Eneaotil

Das chances

Vocês já devem ter lido por aqui que quando nasce um filho, também nasce uma mãe. Isso quer dizer que a mãe de um filho perfeito não deixou um manual escrito com o passo a passo para um final feliz.

Você acabou de parir, tem seu filho nos braços pesando 4,100 kg (o Lucas nasceu gigante) e não faz a menor idéia do que fazer com aquele pititico que cabe em uma caixa de sapatos. Quer dizer, sabe que vai ter que dar de mamar de 5 em 5 minutos, que vai ter que limpar o cocô e o xixi pelos próximos anos, e vai ter que se lembrar de algumas canções clássicas de ninar porque de vez em quando seu filho vai ter dificuldades para dormir.

Mas você não vai encontrar na Livraria Cultura um manual sobre como fazer com que o seu filho faça a lição de casa, nunca use drogas, respeite os pais e trate sempre bem as mulheres. Deve haver uma porção de auto-ajuda referente a isso, mas nenhuma realmente eficaz que dê dicas sobre como tornar o seu filho um grande homem.

Tudo o que você fará dali por diante, do momento em que o seu filho saiu de dentro do seu útero até o fim da vida (pelo menos até ele quase completar 10 anos, que é onde estou agora), é uma mistura de instinto, bom senso e todos os exemplos (também bons, de preferência) que você aprendeu até então. Você se lembra da sua mãe, da sua tia, da sua vizinha, da sua avó, daquela reportagem na televisão, de filmes, de livros. O que você vai ensinar para o seu filho faz parte de todo o repertório que acumulou em vida (e quando se tem um bebê aos 19 anos, você teve pouco tempo para acumular qualquer coisa, então é bom que tenha vivido com qualidade). E, olha, posso te dizer que, ainda assim, você vai errar pra caralha.

**

Lembro-me de, durante a minha adolescência e no auge da minha revolta, muitas vezes ter pensado em não querer ser como a minha mãe quando tivesse um filho. Eu pensava: “eu nunca vou agir assim” e a culpava por ser autoritária, super protetora, severa e gritar tão alto quanto podia (oi, mãe! Sei que você está lendo isso, mas não desista do texto agora). Dela, eu queria levar para os meus filhos a força, a objetividade, a paixão quando estivesse prestes a virar uma pedra, e a razão quando estivesse prestes a perder a cabeça.

É bem verdade que não fui uma adolescente fácil. Eu dei trabalho, muito trabalho. Discuti muito, briguei muito, preocupei muito e namorei muito. Meus hormônios ferviam dentro de mim e eu meus pais, coitados, devem ter envelhecido uns 30 anos nesse período.

**

Tudo isso foi pra contar que em um dia desses, na semana passada, cheguei na escola do Lucas e, enquanto eu o esperava sair, uma coleguinha dele me avisou que ele tinha tomado uma advertência. Todas as mães riram da minha cara (existe bullying de mães na escola?) e eu senti uma vontade de entrar em estado gasoso. Depois, eclodiu dentro de mim uma vontade de matar, de gritar, de fazer exatamente como a minha mãe fazia. Demorou alguns minutos para eu me lembrar de como eu era, de como eu falava o tempo todo, de como eu infernizava o colégio, das advertências, suspensões, bilhetes e reclamações que eu já tinha levado para a casa depois de um dia como qualquer outro na escola.

Enquanto eu pensava e ainda esperava o Luquinhas, a mesma coleguinha (fofoqueira, desgraçada!) me pediu que subisse até a sala porque ele ainda estava copiando a lição e demoraria a descer. A professora também queria falar comigo. Subi, ainda espumando, mas tentando ventilar meu cérebro, e quando cheguei na sala a professora me olhou um tanto feio como se eu tivesse culpa. Talvez tivesse, talvez aquilo tudo fosse genético. Naquele dia, três crianças da sala do Lucas tomaram advertência: ele, um menino e uma menina. Ele era o único que copiava a lição aos prantos e quando cheguei, mal conseguiu me olhar nos olhos.

