma pela outra é diferente. Tudo meu. :D

  54. Leandro
    10 fevereiro, 2011

    É, disse tudo. Parabéns aos dois !

  55. Flavia
    10 fevereiro, 2011

    Nossa adorei seu post. Me vi nele tenho um irmão gêmeo que nossa relação é assim como a sua com seu irmão. Fiquei assim emocionada quando li.
    Penso seriamente em dar para meu filho um irmãozinho para que ele possa também compartilhar essa amizade entre irmão e sentir o que eu sinto com o meu irmão.

  56. Andrea Teixeira
    10 fevereiro, 2011

    Seu texto é incrível e sua relação com seu irmão mais ainda. Recebi o texto da minha irmã que atualmente mora longe… claro que terminei de ler chorando… e morrendo de saudade!
    Obrigada por compartilhar com todo mundo o quanto irmãos são a coisa mais preciosa de nossas vidas.

  57. Priscila
    10 fevereiro, 2011

    Sempre me emociono e dou risadas com os seus posts. E mesmo não comentando, adoro muito!

    Hoje me senti na obrigação de vir comentar: TEXTO lindo e perfeito. O comentário do seu irmão foi ainda mais lindo. Fechou o ciclo da verdadeira amizade entre irmãos.

    Tenho dois irmãos, não tenho uma relação tão próxima quanto a de vocês, mas amo muito a minha família (por mais que pareça o inverso. HAHAHA). :)

    Continuem assim e que o seu filho possa seguir o exemplo e ser o futuro iluminado que o nosso país tanto necessita! :)

    Beijos. :*

  58. Nine
    10 fevereiro, 2011

    Li duas vezes essa sua homenagem à irmandade e ao seu irmão e me emocionei muito, porque tenho uma relacionamento maravilhoso com minha irmã e nós moramos afastadas uma da outra!

    Que bom que o mano está de volta!
    Beijos,
    Nine

  59. marivone
    10 fevereiro, 2011

    Caramba… Muito, muito, muito lindo. Eu sou filha única que tem cinco irmãos (todos filhos do meu pai apenas) e sempre sonhei em ter alguém para dividir as coisas, para aprender também a lidar melhor com as pessoas, a vida em sociedade e etc…

    Anyway, sua família é linda, linda. Felicidades!
    ;)

  60. Leila Barreto
    10 fevereiro, 2011

    Lindo, lindo…
    Só não sei o que mexeu mais comigo: o post ou o comentário do seu irmão… rs
    Beijo e alegrias para vocês… ;)

  61. Poliana
    10 fevereiro, 2011

    Nossa, sempre passo por aqui. Nunca comento, preguiça define. Mas esse post foi tão “meu”, ou pra mim. Acho que irmão é o anjo da guarda que os pais deixam para quando não estiverem mais aqui. Disse isso a tão pouco tempo. Demorei mais de 2 décadas para descobrir isso… que irmão é sempre ‘mais’, é do que vc vai sempre precisar e nem sabe. Hoje eu somo com o meu o que uma vida inteira nós dividimos/disputamos, que é amor. Minha mãe precisou falecer para entendermos que juntos somos um só, e muito mais forte. Meu pai precisou infartar para entendermos que era o nosso pai e não meu, ou o dele. Precisamos da dor para concluirmos que amor era nossa união. E foi assim que eu reconheci um anjo que me foi deixado para quando outros anjos não pudessem estar mais presentes.

    Por ele eu faria tudo mil vezes sem exitar. Irmão é isso né?
    Amei o post!

  62. Cissa Belém
    11 fevereiro, 2011

    Sou a mais velha e estou para mudar de estado, cidade, região.
    E eu entendo perfeitamente o dividir e somar, porque tenho duas irmãs que eu amo de paixão.
    Uma eu vejo de vez em quando, porque moramos em regiões opostas da cidade. A outra mora perto, então a gente sempre se vê.
    Confesso que já estou sentindo falta. Mesmo sem ter feito a mudança.
    Parabéns pela sua relação com seu irmão. O amor deles não tem preço.
    Minha mãe sempre disse que os amigos se vão, as pessoas vão embora, mas o irmão, aquele que esteve com você quando fez sua primeira grande cagada, que riu de você quando a cagada ficou ridícula, que te protegeu quando poderia ter te entregue, na adolescencia, esse é pra sempre.
    Desejo tudo de bom para vocês. De verdade.

  63. REJANE
    14 fevereiro, 2011

    OI! Acabei de receber esse post lindo do meu irmão, que ao ler ficou muito emocionado, essa história parece parece muito com a nossa hoje ele mora na europa e eu aqui no RS mas em breve nos veremos adorei muito bem escrito.