Na advertência veio escrito que ele falava o tempo todo, era desrespeitoso e atrapalhava a aula. E eu me lembrei que eu fazia isso todos os dias – e não faz tantos anos assim. Desci a rua com ele puxando a mala de rodinhas e pensando no que falaria. Metade de mim dizia que aquilo era uma besteira, que ninguém nasceu pra ser uma múmia, que conversar em sala de aula é normal, que atire a primeira pedra quem não atrapalhou uma aula. Mas a outra metade, a que falou alto para o Luquinhas escutar, foi exatamente a que eu sempre neguei que seria. Eu gritei, dei castigo, esperneei, disse que JAMAIS queria que aquilo se repetisse (mesmo sabendo que, provavelmente, na semana que vem vai acontecer de novo). Depois fiquei pensando que com a minha mãe devia ser a mesma coisa: metade dela devia querer fazer um cafuné e dizer que aquilo tudo era mais do mesmo e a outra metade tinha a responsabilidade de nos ensinar, aos gritos, o que podia e o que não podia. E deve ser por isso que nunca ninguém escreveu um manual: porque a nossa responsabilidade é só com quem a gente põe no mundo – e já é gigantesca.

**

Fui dura com o Luquinhas nesse dia, bem dura. E trabalhei o resto do dia chateada, pensando se podia ter pegado mais leve, porque ser mãe é uma via de mão dupla. Realmente existe aquele papo de “isso vai doer mais em mim do que em você”. Em casa, ele achou uma foto que eu estava sorrindo com ele bebezinho, ainda no meu colo, e caiu no choro. Depois disse pra minha mãe:

– Eu vejo a minha mãe tão feliz comigo ainda bebezinho e ela mal sabia que eu iria crescer e deixar ela tão triste.

Quando eu cheguei na casa da minha mãe, ele me chamou no meu antigo quarto. Em cima do sofá tinha uma caixinha de música com um bilhetinho escrito ABRA. Ao abrir, vi que ele tinha dado corda na caixinha antiga, que malemá toca Pour Elise. Do lado da bailarina dando piruetas, tinha mais dois bilhetinhos: “DESCULPE” e “EU TE AMO”.

E uma cartinha, com a nossa foto bem no meio. Nela, estava escrito assim:

“Mãe, por favor me desculpe. Nenhuma malcriação que eu fiz na minha vida eu queria ter feito, me desculpe. Eu prometo que não vou fazer mais malcriações em casa, na escola e em qualquer lugar. Por favor, me dê mais uma chance. Eu nunca mais vou te decepcionar na minha vida e também não vou fazer você passar vergonha. Por favor, me desculpe e me dê mais uma chance.”

Seja mãe, ou seja filho, a gente sempre tem a chance de acertar mais do que errar. O Luquinhas não me deixa a menor dúvida.

52 comentários em “Das chances

  1. Juliana
    30 março, 2011

    “eu senti uma vontade de entrar em estado gasoso”, LÍQUIDO GASOSO você quis dizer, né? Hahahaha.

    Lindo texto, Lelezoca. :)

  2. Leandro
    30 março, 2011

    Lembro que quanto tomava um sermão eu pensava que preferia apanhar… lembro quando eu aprontei uma pesada e vi um olhar de decepção… é muito pior que o de raiva ou que umas cintadas… mas como você disse, sempre temos a chance de acertar mais…

  3. Erika Lima
    30 março, 2011

    O Lucas é a coisa mais doce ever!! E se ele é assim é porque a mãe dele também é essa pessoa doce e querida.
    Lá em casa eu bem me arrependo diversas vezes de ter sido dura demais ou molenga demais com as meninas. Ter sido mãe aos 18 e lembrar bem nitidamente de como eu era e o que eu fazia me ajuda a visualizar mais facilmente certas malcriações e atitudes. Mas o fato é que nessas horas o amor só aumenta, nessas horas a gente cresce junto com filho e esse aprendizado nunca termina.

  4. Caloã
    30 março, 2011

    Confessa que você se acabou de chorar quando leu o bilhetinho, confessa! :)

  5. clara
    30 março, 2011

    Caracas, chorei pra caramba de tão lindo seu post. Beijo pro luquinhas, ele vai ser um adulto mil, e já é uma pessoinha linda! A mãe tb, claro ::))
    beijo,
    clara

  6. Enzo Bertolini
    30 março, 2011

    Leonor, o Lucas ainda te dará muitas alegrias, mais do que tristezas. A reação dele e o bilhete demonstram que ele tem um caráter que pode ser educado da melhor maneira possível. Parabéns por ele!!!
    BJs

  7. piscardeolhos
    30 março, 2011

    ai, morri com esse bilhete.
    esse moleque vale ouro, quero muito esse seu manual.
    beijo

  8. Laura
    30 março, 2011

    Lelê, por tudo que você conta do Lucas e por esse episódio a gente tem certeza de que você tá fazendo tudo mais do que certo :)
    parabéns pelo filho lindo <3

  9. uilson76
    30 março, 2011

    Querida Leonor! O que vc fez foi normal e necessário. Minha princesa está caminhando para os 13 anos…nunca deu trabalho (ainda não), mas, eu e a patroa já nos pegamos em situações semelhantes a sua no que tange ao comportamente. Muitas vezes a gente fica pensando em como agir quando nossos filhos fazem aquilo que fizemos e falo com certeza que vc fez tudo certo. Nossos filhos precisam de amor, atenção, diálogo e as vezes de um aperto bem dado pra terem respeito.
    A prova maior da excelente edução que seu filho tem foram as cartinhas e o pedido de desculpas. Isso prova que o caráter dele está moldado da melhor maneira possível. E que coração ele tem! Fiquei realmente pasmo!
    Parabéns pela excelente mãe que é!
    Ainda não desisti de leva-la na rádio coringão para o 100 Anos de História. Além disso, um dia quero que conheça minha esposa…ela é vc de cabelo loiro! rs…

  10. fátima
    30 março, 2011

    é realmente difícil saber o que fazer numa situação dessas, quando o filho se comporta exatamente como a gente se comportava, né? complicado impor a eles os limites que a gente mesmo brigava para romper, por considerá-los idiotas.
    eu devo ter a idade da sua mãe (ou mais), e realmente passei por isso com os meus filhos, e passo hoje com o meu neto de 4 anos que fica comigo parte do dia.
    mas acho que a gente consegue sim.

    bj

  11. Priscila
    30 março, 2011

    Nossa, que lindo! Quase chorei!

  12. Luiz com Z
    30 março, 2011

    Essa é uma das coisas mais lindas que eu já li, ever.

  13. Thais Ferreira
    30 março, 2011

    Esse menino é lindo demais mesmo!!

    O texto como sempre está maravilhoso, mas, dessa vez o Luquitas ajudou né….pq a cartinha quem escreveu foi ele!

    Estava com saudades de vc por aqui!!!

    Beijos! amo vcs!!!

  14. Andréia
    30 março, 2011

    aff, eu só choro qdo entro aqui.. ¬¬

  15. MarianaMSDias
    30 março, 2011

    Tá, chorei litros. Não pelo bilhete em si, pq recebo vários e no dia seguinte eles fazem a mesma coisa! (Graças a Deus! – e que eles não nos leiam…)

    Mas por aquela parte em que a gente grita querendo afagar. Pq é sempre assim! E depois a gente os ouve chorando, rastejando, pedido mil desculpas e tudo o que a gente pensa, lá no íntimo sem nunca exteriorizar é: nem precisava disso tudo, pq é uma bobagem…

    E é mesmo, né Lelê. É para nós, que já passamos por isso e sabemos que depois vem coisas muito mais sérias que eles ainda terão que enfrentar… Mas para eles, para o mundo deles, é preciso sempre passar o recado de que o mundo lá fora é difícil e que eles vão ter que trabalhar muito esse caráter deles para mostrar a que vieram. Infelizmente, somos nós que temos essa dolorida tarefa quando eles ainda tem apenas quase 10 anos. E que bom, porque temos todo esse amor – e essa esperança – e acreditamos neles.

    O que a gente só percebe muito depois nos nossos pais é que, no fundo, eles sempre acreditaram na gente!

    Parabéns!

  16. Thais Louzada
    30 março, 2011

    Perfeito… Chorei aqui! Você como sempre emocionando… Beijos…

  17. Aline
    30 março, 2011

    Ai meu! Acho que já falei isso, mas não tem como não repetir: ser mãe faz seus textos terem um efeito tão mais intenso em mim…
    lindo!