  64. Nathália
    14 fevereiro, 2011

    Eu leio muitos blogs por dia (meu reader não me deixa mentir) e sempre termino esquecendo de inscrever teu feed por lá. Mas eu acho que esse esquecimento é meio de propósito sem querer, porque toda vez recebo um texto teu através do compartilhamento de alguém, e fico toda arrepiada e emocionada com as histórias de vocês. Nunca esqueci o post que você escreveu pro seu filho e agora, esse aqui entrou pro hall das coisas que eu não vou esquecer.
    Sempre fui de valorizar quem consegue colocar tanta vida e amor nas palavras, mas você faz isso de uma forma incomparável.

    Parabéns por isso aqui, viu?
    Toda felicidade do mundo pra vocês.

  65. Danielle
    15 fevereiro, 2011

    Leonor,

    Tudo bem?

    Você pode me mandar seu e-mail de contato?

    Obrigada.

  66. Tatiana
    16 fevereiro, 2011

    Post lindo!!!

  67. Thais Ferreira
    17 fevereiro, 2011

    Oi…

    mostrei esse texto pro meu irmão ontem…começamos aqui…e ficamos umas 3 horas lendos todas as histórias engraçadas do Lu! Foi uma noite óteeeeema!!
    Seus textos realmente são os melhores!! e seu filho tmb!!!!!!!!Amoooooo

    bj

  68. Carol
    18 fevereiro, 2011

    Que lindo, Lê! Que todo o sucesso do mundo acompanhe seu irmão no retorno pra casa! Estava com saudade das suas atualizações ;)

  69. Jozé de Abreu
    21 fevereiro, 2011

    Pensei num adjetivo para seu texto, mas vou ficar com o mais simples e mais verdadeiro: lindo! Seu texto e tudo que ele revela/traduz é lindo.

  70. Carolina
    23 fevereiro, 2011

    Você não é desse mundo…

  71. Tarik
    24 fevereiro, 2011

    Deu até vontade de ter uma irmã….
    ;-(

  72. Lusinha
    8 março, 2011

    Que fofo!
    Mandei esse texto para minha irmã, inclusive.
    Bjitos!

  73. cynara
    11 março, 2011

    irmão que briga na infância fica amigo pra sempre! eu tenho 4 (!) e a gente se matava e agora é todo mundo superunido. ; ) ah, e seu irmão é um gatão!
    ; )

  74. aurea
    11 março, 2011

    Lendo esta mensagem pude perceber que todos os irmão são iguais. Meus filhos eram exatamente assim. Até a foto da Mulher maravilha eles tem igual. Brigavam por nada, disputavam tudo. Hoje, sãos super amigos e se amam muito.
    Adorei. Parabens.

  75. Pingback: Família, família, almoça junto todo dia « Ocioso e Nocivo

  76. Andrezza
    13 março, 2011

    Eu concordo com tudo que todo mundo falou… você despertou um sentimento mágico em quem leu e se emocionou! Hoje eu moro longe dos meus 2 irmãos… dei gargalhadas lembrando das brigas no carro… da beliche… da relação de amor inexplicável que existem entre os irmãos! E o melhor de tudo, foi que eu recebí o texto da minha irmã. Embora ela não tenho dito nada, acho que ela quis dizer tudo! Sensacional! Aproveite seu irmão aí pertinho… Os meus estão há 600km…

  77. thapolakiewicz
    27 março, 2011

    Parabéns! Falou tudo, lindo texto!
    Adoro seu blog e o jeito como você escreve, também tive filho nova, e me identifico (e me divirto) muito com suas histórias.
    Continue assim!!

  78. Ed
    25 abril, 2011

    É exatamente isso que eu gostaria que minha Maricota escrevesse sobre o irmão, Biel, daqui uns 20 anos…. ( merda, estou molhando o teclado todo com essas lágrimas…).

  79. joana
    13 outubro, 2011

    Nossa, como me identifiquei com esse post. Até eu e meu irmão entendermos que irmandade era somar e nao dividir se passaram muitas brigas por biscoito são luiz(hoje bono), cri (hj crunch), pelo banco da frente do carro, pela coca cola e até dois anos sem trocarmos uma palavra.Aí ficamos cúmplices, eu casei, me mudei, tive um filho. Eis que, no meio de tudo, de repente, ele chega com a notícia de que seria pai e iria casar. Aí sim, mesmo depois de já ter saído de casa, vi que nossa soma era egoísta demais, pelo menos para mim!! Meu Deus, como dói chegar na casa de meus pais e não ter mais meu irmão. Ter a certeza de que ele não vai chegar do trabalho e pedir para eu coçar suas costas até ele dormir, anda que eu saiba q eles está muito feliz…Sorte sua que seu irmão voltou!!!

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Publicado às 8 fevereiro, 2011 por em Sem categoria e marcado .
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