  18. williampogos
    30 março, 2011

    Nossa que cartinha emocionante heim…
    Abraçs

  19. siamopalestra
    30 março, 2011

    Não lembro mesmo como cheguei até o seu blog, mas volto de tempos em tempos ávido por um novo post. Este mais uma vez saciou a vontade que estava presa em mim.

    Excelente, como sempre.

    Bjo, Henrique.

  20. Rafael Techima
    30 março, 2011

    O Lucas fez o que eu sempre tive vontade de fazer, quando pivete, nesses episódios em que minha mãe ficava muito puta comigo.
    E não se acanhe em ser dura ou dar broncas nele. Quando mais velho, mais hora, menos hora, ele vai saber valorizar cada puxão de orelha que ele levou.

  21. Ana
    30 março, 2011

    O Lucas é uma criança fofa demais!! Parabéns!

  22. Luciene
    30 março, 2011

    Identificação total e lágrimas nos olhos…
    Aquilo de metade de mim faz “isso” e a outra, obrigada a educar, faz “aquilo” é o meu dia a dia.
    Legal, muito legal mesmo ler post de mãe sincera.

    Obrigada!

    Luciene

  23. Paula A.
    30 março, 2011

    Teu blog é uma das descobertas mais deliciosas de 2010 pra mim, sigo nos feeds e acho que nunca comentei, mas adoro cada post e cada nova aventura tua com o Lucas. Ele está se tornando um pequeno homem muito digno! Fiquei emocionada com a pureza dele ao escrever o bilhetinho pra você… acho que é sim algo que muitos de nós queria ter feito ao aprontar alguma coisa na infância – mas nunca tivemos a coragem.

  24. aiaiai
    30 março, 2011

    tudo muito bom, tudo muito bem…mas espere ele fazer 12 ou 13 anos…o troço vai piorar. Eu passei por situação bem semelhante, tb queria rir com ele da primeira advertência e fico feliz hoje porque não o fiz. Dei castigo e conversei mostrando q tinha q respeitar o professor e os colegas. Inda bem q eu fiz isso. Com o tempo as oportunidades de advertência vão se ampliando e se vc não colocar claramente as questões de educação, baubau…o cara perde a noção e daí vai de advertência a suspensão.

    Digo isso pq estou vendo um monte de mães amigas sofrerem junto com seus filhos de 12 /13 anos exatamente pq não começaram a colocar limites aos 9/10 anos. Limite não é coisa q se coloca de uma hora para outra…é difícil, toma tempo e deixa a gente arrassada…mas é necessário.

    O mais importante é não deixar nunca ele pensar q vc grita ou bota de castigo porque não gosta mais dele. Tem que mostrar q faz isso exatamente porque gosta e se importa demais com ele.

    Bom, pelo menos é o que eu estou tentando. Mas cada dia é um dia…

  25. Nine
    30 março, 2011

    Nossa! Lendo seu texto minha adolescência passou diante dos meus olhos, as brigas com minha mãe, o famoso choque de gerações, as frases de que nunca faria como ela (até me tornar mãe e repensar alguns pontos), mas esse bilhete do seu filho me emocionou demais, guria! Seu manual é bom, vc está no caminho certo quando seu filho te ama e te respeita tanto e é capaz de repensar algo “errado” que tenha feito e ter a decência de se desculpar! Palmas para vcs!
    Beijos,
    Nine

  26. Luci
    30 março, 2011

    Passei por isso essa semana, advertência na sexta e na segunda outra, fiz como vc, lembrando de quando era criança e aprontava as mesmas coisas, e agora com sua idade (meu filho também tem a do Lucas) querendo fazer como nossas mães. É realmente incrivel essa mudação de filha xmãe tão rapido, pensamos como eles e demos que agir com elas. Beijos adoro vocês.

  27. bruna farias
    30 março, 2011

    entro aqui todos os dias e fico triste quando não tem coisas novas mas sabe que vale esperar esse tempo todo pra ler esse texto lindo? parabéns ao Lucas, parabéns pra ti… vocês são lindos!!!

  28. Daniela
    30 março, 2011

    “Mas você não vai encontrar na Livraria Cultura um manual sobre como fazer com que o seu filho faça a lição de casa, nunca use drogas, respeite os pais e trate sempre bem as mulheres.”

    eu sempre penso, Leonor, que o erro está aí. educar não é fazer alguém fazer algo. não temos esse poder, além da mera manipulação. ensinar é ensinar, explicar, deixar livre pra correr e cansar, experimentar e errar, e se quer saber, esse papo de criança falante ser punida eu acho desculpa de professor sem paciência pra ensinar que há hora de falar e hora de calar, e de usar as horas de falar a seu favor – não, ninguém nasceu pra ser múmia, e nem é assim que deveria ser ensinado. a nossa voz é o que temos de mais precioso, escola é pra ensinar a gente a usar, não pra calar a troco de nada. (isso explica inclusive porque o que mais tenho visto é gente propondo o silencio.) não conheço a escola do Luquinhas muito menos a professora (nem vc eu conheço!), mas estou falando genericamente, do “alto” da minha parca experiencia em sala e em peregrinação em busca de escola pra minha filha. e antes que digam, não estou defendendo que a gente se omita e deixe a criança fazer o que quiser – apenas estou dizendo que há formas e formas de corrigir e de ensinar. e que corrigir e ensinar não são meramente sinonimos.

    isto não é necessariamente uma crítica (no sentido negativo), é só algo que sempre me ocorre, e, bem, a minha mãe não tem sido boa interlocutora pra esse assunto, então pensei em partilhar com vc. :)

    beijo!

  29. mayra
    31 março, 2011

    Ai, gente, que coisa mais linda.

    A responsabilidade de educar alguém deve ser a maior do mundo e, aparentemente, você se sai super bem!

    =)

  30. Paula
    31 março, 2011

    Aiii como sempre me encanto com seus textos!!!
    Parabéns pela pessoinha que vc está criando!!! Ele te trará muitas alegrias!

    Bjos

  31. saara
    31 março, 2011

    se tem uma coisa que a minha mãe não faz muito com a gente mas que eu sei que vou fazer com os meus filhos é acreditar no arrependimento deles. não tem coisa pior do que errar, se arrepender profundamente e ser sempre lembrado e julgado por aquele erro.
    acredite no arrependimento do luquinhas =D e tomara que meu filho seja lindo assim ^^

    beijão!

  32. Paula
    31 março, 2011

    Eu já tava chorando pq o Lucas era o único a copiar a lição aos prantos. Na hora da cartinha, então… solucei.

  33. GabiFranco
    31 março, 2011

    Querida (me desculpe, não sei seu nome) que me indicou seu blog foi um amigo que temos em comum, o Doni, como sempre, cheio de bom gosto e boas referências.

    Tb sou mãe (pseudo-mãe de uma adolescente, minha enteada) e mãe de uma garota de três aninhos, a Valentina.

    Seu texto resume, do primeiro parágrafo ao último ponto final, o que é ser mãe. É errar e ser humana, pois mostrando-se humana também criaremos outros humanos.

    Parabéns, o Lucas já é um grande homem e com certeza, privilegiado por ter uma mãe como você.

    Muita saúde e vida longa e cheia de felicidade para você, sua mãe e para o Lucas.

  34. Tali Godoy
    31 março, 2011

    Sou a única pessoa que chora no laboratório de informática da faculdade, olhando prá uma tela… #vergonha!…rs

    Mas o texto… lindo! Vale as lágrimas.

  35. Fabi
    31 março, 2011

    Meu Deus, jura que ele deixou essa cartinha? Que coração lindo que ele tem!
    Beijos,
    Fabi
    http://depoisqueeudescobri.wordpress.com/

  36. Pingback: …darei quantas chances precisar! « Criança fala cada uma…

  37. Laís
    1 abril, 2011

    Muito bom o texto. Dizem que a gente só aprende a ser filho quando se torna mãe/pai…

    E… o que dizer da fofura desse Lucas?!

    beeijos,
    Laís.

  38. mani
    1 abril, 2011

    A Monix compartilhou seu texto, que eu achei lindo e aí eu vim te contar duas coisas: Quando a minha filha era pequena, apareceram as tais bonecas polly, que na época se chamavam polly pocket e eram caríssimas. Depois de muito pedir ganhou uma e, claro, quis levar pra escola. Eu falei, “não leve, vai estragar/quebrar/etc.” “porfavorporfavorporfavor” “bom, o brinquedo é seu, se estragar é vc q fica sem ele…”.
    Cheguei em casa para almoçar e tinha um recado da escola, pedindo pra ligar, ligo o celular, cheio de chamadas perdidas, fiquei preocupada, ela ainda não havia chegado, vinha de van, mal pego o telefone era a mãe da amiguinha, pedindo pra eu não bater na minha filha, que a culpa não era dela, era da tal amiguinha, que a mãe pagaria pelo estrago e eu ficando mais preocupada apenas jurei que não bateria nem espancaria sem entender de onde tinha vindo essa informação de que eu teria costume de bater na Mel.
    Ligo pra escola e a professora já havia saído mas a secretária também tinha mil recomendações pra eu não bater em Melissa porque a culpa tinha sido da colega, a professora e a secretária eram testemunhas e eu concordando atônita.
    Chega enfim a vítima, debulhada em lágrimas, novas recomendações e pedidos do motorista da van e da tia.
    “senta, Melissa, para de chorar, eu juro que não vou lhe bater, nem sei de onde vc tirou essa história, rafael atenda o telefone e seja quem for avise que eu não tenho a menor intenção de encostar a mão nessa criatura”
    “ô minha mãe, me perdoe, vocẽ tinha razão, eu não mereço uma polly nem brinquedo nenhum, eu juro qu enão emprestei, elas que pegaram e estragaram a boneca.”
    peguei a maledeta boneca minúscula com cabelo minúsculo e um minúsculo elástico que prendia o cabelo. a amiguinha de Mel tirou o elástico pra soltar o cabelo e não soube botar direito (era minúsculo e complicado) arrumei o bagulho e devolvi.
    “pronto, consertado”

    e fui ligar pra comunidade escolar inteira e assegurar que nunca havia encostado um dedo naquela criatura de seis anos escandalosa e dramática
    claro que ninguém acreditou.
    aparentemente quando viu o “enorme estrago” ela desandou a gritar e chorar que ” minha mãe vai me matar” e chorou por duas horas seguidas e nada nem ninguém a convenceu que conseguiriam aplacar minha fúria.
    Aí eu pensei que alguma coisa eu devia estar fazendo de assustador e um dia desses, dez anos depois, ela me liga da escola e fala que quer trazer a amiga pra almoçar aqui em casa. concordei. acrescenta “ela quer falar com você”. Achei que era algum pedido pra deixar Melissa ir em alguma festa ou viajar, mas ela (a amiga) me trouxe um teste com nota baixa e veio me pedir pra conversar com a mãe dela. perguntei porque. “porque você, tia, é a única que não faz escândalo quando melissa tira nota baixa, acho que ela fica mais preocupada que você…”
    fiquei orgulhosa de ter conseguido chegar aqui.

  39. Ronise Vilela
    1 abril, 2011

    As lágrima vieram à tona ao ler esse post, porque hoje tive que sair do status mãezinha para virar a mãezona e imprimir castigo na filhota, que tá se achandinho com 3 anos e meio. Como sempre digo e penso, sou mãe e vou errar e muito, não tenho pretensões da perfeição, porque é sempre mais fácil educar o filho alheio né?

  40. ana paula santiago
    2 abril, 2011

    Ai que coisa mais fofa, vale sempre a pena dar mais uma chance… E doi mesmo mais na gente do que neles, mas doi neles, doi fundo no coraçãozinho.
    Vou linkar teu texto no meu post, posso? Bjs

  41. ana paula santiago
    2 abril, 2011

    Como a gente segue seu blog?

  42. lúcia carolina
    2 abril, 2011

    Eu não sou mãe, então, não sei, mas as crianças costumam ser tão gente assim ou você deu muita sorte de filho + é uma pessoa tão legal que ninguém quer perder como amiga, nem seu filho?

    Eu cheguei chorar no final do texto! Rolou uma lágrima, haha, mesmo.

  43. DaniMoreno
    2 abril, 2011

    E vc chorou largaaada qdo leu o bilhetinho, não foi??!!!! rsrs…
    Eu chorei e lembrei de cada arte e cada bronca que eu não queria ter dado nos meus filhos (são 4!!! rsrsrs)
    Teu texto é MUITO lindo!!

    beijinho

  44. Simone Teixeira
    2 abril, 2011

    Sei que vou ter que passar por isso, visto a personalidade que minha filha já demonstra ter aos 2 anos. Parabéns pela educação que está dando ao Lucas. Ele irá ser eternamente grato, tenha certeza disso! Não tenha culpa! Vc está fazendo o certo. Ah, por falar em culpa, participe da blogagem coletiva no dia 07/04 que a Luci está organizando.Nós mães, principalmente, convivemos com a eterna culpa né? http://reencontrandoaspalavras.blogspot.com/
    Um grande beijo. Simone

  45. Ana Luísa
    3 abril, 2011

    Nossa, esse texto me fez realmente pensar em como a minha mãe podia pensar isso quando me dava broncas.. A responsabilidade de educar contrabalanceando com a vontade de simplesmente fingir que não aconteceu. E gente, que coisa mais linda esse Lucas! Ficou exatamente a mensagem de que você está fazendo certinho. Ele é um menino de ouro!
    Beijos

  46. Paula
    4 abril, 2011

    É por essas e outras que não quero ter filhos.
    Ser a responsável direta por uma coisa assim tão importante, que é a de criar uma pessoa de bem, é muito pesado.
    Parabéns quem consegue e deseja isso, porque eu nem cuidar de plantas quero.
    E esse bilhetinho é muito lindo. Que bom que seu filho tem / aprendeu a arte de revisar seus erros após levar uma bronca. Tem uns diabinhos por aí que ainda riem da sua cara, enquanto você está lá se martirizando por ter dando um puxão de orelha.
    Abraços.

  47. Carlos
    4 abril, 2011

    ” Seja mãe, ou seja filho, a gente sempre tem a chance de acertar mais do que errar “.
    Eu vou usar essa sua frase será que eu posso? Não se preocupe que eu divulgo a fonte original … porquê o que você escreve, é simplesmente incrível. Parabéns.

  48. Karina
    4 abril, 2011

    Que coisa mais lindaaaaaaaa, lele! O Lucas é um fofo, me emocionei! hehehe =) Bjosss

  49. joão neto
    5 abril, 2011

    Eleonor,
    sou um leitor recente do blog, descobri há uns meses atrás e já estava preocupado, afinal de contas o meu (mais novo) blog favorito não tinha mais atualizações. hehehehe
    mas foi legal ler os post antigos. gosto muito do teu jeito de escrever e as histórias do luquinhas são as melhores, é um prodígio esse menino.
    e no que diz respeito a tua forma de criar… bem, eu não tenho filhos e não sou nenhum especialista no assunto, mas tu é mãe, tu age idêntica a todas as melhores mães do mundo, aquelas que amam de verdade… então continua assim que o luquinhas vai sempre amar e respeitar a super mãe dele. =D
    abraço!

  50. joão neto
    5 abril, 2011

    ahhh
    cometi um sério erro!

    >>> é Leonor!

    foi malz!

  51. Nuna
    5 abril, 2011

    Leonor,
    Conheci seu blog através de um link deste post por uma amiga do facebook.
    Fui comentar que achei lindo, chorei, que sou uma mãe louca que dá bronca e também se arrepende…e disse que a atitude do Lucas foi linda demais!
    E alguém dali não gostou da minha opinião e retrucou me ofendendo, ou seja, gerou a maior discussão e vc nem viu rsrsrs…
    Tenho 41 anos, uma filha de 8, a Marina e um filho de 2, o Theo, e posso dizer que aprendi muito vindo aqui.
    E em dois dias li T-O-D-O o blog e amei. Obrigada por compartilhar sua vida e sua história.
    Atravesso a cidade uma vez por mês prá ir no Záffari, e se algum dia te encontrar vou tietar ok ;)

  52. Marcio Cesar
    25 abril, 2011

    Chorei aki no serviço. Sou pai de 2 tesouros e sei bem como dói mais na gente, como pais, ter que corrigir e caminhar juntos no caminho certo.
    Fantástico, um bela experiência de vida.

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Publicado às 30 março, 2011 por em Sem categoria e marcado .
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